Funcionários trocam de função para inovar e acelerar aprendizagem

Em maio deste ano, o superintendente do shopping Eldorado, Fernando Rheingantz, teve o expediente esticado até as quatro da madrugada. Junto com os outros gerentes do centro de compras de São Paulo ele acompanhou o trabalho de 60 funcionários que não fazem parte da sua rotina diária, mas são essenciais para preparar o shopping ao cliente. São essas pessoas as responsáveis pela manutenção e limpeza do prédio, que acontece todas as noites no turno das 22h às 6h.
O programa “Café na Madrugada” acontece a cada dois meses e é apenas um dos projetos de integração entre colaboradores de diferentes áreas que a administradora Ancar Ivanhoe adotou na sua rede de shoppings. Também bimestralmente, funcionários da administração e de base trocam de funções – gerente vira faxineiro e vice-versa. O programa estimula a interação e o surgimento de novas ideias entre os participantes que, ao sair da rotina, aprendem com o outro. E se divertem, garante o superintendente. “É ter inovação multiplicada por 400,” explica Rheingantz. As sugestões dos funcionários após os dias atípicos são estudadas e incorporadas ao plano de ação da empresa. “Shopping-center é feito de gente. É essencial abrir as portas.”
Outra companhia que adota a troca de funções é a rede de lanchonetes McDolnald’s, que exige de todos os funcionários contratados – até o executivo mais alto – a passagem por um treinamento nos restaurantes ao ingressar na empresa. A ideia é mostrar ao recém-chegado como funciona a rotina das lojas, desde a administração até o caixa e a cozinha, para facilitar a adaptação. O treinamento pode durar dias ou semanas e varia de acordo com o cargo da pessoa.
Quando a diretora de recursos humanos Ana Apolinaro foi contratada pela operadora da rede na América Latina, a Arcos Dourados, ela passou duas semanas e meia dentro de uma lanchonete – e diz que isso fez toda a diferença. “Além de criar uma relação mais pessoal com os funcionários, o contratado conhece a empresa muito mais rápido.” Segundo Ana, a ideia é  bem recebida por todos e muitas vezes os funcionários se voluntariam para voltar às cozinhas e caixas em ocasiões como o McDia Feliz, em que os restaurantes revertem o lucro da venda de sanduíches para instituições de caridade.

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