Telefónica muda a sede para Londres, foca América Latina e serviços de internet

Gigante espanhola das telecomunicações muda a sede para Londres e foca América Latina e serviços de internet

Reorganização interna inaugura quatro novas subdivisões: Europa, América Latina, Digital e Recursos Globais

A Telefónica reorganizará seus negócios, visando aumentar a sinergia entre diferentes áreas, com foco no digital, e acelerar o crescimento internacional, especialmente na América Latina.

O grupo se estruturará em quatro divisões: Europa (a sede da empresa agora será em Londres), América Latina, Digital e Recursos Globais.

A Telefónica Digital terá sedes regionais -inclusive em São Paulo-, que deverão “aproveitar todas as oportunidades de crescimento nesse meio, acelerando a inovação, ampliando e reforçando a carteira de produtos e serviços”, informou a empresa.

A reorganização ocorre após a aprovação em julho de um corte de 6.500 funcionários, com o qual a companhia espera poupar € 1,4 bilhões (ou R$ 3,25 bilhões).

Entre os objetivos da empresa com a Telefónica Digital estão negócios de vídeo e entretenimento, publicidade on-line, serviços financeiros e a criação de escritórios digitais, atividades direcionadas tanto para pessoas físicas como para empresas.

Em um fórum de telecomunicações no banco Santander, Julio Linares, vice-presidente operacional do grupo, disse que na Europa as metas estabelecidas pela Comissão Europeia na chamada Agenda Digital “são exigentes”.

Entre os marcos estabelecidos pela Comissão estão a oferta de banda larga com velocidade de 30 Mbps em 2020 para 100% da população do bloco. No mesmo ano, os operadores também devem proporcionar velocidades de 100 Mbps a 40% das residências.

Na Espanha, atualmente, somente 28,7% têm acesso à banda larga de 30 Mbps, e 3%, à de 100 Mbps.

A empresa também anunciou ontem que lançará, nos próximos dias em diferentes cidades espanholas, os primeiros serviços de 4G com sua nova rede LTE, com velocidades de mais de 100 Mbps.

SANTANDER
O Santander aceitou pagar à Telefónica € 38 milhões (R$ 88,16 milhões) para ter acesso a dados sobre seus clientes na América Latina, região estratégica também para o banco, e direcionar suas ofertas de seguros.

Segundo o jornal “Expansion”, o acordo, de 2009, dá ao banco acesso a dados de 190 milhões de clientes.

Fonte: Folha de S.Paulo – Mercado, 6/9/2011.

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