Governo pede suspensão de comercial de lingerie com Gisele Bündchen

A Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária “Hope ensina”, que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a “melhor maneira” de contar más notícias ao marido.

Primeiro, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como “errada” e em seguida a forma “correta” é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie. “Você é brasileira, use seu charme”, conclui a peça publicitária, que está no ar desde o último dia 20.

A secretaria afirmou que recebeu, por meio da ouvidoria, diversas manifestações de indignação contra a peça. Foram enviados dois ofícios –um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, e outro ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.

Para a secretaria, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”.

A Secretaria de Políticas para Mulheres também diz acreditar que o comercial reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal.

OUTRO LADO

Em resposta encaminhada à secretaria, a Hope informa que o objetivo da campanha é “mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia”.

A empresa nega que tenha tido intenção de parecer “sexista”. “Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher.”

A nota da empresa diz ainda que a escolha de Gisele, brasileira bem sucedida internacionalmente, foi “exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher”.

A assessoria da empresa diz que a campanha será mantida no ar e que a Hope está em contato com o governo para esclarecer as polêmicas levantadas.

Fonte: Folha.com, NÁDIA GUERLENDA e JOHANNA NUBLAT DE BRASÍLIA

Reprodução YouTube:  em 19/09/2011

A negligência do Shopping Center Norte

Por Isabella Menta Braga*

As 331 lojas que ocupam os 110 mil metros quadrados do Shopping Center Norte, bem como seus restaurantes e demais estabelecimentos, terão que fechar suas portas até o próximo dia 30 de setembro.

A partir das 12h, quando se esgota o prazo de 72 horas determinado pela Prefeitura de São Paulo, nada poderá funcionar no local. A determinação da Prefeitura para que o shopping interrompa por completo suas atividades foi exarada no último dia 29 de setembro.

A decisão foi adotada após o shopping não ter cumprido as exigências impostas pela CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – no sentido de que fosse instalado no subsolo um sistema de extração de gases, visando a afastar o risco de explosão na área do empreendimento, o que culminou com a aplicação de multa de R$ 2 milhões pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Considerando que passam pelo local, diariamente, cerca de 80 mil pessoas, número esse que atinge os 120 mil durante os finais de semana, e que não existe previsão de reabertura, como fica a situação dos donos dos estabelecimentos instalados no shopping?

O que eles devem fazer, já que, do dia para a noite, terão que encerrar suas atividades e perderão todos esses clientes, faturamento e vendas?

É do conhecimento da maioria que aquele que causar dano a outro deve repará-lo, e ao caso do Shopping Center Norte se aplica essa hipótese.

Ciente da situação, dos riscos e da necessidade de adotar providências, desde 2010, o shopping não deu ouvidos às autoridades e às medições e manteve seu funcionamento, chegando ao ponto de ser multado.

O que se pode afirmar é que o Shopping Center Norte agiu com negligência e imprudência. Ou seja, sem as devidas cautelas, com falta de atenção e da reflexão necessária, e deixou que a situação chegasse ao ponto que agora se apresenta.

Tendo adotado tal postura e assumindo o risco de suas decisões, não pode o Center Norte pretender que todos aqueles que têm estabelecimentos comerciais naquele empreendimento fiquem de braços cruzados.

Certamente, todos que têm suas atividades comerciais ligadas ao shopping terão seu faturamento impactado pelo fechamento.

E, levando-se em conta que não contribuíram para que isso ocorresse e que sequer sabiam do risco que estavam correndo, podem e devem buscar seu direito de reparação dos danos.

A culpa do shopping pela situação que se instalou e se agrava a cada dia faz surgir para os lojistas o direito de pleitear judicialmente todos os valores que vão deixar de lucrar em razão do fechamento. Valores que podem ser determinados com base na média mensal de faturamento.

Aliás, os danos não se restringem somente ao faturamento, já que os comerciantes têm contratos assinados com produtores, fornecedores e distribuidores, cujo inadimplemento poderá acarretar ainda maiores danos.

Vale lembrar também os valores com os quais terão que arcar com a dispensa de funcionários, já que não poderão ser mantidos por tempo indeterminado, até a reabertura do shopping.

Todos esses valores podem ser demandados perante o Poder Judiciário. É certo que o shopping irá utilizar todas as medidas jurídicas a fim de impedir seu fechamento e emitir notas de esclarecimentos no sentido de que está tomando as medidas e providências necessárias à regularização da situação.

Porém, certo também é que muitos consumidores deixaram de frequentar o Shopping Center Norte por receio daquilo que poderia acontecer, o que, certamente, já afetou as vendas e o faturamento, sendo de direito de todos aqueles que foram afetados a recuperação desses valores.

Além de tudo que já foi colocado aqui, poderíamos pensar no abalo da credibilidade sofrido pelos lojistas, nos danos à saúde aos quais foram expostos os frequentadores do shopping, especialmente com a utilização dos estacionamentos, valores que foram investidos pelos donos dos estabelecimentos quando da abertura de seus negócios.

Enfim, várias são as consequências da situação que há bastante tempo é conhecida pelo Center Norte, mas deixemos isso para uma próxima oportunidade.

* Isabella Menta Braga é advogada especialista em Processo Civil pela PUC-SP e sócia fundadora do escritório Braga & Balaban Advogados – isabella.braga@bragabalaban.com.br

A negligência do Shopping Center Norte

Isabella Menta Braga*

As 331 lojas que ocupam os 110 mil metros quadrados do Shopping Center Norte, bem como seus restaurantes e demais estabelecimentos, terão que fechar suas portas até o próximo dia 30 de setembro. A partir das 12h, quando se esgota o prazo de 72 horas determinado pela Prefeitura de São Paulo, nada poderá funcionar no local. A determinação da Prefeitura para que o shopping interrompa por completo suas atividades foi exarada no último dia 29 de setembro.

A decisão foi adotada após o shopping não ter cumprido as exigências impostas pela CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – no sentido de que fosse instalado no subsolo um sistema de extração de gases, visando a afastar o risco de explosão na área do empreendimento, o que culminou com a aplicação de multa de R$ 2 milhões pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Considerando que passam pelo local, diariamente, cerca de 80 mil pessoas, número esse que atinge os 120 mil durante os finais de semana, e que não existe previsão de reabertura, como fica a situação dos donos dos estabelecimentos instalados no shopping? O que eles devem fazer, já que, do dia para a noite, terão que encerrar suas atividades e perderão todos esses clientes, faturamento e vendas?

É do conhecimento da maioria que aquele que causar dano a outro deve repará-lo, e ao caso do Shopping Center Norte se aplica essa hipótese. Ciente da situação, dos riscos e da necessidade de adotar providências, desde 2010, o shopping não deu ouvidos às autoridades e às medições e manteve seu funcionamento, chegando ao ponto de ser multado.

O que se pode afirmar é que o Shopping Center Norte agiu com negligência e imprudência. Ou seja, sem as devidas cautelas, com falta de atenção e da reflexão necessária, e deixou que a situação chegasse ao ponto que agora se apresenta.

Tendo adotado tal postura e assumindo o risco de suas decisões, não pode o Center Norte pretender que todos aqueles que têm estabelecimentos comerciais naquele empreendimento fiquem de braços cruzados.

Certamente, todos que têm suas atividades comerciais ligadas ao shopping terão seu faturamento impactado pelo fechamento. E, levando-se em conta que não contribuíram para que isso ocorresse e que sequer sabiam do risco que estavam correndo, podem e devem buscar seu direito de reparação dos danos.

A culpa do shopping pela situação que se instalou e se agrava a cada dia faz surgir para os lojistas o direito de pleitear judicialmente todos os valores que vão deixar de lucrar em razão do fechamento. Valores que podem ser determinados com base na média mensal de faturamento.

Aliás, os danos não se restringem somente ao faturamento, já que os comerciantes têm contratos assinados com produtores, fornecedores e distribuidores, cujo inadimplemento poderá acarretar ainda maiores danos. Vale lembrar também os valores com os quais terão que arcar com a dispensa de funcionários, já que não poderão ser mantidos por tempo indeterminado, até a reabertura do shopping.

Todos esses valores podem ser demandados perante o Poder Judiciário. É certo que o shopping irá utilizar todas as medidas jurídicas a fim de impedir seu fechamento e emitir notas de esclarecimentos no sentido de que está tomando as medidas e providências necessárias à regularização da situação.

Porém, certo também é que muitos consumidores deixaram de frequentar o Shopping Center Norte por receio daquilo que poderia acontecer, o que, certamente, já afetou as vendas e o faturamento, sendo de direito de todos aqueles que foram afetados a recuperação desses valores.

Além de tudo que já foi colocado aqui, poderíamos pensar no abalo da credibilidade sofrido pelos lojistas, nos danos à saúde aos quais foram expostos os frequentadores do shopping, especialmente com a utilização dos estacionamentos, valores que foram investidos pelos donos dos estabelecimentos quando da abertura de seus negócios. Enfim, várias são as consequências da situação que há bastante tempo é conhecida pelo Center Norte, mas deixemos isso para uma próxima oportunidade.

* Isabella Menta Braga é advogada especialista em Processo Civil pela PUC-SP e sócia fundadora do escritório Braga & Balaban Advogados – isabella.braga@bragabalaban.com.br

Quando falta a comunicação e a gestão de crise: CETESB vistoria Shopping Center Norte e mantém multa diária

Em matéria publicada no UOL Notícias (ontem), é reproduzida uma nota divulgada pela assessoria do Shopping Center Norte.

(O Shopping Center Norte mantém a normalidade de suas operações e está tomando as medidas legais e administrativas em relação à decisão que determina a suspensão de suas atividades exarada no dia de hoje (27 de setembro) pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, com base nas informações encaminhadas pela CETESB há cerca de 15 dias (15 de setembro). O Shopping não concorda com a medida…) 

Todo profissional de comunicação corporativa (incluíndo as assessorias de imprensa) e marketing, sabe da necessidade de uma gestão da comunicação nesta hora de “crise”.

A empresa que pensa em seus principais stakeholders, que pensa nos seus clientes e nos clientes dos seus clientes, sabe da repercussão negativa, de uma decisão anunciada por órgão importante e respeitado como a CETESB.

Afinal, na própria web encontra-se a informação que em média o Shopping Center Norte recebe 150 mil pessoas.

Se a empresa não concorda com a decisão, uma prioridade é a comunicação com seus públicos de interesse, e outra as providências administrativas junto ao órgão regulador.

Querer fazer as duas coisas em uma nota de imprensa e sem porta-voz, é a demonstração da falta de comunicação e a falta da gestão para situações de crise, fundamental nestes tempos complexos, que exigem transparência e informação correta das organizações com visão para o século XXI.

A Gestão de Crise

A administração de crise é muito presente no dia-a-dia dos profissionais de comunicação, (especialmente aqueles que fizeram cursos de jornalismo e tem seu diploma), desde os acontecimentos com o produto Tylenol da J&J, aliás uma das melhores práticas a serem seguidas, passando pelas balas Van Melle, os acidentes da TAM e os casos recentes com os Shoppings em São Paulo, diante dos roubos em joalherias, onde as deficiências na comunicação ou na gestão das crises, foram evidentes.

Então, um órgão público respeitado como a CETESB faz uma vistoria no local, constata (o não atendimento à exigência de instalação do sistema de extração de gases, visando afastar o risco potencial de explosão na área do empreendimento) no dia 20 de setembro e no dia 27 de setembro emite-se uma nota “sem voz e sem rosto”, pela assessoria de imprensa, ou seja, ningúem assina apenas “Direção do Shopping Center Norte”, mostra como temos ainda no Brasil, profissionais, que por vezes não tem a dimensão da necessária comunicação com seus stakeholders, neste caso, os clientes (lojistas e seus funcionários) e os clientes dos seus clientes, os consumidores.

A matéria da TV Bandeirantes, de Sandro Barboza, informa que o “problema” existe desde 2004, mas ninguém “da administração aparece”.

E quando falta “voz e rosto”, os veículos produzem matérias a partir de seu banco de dados. E não será difícil chegar a outro shopping: Osasco Plaza Shopping.

(Em 11 de junho de 1996, véspera do Dia dos Namorados, as centenas de pessoas que circulavam pelo Osasco Plaza Shopping, na Grande São Paulo, viveram um dia de horror, que comoveu todo o País. O gás que passava na tubulação abaixo do piso da praça de alimentação vazou e, pelo contato com alguma faísca, fez voar parte do prédio. A explosão matou 42 pessoas e feriu 372), segundo o Blog do Estadão.

Como o prazo para que as irregularidades apontadas pelas autoridades, sejam corrigidas (próxima sexta-feira, dia 30), as horas e dias vão ter que passar, porém deixando as preocupações para os lojistas e funcionários que precisam ir para seu local de trabalho. O consumidor tem a opção de não ir ao local. Mas os funcionários dos lojistas não.

Mas por que se preocupar não é mesmo?

Já que “em seus 27 anos de existência, o Shopping jamais registrou qualquer incidente em suas instalações relativo a questões ambientais (conforme diz a nota da assessoria de imprensa do shopping), vamos rezar para que nada aconteça por estes dias de espera, não é mesmo?

Comunicação na crise: o exemplo da CETESB

Enquanto isso vamos ler a nota divulgada pela CETESB, que ao contrário do silêncio no Shopping, não só emite notas, mas fala dos problemas que estão sendo apontados para a população, que trabalha, transita e compra naquele local.

“Técnicos do Departamento de Áreas Contaminadas, do Setor de Atendimento a Emergências e da Agência de Santana, da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, estiveram hoje, 20/09, vistoriando o Shopping Center Norte, na zona norte da capital, e constataram o não atendimento à exigência de instalação do sistema de extração de gases, visando afastar o risco potencial de explosão na área do empreendimento. Por isso, a CETESB manteve a aplicação de multa diária, no valor correspondente a R$ 17.450,00, que se iniciou ontem, 19/09.

Os técnicos da CETESB procederam a medições em redes subterrâneas, lojas e poços de monitoramento de gases nos corredores internos do centro de compras e lazer. Realizaram o monitoramento de índices de  explosividade e encontraram índices de 100% do Limite Inferior de Inflamabilidade em vários pontos de monitoramento, incluindo uma pilastra no meio dos corredores internos do shopping, junto a uma tomada de energia elétrica, que motivou o imediato desligamento da energia e a instalação de um sistema de exaustão para diminuir a concentração de gases.

A aplicação da multa diária, válida pelo período de 30 dias, teve início ontem, 19/09, e persistirá até que a direção do Shopping atenda às exigências da CETESB, que consistem não só na implantação do sistema de extração dos gases, como também na complementação da investigação detalhada e da avaliação de risco nas áreas do Center Norte, Lar Center e supermercado Carrefour, e, ainda, implementar os Planos de Monitoramento, de Comunicação e Gerenciamento do Risco e Contingência”.

Texto: Mário Senaga. Fotografia: José Jorge

BlogCaso – A Comunicação e a Gestão de Crise: Cetesb diz que falta prazo para laudo e Shopping Center Norte pode fechar

Técnicos usaram detectores de gases portáteis

Em Comunicação Integrada de Marketing, Duda Pinheiro e José Gullo, escrevem que “o comportamento de uma pessoa, é influenciado pela sociedade como um todo, pelos valores e crenças que formam sua cultura e pelos agentes (públicos) com os quais convive e se relaciona. É um sistema amplo e complexo, afirmam os autores.

Por esse motivo, é muito difícil para as ferramentas de comunicação, atuar com efetividade em suas missões de divulgar, promover e dar suporte às vendas de produtos/marcas, continuam os autores.

E acrescentam “nesse sentido, a credibilidade, a naturalidade e a espontaneidade são características fundamentais para obter-se a confiança dos consumidores.”

Neste fato apresentado pela CETESB referente ao Shopping Center Norte, podemos estudar e ver as aplicações possíveis, dos conceitos para orientar o desenvolvimento de planos de comunicação de marketing, e das atividades de relações públicas, em particular.

Vale lembrar que relações públicas, segundo Duda Pinheiro e José Gullo, é uma ferramenta constituída por uma variedade de técnicas que são utilizadas para elevar e proteger a imagem de uma empresa, de seus produtos e de suas marcas. E acrescentam, as mensagens de rp baseiam-se em duas características fundamentais:

  1. Credibilidade
  2. Atmosfera natural e espontânea
Leia matérias e comunicados da CETESB sobre os fatos ocorridos:
28/09/2011 – 17h03

EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO

O shopping Center Norte, na Vila Guilherme (zona norte de São Paulo), pode ser fechado na próxima sexta-feira se a prefeitura mantiver seu discurso de que apenas uma posição oficial da Cetesb impede a interdição do local. A administração municipal quer laudo atestando que o risco potencial de explosão no local está controlado.
Leia mais ao clicar aqui.

20/09/2011

CETESB vistoria Shopping Center Norte e mantém multa diária

Técnicos constataram, nesta terça-feira, que sistema de extração de gases ainda não foi instalado

Técnicos do Departamento de Áreas Contaminadas, do Setor de Atendimento a Emergências e da Agência de Santana, da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, estiveram hoje, 20/09, vistoriando o Shopping Center Norte, na zona norte da capital, e constataram o não atendimento à exigência de instalação do sistema de extração de gases, visando afastar o risco potencial de explosão na área do empreendimento. Por isso, a CETESB manteve a aplicação de multa diária, no valor correspondente a R$ 17.450,00, que se iniciou ontem, 19/09.

Os técnicos da CETESB procederam a medições em redes subterrâneas, lojas e poços de monitoramento de gases nos corredores internos do centro de compras e lazer. Realizaram o monitoramento de índices de  explosividade e encontraram índices de 100% do Limite Inferior de Inflamabilidade em vários pontos de monitoramento, incluindo uma pilastra no meio dos corredores internos do shopping, junto a uma tomada de energia elétrica, que motivou o imediato desligamento da energia e a instalação de um sistema de exaustão para diminuir a concentração de gases.

A aplicação da multa diária, válida pelo período de 30 dias, teve início ontem, 19/09, e persistirá até que a direção do Shopping atenda às exigências da CETESB, que consistem não só na implantação do sistema de extração dos gases, como também na complementação da investigação detalhada e da avaliação de risco nas áreas do Center Norte, Lar Center e supermercado Carrefour, e, ainda, implementar os Planos de Monitoramento, de Comunicação e Gerenciamento do Risco e Contingência.

Texto: Mário Senaga. Fotografia: José Jorge

19/09/2011

CETESB aplica multa diária ao Shopping Center Norte

Multa diária é de R$ 17.450,00, por não atender às exigências da agência ambiental

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB aplicou multa diária de R$ 17.450,00 ao Shopping Center Norte, localizado na zona norte da capital, por não ter atendido exigência de implantar sistema emergencial de drenos de extração de gases, medidas de intervenção necessárias para afastar o risco potencial de explosão na área do empreendimento. A área do Shopping, ao lado da Marginal Tietê, entrou para a Lista de Áreas Contaminadas Críticas da CETESB, em função da existência de gás metano no terreno, que durante décadas – antes da construção do centro de compras e lazer – , serviu como depósito de lixo.A emissão da multa diária foi feita na última sexta-feira, 16/9, e persistirá até que a direção do Shopping atenda às exigências da CETESB, que consistem não só na implantação do sistema de extração dos gases, como também na complementação da investigação detalhada e da avaliação de risco nas áreas do Center Norte, Lar Center e supermercado Carrefour, e, ainda, implementar os Planos de Monitoramento, de Comunicação e Gerenciamento do Risco e Contingência.Representantes da empresa de consultoria ambiental contratada pelo Shopping, acompanhados pelos advogados do empreendimento, estiveram reunidos hoje (19/9) na sede da CETESB, para conversarem previamente sobre as medidas de intervenção que ainda serão apresentadas para avaliação da agência ambiental.

16/09/2011

Shopping Center Norte entra para a lista de Áreas Contaminadas Críticas

Empreendimento permanecerá nessa classificação até que a situação seja considerada sob controle

A área do Shopping Center Norte, ao lado da Marginal Tietê, na capital paulista, entrou para a Lista de Áreas Contaminadas Críticas da CETESB. A área havia sido inserida no Banco de Áreas Contaminadas, em 2004, como Área Suspeita – AS, e posteriormente, em 2011, sua classificação foi atualizada para Área Contaminada sob Investigação – AI, em função da existência de gás metano no terreno, que durante décadas – antes da construção do shopping, no início dos anos 80 – , serviu como depósito de lixo.

Conceitualmente, a classificação como área contaminada crítica refere-se aos locais que, em função dos danos causados ou dos riscos que oferecem, geram inquietação na população ou conflito entre os atores envolvidos, havendo a necessidade de um procedimento de gerenciamento diferenciado que contemple a definição de estratégias de intervenção, de comunicação de risco e de gestão da informação. A coordenação das ações relativas a essas áreas é realizada pelo Grupo Gestor de Áreas Contaminadas Críticas – GAC, da CETESB.

Segundo os membros do GAC, os responsáveis pelo Shopping Center Norte já foram autuados e há exigências de caráter emergencial ainda não cumpridas, como a instalação de drenos para o gás metano em toda a área do empreendimento, objetivando afastar quaisquer eventuais riscos de explosividade, em consequência de uma concentração do gás em espaço confinado.

A área foi objeto de disposição de resíduos sólidos de origem desconhecida, existindo a possibilidade da existência de resíduos industriais além daqueles de origem doméstica e entulhos. Esses resíduos não foram removidos para a construção do Shopping, não estando determinados, com precisão, sua distribuição espacial e volume. Conforme informações dos próprios responsáveis pelo empreendimento, como medida de segurança, durante a construção do shopping foram instalados respiros para os gases subterrâneos, existindo relatos desses respiros em combustão nessa época. Atualmente, só existem respiros na calçada, na área externa.

Investigação detalhada apresentada pelo responsável legal no final de 2010, conforme solicitação da CETESB, mas que não abrangeu a área do Lar Center, mostrou concentrações de metano acima do limite inferior de inflamabilidade (LII), caracterizando uma situação de risco em diversas partes do Shopping. Todas as sondagens realizadas durante a investigação mostraram a existência de uma grande quantidade de lixo enterrada, não sendo encontrado solo natural até 10 metros de profundidade. Concentrações de gás metano também foram detectadas em galerias de águas pluviais e elétricas. Mais recentemente, em 2011, foram constatadas concentrações de gás metano em algumas lojas.

As autuações emitidas contra o empreendimento até o momento incluem, em 2009 e 2010, duas Advertências. Em maio de 2011, foi emitida uma multa no valor de 500 UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, cujo valor unitário corresponde a R$ 17,45). E em 12/08 último, a empresa foi autuada em 1.000 UFESPs, por não ter cumprido integralmente as exigências anteriores feitas pela CETESB.

Entre as exigências pendentes estão a implantação de medidas de intervenção na área com vistas à prevenção das situações de risco à segurança das pessoas que utilizam as instalações do shopping, a apresentação de planos de contingência e gerenciamento dos riscos, bem como a complementação das investigações, estendendo-as às áreas do Lar Center e do Carrefour.

Pelo fato de a empresa não ter cumprido satisfatoriamente reiteradas exigências da CETESB, visando à solução do problema, a agência ambiental paulista deverá tomar medidas cada vez mais restritivas, acompanhadas das devidas autuações. Em 31/8 a direção do shopping entregou algumas propostas de ações na área, que embora estejam sendo analisadas pela CETESB, não atendem às medidas integrais de intervenção que estão sendo solicitadas pela agência desde 2004, para garantir a segurança do local.

A CETESB encaminhou hoje ofícios à Coordenação Geral do Centro de Apoio Operacional – CAO, do Ministério Público Estadual; à Defesa Civil Estadual; ao Departamento de Controle do Uso de Imóveis (CONTRU) e à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, do município de São Paulo; e ao Centro de Vigilância Sanitária, descrevendo a situação constatada no Shopping Center Norte e  considerando a necessidade de planejamento e adoção de medidas de controle no âmbito da atuação desses órgãos.

A divulgação sistemática de informações acerca das áreas contaminadas críticas é uma prática instituída pela CETESB de forma a assegurar à população o direito à informação.

BlogCaso – Nota Importante:

Vale lembrar que o BlogCaso destina-se tão somente a discussão em sala de aula, não pretendendo demonstrar práticas gerenciais eficazes ou não. O BlogCaso será postado na maioria das vezes exclusivamente a partir de dados secundários, sendo indicado as fontes originais de sua ou suas publicações.

Análise Estratégica: Estudos de futuro no contexto da Inteligência Competitiva

Lançamento do livro “Análise Estratégica: Estudos de Futuro no contexto da Inteligência Competitiva”, de Elaine Marcial, no dia 04 de outubro, a partir da 18:30 h, no Carpe Diem da 104 Sul.

O livro representa o Volume II de uma coleção formada por oito livros sobre Inteligência Competitiva da Thesaurus Editora.

Que organização gostaria de não ser surpreendida pelas mudanças ambientais? Qual executivo que não desejaria dispor da informação certa, na hora certa para apoiar suas decisões? Leia a Coleção Inteligência Competitiva, da Thesaurus Editora, e você encontrará o caminho!

Sobre o livro 

Análise Estratégica: Estudos de futuro no contexto da Inteligência Competitiva

A incerteza ambiental passou as ser uma certeza na vida cotidiana da sociedade da informação. A incerteza não está só presente, mas aumenta na mesma proporção que essa sociedade evolui.

Nesse ambiente, a tomada de decisão tornou-se um grande desafio para os executivos de hoje em dia, independente do local onde atuam, seja em um setor econômico específico ou no Estado. Como tomar decisões e planejar o futuro se o próprio presente se encontra muito incerto e nos surpreende a todo instante?

O profissional de Inteligência tem um grande papel a exercer, nesse contexto. Por meio dos métodos de estudos de futuro, principalmente os de construção de cenários, ele é capaz de identificar os sinais existentes no ambiente e, pautado na intuição informada, antecipar movimentos que poderão ocorrer, imaginar o inusitado e evitar que a organização seja surpreendida.

Os estudos de futuro fazem parte do dia a dia do profissional de Inteligência e é seu dever produzir informações que evitem que as organizações sejam surpreendidas, mesmo em ambientes de grande incerteza. Para tanto, é necessário analisar os impactos das informações produzidas sobre o futuro e propor ações. A Inteligência produzida deve apoiar tanto as decisões de curto, quanto às de médio e longo prazo e conduzir a organização à ação.

O livro Análise Estratégica: Estudos de futuro no contexto da Inteligência Competitiva oferece ao público em geral e, em especial, aos executivos e aos profissionais que atuam nas áreas de Inteligência Competitiva, estratégia, marketing, gestão de risco, engenharia de produção e biblioteconomia esclarecimentos sobre o que são os estudos de futuro, seus métodos e sua relação com a atividade de Inteligência Competitiva.

Por meio de uma abordagem teórica e prática, que integra essas duas áreas, mostra como produzir informação acionável que apóie o processo decisório e conduza a organização a se uma construtora do futuro.

Seja você também um construtor do futuro! Produza Inteligência e aja!

Fonte: Elaine Marcial

Terra Forum negocia entrada de sócio-investidor no capital

A consultoria Terra Forum, especializada em organizar a gestão do conhecimento dentro de companhias, cresceu 60% nos últimos doze meses e deve faturar R$ 15 milhões neste ano. Mas, a depender de conversas que o CEO José Claudio Terra está tendo com potenciais sócios-investidores, as vendas podem chegar a “R$ 50 milhões ou R$ 100 milhões,  num prazo de três a cinco anos.” 

As conversas incluem um fundo de investimento e pessoas físicas e a ideia é vender uma participação minoritária. Com mais recursos, a Terra Forum poderia dar maior escala a alguns produtos. “A Microsft, a Oracle, por exemplo, têm uma máquina de vendas por trás. No Brasil, considerar software como produto ainda é algo novo. As empresas vendem mais o serviço”, diz o executivo, que fundou a companhia há nove anos.  

O plano de José Claudio, doutor em Engenharia de Produção pela Poli/USP e autor de dez livros (em geral sobre gestão empresarial), é unir a Terra a outras três ou quatro empresas que atuam no mesmo setor. A criação desta empresa nova, mais robusta, seria feita simultaneamente à entrada do sócio-investidor.  

Converge, um software que abre uma plataforma para abrigar rodadas de opiniões com o objetivo de se chegar a um consenso, é um exemplo de produto da Terra em que José Claudio gostaria de investir mais e lançá-lo no mercado em grande escala. O Converge foi usado pelo governo paulista há alguns anos. 

Softwares para organizar discussões sobre inovação, estabelecendo redes sociais dentro das companhias, também têm potencial para crescer. Empresas como Samarco, Usiminas e Votoratim já são clientes da Terra nesse segmento.

Fonte: Cynthia Malta | Valor