12a. Conferência Anual de Inteligência Competitiva

Próxima semana, dias 5 e 6 de abril, no Amcham Business Center em São Paulo, acontece a 12a. Conferência Anual de Inteligência Competitiva.

O primeiro dia terá foco na atuação estratégica da área de Inteligência Competitiva. E no segundo dia, o foco será em ferramentas, metodologias e técnicas.

Dia 7 de abril, acontecem 3 workshops. Mais informações, clique aqui.

Unilever quer vender axilas atraentes (3)

Felizmente, o desodorante é um produto muito usado. Mas como quase todo mundo já o usa regularmente, as fabricantes precisam criar novas características ou tirar participação dos rivais para ter crescimento de vendas, especialmente em países ricos.

E conquistar os clientes é particularmente difícil. Cerca de 50% dos compradores de desodorantes nos Estados Unidos disseram usar a mesma marca nos últimos 12 meses, e 29% disseram ter testado um novo produto mas decidido não mudar para ele, segundo uma pesquisa feita no fim do ano passado pela Mintel International.

É aí que entra a Unilever PLC e seu novo apelo para vender desodorantes para as mulheres: um produto que alega fazer com que as axilas não só fiquem livres de odor, mas mais bonitas.

O Dove Ultimate Go Sleeveless, que chegou às lojas americanas esta semana, alega que sua fórmula de hidratantes especializados melhora o aspecto das axilas femininas em cinco dias. Ela foi inspirada numa pesquisa da Unilever que descobriu que 93% das mulheres consideram suas axilas pouco atraentes.

Revistas e programas de tevê divulgam uma infinidade de dicas de como as mulheres podem melhores várias partes do corpo, das pernas às unhas. Mas pouca atenção – e conselhos – é dada às axilas.

“Conversamos com mais de 500 mulheres e praticamente todas acham que suas axilas não são atraentes”, diz Mike Dwyer, diretor de marketing nos EUA para a área de desodorantes da Unilever, que inclui as marcas Dove, Degree e Axe. Mas uma em cada três entrevistadas disse que se sente mais confiante quando as axilas estão em boas condições, o que leva Dwyer a perguntar: “Como podemos dar a elas essa autoconfiança?”

Cerca de 62% delas dizem sofrer problemas nas axilas como espinhas, descoloração ou coceira, segundo pesquisa da empresa. Quase metade diz que já se sentiu tão envergonhada pela condição das axilas que trocou de roupa.

A linha Dove teve uma participação de 8,5% do mercado americano de antiperspirantes, que movimentou US$ 2,7 bilhões, nas 52 semanas até 19 de fevereiro, informa a Unilever. A empresa anglo-holandesa é a fabricante do xampu Seda, do detergente em pó Omo, do sorvete Kibon e da maionese Hellmann’s, entre outros produtos.

As vendas de desodorante nos EUA tiveram uma alta de 3% no ano passado em relação ao anterior e de 6% desde 2007, segundo a firma de pesquisa de mercado SymphonyIRI, cujos dados não incluem vendas do Wal-Mart Stores Inc. ou de clubes de compra. (Excluindo esses varejistas, as vendas totais atingiram US$ 1,3 bilhão em 2010 nos EUA, informa a SymphonyIRI.) Boa parte do ganho se deveu a preços mais altos. O preco médio do produto chegou a US$ 3,36 ano passado, uma alta de 9% desde 2007.

A variedade de opções já é de causar confusão. Os americanos têm normalmente a opção de escolher entre 300 desodorantes diferentes de 25 marcas ou submarcas, segundo dados da Spire LLC, que monitora os hábitos de compras no supermercado de 30 milhões de famílias americanas.

Como quase todos os adultos americanos já usam desodorante, aumentar as vendas envolve dar às pessoas motivos para gastar com isso. “Se não continuarmos inventando produtos para melhorar a vida das pessoas, teremos problemas para expandir nossos negócios”, diz Kevin Hochman, diretor de marketing de marcas femininas da Procter & Gamble Co., como o desodorante Secret.

A P&G lançou este mês uma nova linha chamada Secret Natural Mineral, que usa carbonato de cálcio para coibir odores.

Ressaltar um problema do qual as pessoas não necessariamente têm consciência é uma estratégia usada com frequência, mas às vezes arriscada.

“Os melhores publicitários são historicamente os que usam muita astúcia na hora de ressaltar necessidades de que talvez as pessoas não tinham muita consciência, seja caspa, mau hálito ou odor do corpo”, diz Jonathan Asher, vice-presidente sênior da firma de pesquisa sobre produtos de consumo Percepction Research Services Inc. “As pessoas podem ter acabado aceitando uma condição, em parte, porque ninguém as deixou cientes dela ou não havia um remédio.”

Mesmo assim, é um território em que as marcas precisam pisar em ovos. “Qualquer publicitário tem que ser cuidadoso para não parecer que está criando um problema onde não existe”, diz Asher. “Se fizer isso, pode gerar uma reação negativa.”

Um anúncio impresso do novo desodorante Dove ressalta que “quase 100% das mulheres” acham que suas axilas não são atraentes. A atriz Jessica Szohr, do seriado “Gossip Girl”, aparece de camisa sem mangas e com um braço levantado em outra propaganda. “Com Dove, Jessica está pronta para mostrar essas belas axilas!”, diz o texto.

Fonte: Ellen Byron, The Wall Street Journal/Valor, assinantes do Valor podem ler mais ao clicar aqui.

93% das mulheres consideram suas axilas pouco atraentes

Felizmente, o desodorante é um produto muito usado. Mas como quase todo mundo já o usa regularmente, as fabricantes precisam criar novas características ou tirar participação dos rivais para ter crescimento de vendas, especialmente em países ricos.

E conquistar os clientes é particularmente difícil. Cerca de 50% dos compradores de desodorantes nos Estados Unidos disseram usar a mesma marca nos últimos 12 meses, e 29% disseram ter testado um novo produto mas decidido não mudar para ele, segundo uma pesquisa feita no fim do ano passado pela Mintel International.

É aí que entra a Unilever PLC e seu novo apelo para vender desodorantes para as mulheres: um produto que alega fazer com que as axilas não só fiquem livres de odor, mas mais bonitas.

O Dove Ultimate Go Sleeveless, que chegou às lojas americanas esta semana, alega que sua fórmula de hidratantes especializados melhora o aspecto das axilas femininas em cinco dias. Ela foi inspirada numa pesquisa da Unilever que descobriu que 93% das mulheres consideram suas axilas pouco atraentes.

Fonte: Ellen Byron, The Wall Street Journal, Valor.

Publicitários e as axilas atraentes 1

“Os melhores publicitários são historicamente os que usam muita astúcia na hora de ressaltar necessidades de que talvez as pessoas não tinham muita consciência, seja caspa, mau hálito ou odor do corpo”, diz Jonathan Asher, vice-presidente sênior da firma de pesquisa sobre produtos de consumo Percepction Research Services Inc. “As pessoas podem ter acabado aceitando uma condição, em parte, porque ninguém as deixou cientes dela ou não havia um remédio.”

Mesmo assim, é um território em que as marcas precisam pisar em ovos. “Qualquer publicitário tem que ser cuidadoso para não parecer que está criando um problema onde não existe”, diz Asher. “Se fizer isso, pode gerar uma reação negativa.”

Um anúncio impresso do novo desodorante Dove ressalta que “quase 100% das mulheres” acham que suas axilas não são atraentes. A atriz Jessica Szohr, do seriado “Gossip Girl”, aparece de camisa sem mangas e com um braço levantado em outra propaganda. “Com Dove, Jessica está pronta para mostrar essas belas axilas!”, diz o texto.

Fonte: Ellen Byron, The Wall Street Journal, Valor, 30/3/2011.

IBM anuncia terceira geração do outsourcing de TI

A IBM anuncia uma nova geração de serviços de terceirização em seu portfólio para simplificar a maneira como projeta, implementa e gerencia infraestruturas de TI. Desenvolvida a partir de 25 anos de experiência em milhares de negócios em todo o mundo, a terceira geração de serviços de outsourcing fornece uma abordagem padronizada, que permitirá reduzir o tempo necessário para o desenvolvimento de infraestruturas de TI em mais de 60% e diminuir os custos de implementação em até 50%.

A IBM identifica como uma das principais ferramentas para esta nova abordagem um conjunto de ativos projetados para integrar processos, softwares, conhecimento de indústria e experiência em pesquisa e desenvolvimento, a fim de criar ‘blocos de soluções’ reutilizáveis e que funcionem como base na concepção e oferta dos serviços de terceirização.

Essa criação de processos preditivos e de ferramentas pré-construídas permitirá, por exemplo, que uma empresa, em vez de passar semanas ou meses projetando um servidor ou um ambiente de armazenamento do zero, possa selecionar sua infraestrutura a partir de um conjunto de ativos pré-desenhados de máquinas, armazenamento, central de serviço e rede, e entrar em funcionamento dentro de horas ou alguns dias.

Esse novo modelo também poderá estabelecer bases para o desenvolvimento de soluções avançadas de cloud computing, business analytics e soluções por indústria que funcionem como sustentação para as prioridades de negócios das organizações. Os novos ativos foram construídos com base na experiência da IBM em gerenciar ambientes de TI para mais de 1000 clientes em cerca de 400 data centers de mais de 170 países.
“Esta nova abordagem é resultado de uma série de mudanças que a IBM tem realizado em sua estrutura de serviços desde 2000 e reúne, de forma rápida e simplificada, as iniciativas que a empresa desenvolveu na última década”, afirma Ana Paula Assis, diretora da divisão de outsourcing de TI estratégico da IBM Brasil. “Esse modelo mostra que pesquisa e desenvolvimento não estão apenas atrelados a produtos e que o trabalho dos pesquisadores pode, e deve, ser aplicado também a serviços”.

Este avanço no modelo de outsourcing da IBM vai ao encontro de um conjunto radical de mudanças nas demandas de organizações em todo o mundo – desde novas formas como as pessoas trabalham e vivem até a explosão do universo digital. As empresas têm procurado a TI cada vez mais para obter ajuda em seus negócios e não apenas para reduzir custos.

Elas demandam soluções que estimulem o crescimento sustentado, atendam às necessidades dos seus clientes e as prepare para o futuro, trazendo formas de incorporar ideias de última geração, como cloud computing,em seus planos de negócios.

O serviço de outsourcing de TI na IBM ao longo dos anos:
 – 1ª geração – 2000 – 2005 – Customização. Era dos grandes negócios e do modelo de full outsourcing, no qual a organização optava, na maioria das vezes, por apenas um fornecedor de TI.
– 2ª geração – 2006 – 2010 – Padronização. Oferta de serviços em ‘torres’, no qual o cliente opta por um fornecedor para cada área de sua empresa: um terceiriza os processos de TI, outro os aplicativos etc. Começa o trajeto em direção ao multisourcing.
– 3ª geração – 2011 – 2015 – Automatização e engenharia. Toma força o modelo de Multisourcing, no qual é possível identificar o aumento da integração de pesquisa e desenvolvimento às ofertas de serviços, por meio do trabalho de mais de 3000 pesquisadores da IBM no mundo. A tendência é mesclar modelos dedicados com compartilhados. O cliente define onde precisará de uma TI dedicada (aplicações de core business) e o que poderá ser disponibilizado em ambientes compartilhados de TI. Introdução de modelos de outsourcing mais flexíveis e abertos.

Fonte: IBM/In Press Brodeur

Sinal de Alerta: Propaganda médica em discussão

Medicida Estética: especialidade não é reconhecida por entidade médica, que se reúne dia 31 para discutir publicidade na profissão

Objetivo é aumentar controle sobre cirurgias plásticas; médicos especializados fizeram curso de 2 anos

O CFM (Conselho Federal de Medicina) quer fechar o cerco à medicina estética, que, apesar de ter até sociedade brasileira, não é considerada uma especialidade.

“Qualquer médico que disser que está fazendo medicina estética está contra lei”, diz Antônio Pinheiro, conselheiro do CFM.
No próximo dia 31, a entidade fará uma reunião para discutir publicidade médica. Hoje, já é considerado ilegal pelo conselho que um médico faça propaganda da “especialidade”.

(Você já pode perceber que neste parágrafo acima são mencionados na matéria da Folha as palavras “publicidade médica” e “propaganda”. Fica como sugestão ao CFM convidar um publicitário que possa apresentar esta diferença conceitual na reunião, pois existem diferenças entre estas palavras. Portanto, não são a mesma coisa, como muitas vezes se utiliza no senso comum brasileiro. Ou então um assessor pode ler a diferença no livro “Propaganda – Teoria – Tecnica – Pratica”, edição revisada pelos Professores da ESPM: Luiz Fernando Garcia e Ismael Rocha, do clássico de Armando Sant´anna, que também assina o livro, grifo meu).

Agora, o conselho quer definir melhor quais casos são considerados publicidade. “Vamos construir uma padronização. Só o ato de anunciar “medicina estética”, mesmo que seja no cartão de apresentação, no carimbo ou na placa do consultório, será irregular”, diz Emmanuel Fortes, terceiro vice-presidente do CFM e coordenador da Codame (comissão de propaganda médica).

As restrições à publicidade profissional devem vetar outras práticas, como o anúncio de cirurgia plástica por não cirurgiões.

A medicina estética existe no Brasil de forma organizada desde 1987, quando foi criada a sociedade brasileira. Há 15 anos, a entidade dá cursos de pós-graduação lato sensu (popularmente chamados de especialização).

Para fazer o curso, que dura dois anos, basta ser médico. Não é preciso ter nenhuma outra especialidade.

Para Valcinir Bedin, dermatologista presidente da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, a proibição é desnecessária e exagerada.

“Quando informamos que fazemos medicina estética, não dizemos que é uma especialidade. É como se fosse uma área de atuação”, diz.

Para ele, a medicina estética preenche uma lacuna entre a dermatologia e a cirurgia plástica. O profissional é capaz de fazer procedimentos como peelings, botox e preenchimentos de rugas.

Segundo o CFM, as outras especialidades já são capacitadas para fazer esse tipo de intervenção.

Quem faz Plástica

Para Cláudio Roncatti, cirurgião plástico, o problema esbarra em outra questão mais séria: muitas vezes, a medicina estética passa uma falsa ideia de especialização em cirurgia plástica. “Para ser cirurgião, não basta fazer um curso rápido”, diz.

Bedin reconhece que muitos médicos da área estética acabam fazendo essas cirurgias, mas condena a prática.

“Devemos fazer procedimentos não cirúrgicos”, diz.

Ao ser mais rigoroso com a publicidade médica, o CFM também pretende inibir que outras especialidades que não a dos cirurgiões plásticos façam esse tipo de procedimento. “Não podemos proibir que outros médicos façam plástica, mas podemos proibir que eles divulguem isso”, afirma Pinheiro.

De acordo com Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, hoje já não é permitido que não cirurgiões façam lipoaspiração.

“Vale para qualquer tipo de lipoaspiração, mesmo as pequenas, que não precisam de internação.”

Fonte: JULIANA VINES, Folha de S.Paulo.

Brasil: segundo maior mercado da Volkswagen no mundo

Com uma participação de 15% nas vendas globais da marca, o Brasil superou a Alemanha e se tornou o segundo maior mercado do grupo alemão Volkswagen no mundo.

Conforme Thomas Schmall, presidente da Volkswagen no Brasil, o desempenho da filial brasileira só ficou atrás da subsidiária na China. “Poderia ser mais, mas a China cresceu mais do que nós”, comentou o executivo durante a apresentação à imprensa da nova versão do sedã Jetta, que será oficialmente lançada na noite desta quinta-feira.

A ascensão do mercado nacional de veículos – que continua renovando marcas recordes neste ano – coloca o Brasil em posição de destaque nos planos da Volkswagen de se tornar a maior montadora do mundo até 2018.

O plano para o país inclui investimentos da ordem de R$ 6,2 bilhões – num ciclo que vai de 2010 a 2014 – e a pretensão de iniciar no país a produção de um carro de entrada, na faixa de R$ 20 mil a R$ 23 mil – cujo mercado, conforme aposta a montadora, deverá dobrar de tamanho em quatro ou cinco anos.

Metade dos investimentos está prevista para a fábrica de São Bernardo, a maior unidade fabril da empresa no Brasil e onde são fabricados carros dos modelos Gol, Saveiro, Polo, Kombi e Parati.

Na comparação com igual período de 2010, as vendas no Brasil de carros de passeio e veículos comerciais leves da marca alemã cresceram 18,8% no acumulado de janeiro até ontem, para 148,43 mil unidades. O desempenho superou a média do mercado, que avançou 9,6% em igual período, segundo números divulgados hoje pela Volkswagen.

Conforme Schmall, a expectativa é que o crescimento da marca se desacelere para a faixa de 10% a 12% até o fim do mês, em razão de um fortalecimento da base de comparação, já que na segunda quinzena de março de 2010, os consumidores correram às concessionárias para aproveitar os últimos dias de IPI reduzido nas vendas de carros.

“Conseguimos conquistar esse crescimento sem grandes lançamentos”, comentou o executivo a jornalistas, acrescentando que a meta é manter a filial brasileira entre as três maiores operações do mundo no longo prazo.

A expectativa é, no mínimo, acompanhar o crescimento do mercado doméstico de automóveis e comerciais leves neste ano, que, nas contas da empresa, crescerá em torno de 5% até dezembro.

Durante o encontro com jornalistas, o presidente da Volkswagen lançou mão de frases de efeito para comentar a busca pela liderança de mercado e a ameaça da chegada de marcas chinesas no país.

“Market share (participação de mercado) não paga almoço”, assinalou o executivo, ao enfatizar que a montadora vai privilegiar a rentabilidade e não os volumes de vendas.

Neste ano, a montadora tem disputado palmo a palmo a liderança do mercado com a Fiat. Até a primeira quinzena de março, a diferença favorável à montadora italiana era de apenas 3 mil carros, aproximadamente.

“Ter a liderança é sempre bom, mas uma empresa sobrevive do lucro e não do market share”, afirmou.

O executivo também fez comentários sobre as pretensões do empresário Sergio Habib de morder fatias das grandes montadoras com os carros da JAC, que está trazendo da China. “Cachorro que late não morde”, provocou o executivo alemão.

Fonte: Eduardo Laguna |Valor