iPad invade empresas nos EUA

Os cartazes que promovem o iPad trazem uma simples mensagem: o tablet é um equipamento para lazer, para ser apoiado sobre a coxa enquanto (o usuário) relaxa no sofá em roupas casuais quando vai assistir a um filme ou ler uma revista.

Mas companhias como General Electric, Wells Fargo, Mercedes-Benz e Medtronic estão colocando o iPad da Apple para trabalhar.

E, assim como uma série de dispositivos corporativos que entram no mercado, também é certo que tablets inundarão escritórios nos Estados Unidos.

Ted Schadler, vice-presidente e analista da Forrester Research, diz esperar que dezenas de milhões de tablets estejam em uso nas empresas americanas até 2015. “Será a absorção mais rápida em empresas do que qualquer outro dispositivo.”

A companhia, que vendeu quase 15 milhões de iPads em nove meses, não diz quantos foram comprados por empresas. Mas, para investidores, informou em janeiro que mais de 80% das cem maiores firmas da revista “Fortune” usavam ou testavam o aparelho, alta de 65% em relação a três meses antes.

O caminho do tablet tem sido, por vezes, convencional, comprado por departamentos de TI. Mas eles também entram pela “porta de trás”, quando empregados os levam para a empresa e exigem acesso a e-mail corporativo e calendários.

CONTRA-ATAQUE

“Não podemos falar para não usarem essa tecnologia no trabalho”, afirma Brandon Edling, diretor de tecnologia da NBC Universal. “Eles continuariam a usá-la e estaríamos no escuro sobre o que as pessoas fazem”, diz.

Mesmo com todas essas incursões no local de trabalho, nem iPad nem outro tablet têm substituído o PC, líder por três décadas – pelo menos por enquanto. Isso, no entanto, não impediu a eterna rival da Apple, a Microsoft, de mover-se na direção do tablet de uso empresarial.

Em séries de slides para parceiros de marketing, a Microsoft recentemente levantou questões sobre a viabilidade do iPad como instrumento de negócios.

Em boa parte, a entrada do iPad no mundo dos negócios foi sedimentada pelo iPhone.

Empresas que esperaram dois ou três anos para adotar o iPhone começaram a implementar o iPad semanas após seu lançamento.

“Prover suporte para o iPad foi muito natural porque ele roda o mesmo sistema operacional (do iPhone)”, disse John Prusnick, diretor do Hyatt Hotel & Resorts. Segundo ele, no começo, executivos pediam para usar iPads no trabalho.

AGILIDADE

A companhia passou a distribuí-los para a equipe de vendas, para que tivessem fácil acesso a apresentações.

Em alguns hotéis, o Hyatt dá iPad para “embaixadores de saguão”, que o usam para “check-in” de hóspedes.

A General Electric distribuiu cerca de 2.000 iPads e desenvolveu aplicativos. Um deles permite aos empregados em trânsito aprovar pedidos de compra, enquanto outro permite monitorar transformadores em campo.

O chefe-executivo da Salesforce.com (desenvolvedora de software), Marc Benioff, afirma que seu aplicativo Chatter iPad, que permite acesso a dados dos softwares corporativos, foi baixado mais de 1 milhão de vezes.

“Eu ainda tenho um PC”, diz Benioff. “Mas estou usando meu PC cada vez menos, e meu iPad, mais.”

Especialistas esperam que a popularidade dos tablets substitua parte das vendas de PCs. Em novembro, a empresa de pesquisa Gartner reduziu as previsões de crescimento para o mercado de PCs neste ano para 15,9% -a estimativa inicial era de 18,1%.

Mas nem toda empresa está pronta para comprar iPads para empregados. “Eu adoraria distribuir tablets, mas só teria capital para isso (e nada mais)”, disse Diane Bryant, CIO da Intel.

Fonte: New York Times/Folha de S.Paulo,Empregos, 27/2/2011. Assinantes Folha/UOL podem ler mais ao clicar aqui.

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Brasil ultrapassa 205 milhões de acessos móveis

O Brasil fechou janeiro de 2011 com mais de 205,15 milhões de assinantes do serviço de telefonia móvel.

O Serviço Móvel Pessoal (SMP) registrou no mês 2,2 milhões de novas habilitações e a teledensidade chegou a 105,74 acessos por 100 habitantes.

Do total de acessos em operação no país, 168.889.793 são pré-pagos (82,32% ) e 36.261.184 pós-pagos (17,68%). Os terminais 3G* (banda larga móvel) totalizaram, em janeiro de 2011, 22.567.645 de acessos.

O quadro a seguir apresenta o market share do serviço móvel no Brasil.

Participação das empresas
Holding Número de acessos Participação (%)
Vivo 60.823.482 29,65
Claro 52.241.261 25,46
Tim 51.813.847 25,26
Oi 39.552.679 19,28
CTBC 621.944 0,3
Sercomtel 78.879 0,04
Unicel 18.885 0,01

Fonte: Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL

Países muçulmanos se tornam promissores para fabricantes de bebida alcoólica

A compra da Mey Içki, principal fabricante turca de raki (uma aguardente), por parte da Diageo, líder mundial do setor, mostrou que os países muçulmanos se tornaram um mercado para os fabricantes de bebidas alcoólicas. Um mercado certamente modesto – um francês consumiu cinco vezes mais álcool do que um turco em 2010 – , mas em crescimento.

Embora o islamismo proíba o consumo de qualquer produto que possa alterar o comportamento (álcool, mas também drogas), as estatísticas do grupo de estudos Euromonitor International revelam uma alta contínua do consumo de álcool em vários países onde a religião muçulmana é dominante.

Entre 2005 e 2010, o consumo médio dos franceses declinou – de 104,2 litros de bebidas alcoólicas para 96,7 litros ao ano – ; ao mesmo tempo, o dos turcos passou de 18,3 litros para 20,5 litros ao ano. O Euromonitor indica que o consumo na região do Oriente Médio e África passou de 11,7 bilhões de litros em 2005 para 15,2 bilhões de litros em 2010 (+25%). Nos Emirados Árabes Unidos, ele era de 36,8 litros por pessoa em 2010 (contra 30,4 litros cinco anos antes).

O consumo de álcool nos países muçulmanos é explicado pela “modernização”  das sociedades. Beber uma cerveja enquanto se “tuíta” com os manifestantes tunisianos ou egípcios é uma característica da juventude globalizada, instruída, atenta à liberdade nos países muçulmanos.

Marlous Kuiper, coordenador da pesquisa sobre as bebidas alcoólicas no Euromonitor, relativiza esse fenômeno. Em países como o Egito, a Turquia, o Marrocos e os Emirados Árabes Unidos, “o consumo de álcool está diretamente ligado ao fluxo de turismo”. Em países como o Irã, a cerveja consumida maciçamente é sem álcool. Mas ela é fabricada e importada por grupos como a Carlsberg ou a Kronenbourg, que fabricam cervejas alcoólicas.

Contrabando

Na Argélia, onde o álcool não é proibido (6,8 litros por pessoa ao ano em 2010), seu consumo aumentou 7% em termos de valor em 2010, e 3% em volume. Ele se deve aos homens jovens que frequentam bares. As mulheres bebem pouco, e aquelas que o fazem pertencem principalmente às camadas mais ricas da sociedade, onde a imagem das bebidas alcoólicas é menos negativa que entre o resto da população.

Na Tunísia, o álcool não é proibido. Embora as lojas devam escondê-lo da vista dos transeuntes, qualquer compra de vinho ou de whisky continua sendo percebida como um ato socialmente repreensível. Os gastos com bebidas alcoólicas continuam sendo pequenos, mas estão em crescimento. Entre 2004 e 2009 eles passaram de 27,8 para 44,8 milhões de dinares tunisianos (R$ 41 milhões para R$ 71 milhões).

Na Arábia Saudita e no Irã, a proibição formal do álcool deslocou o consumo para as cervejas sem álcool. Na República Islâmica, este disparou em um ritmo médio de 40% ao ano entre 2005 e 2010 (de 61,9 milhões de litros para 338,7 milhões de litros). No reino wahabita, o consumo de cerveja sem álcool também aumentou muito durante o mesmo período – de 67,6 milhões de litros ao ano para 111,3 milhões de litros.

Nos dois países, a demanda contrariada por álcool levou ao aumento do contrabando e das importações ilegais que é impossível de avaliar.

Fonte: Yves Mamou, Le Monde/UOL. Tradução: Lana Lim

CBN – Mundo Corporativo: Entrevista com Sandro Magaldi

Atualmente a necessidade de fugir da chamada “zona de conforto” faz com que as organizações orientem seus esforços, de forma incondicional, rumo à diferenciação.

E são as ideias a matéria prima básica dessa diferenciação. Sobre mais esse desafio do Mundo Corporativo, Heródoto Barbeiro conversa com o consultor Sandro Magaldi, que é um dos autores do livro “Movidos por Ideias – Insights para criar carreiras e empresas duradouras”

Empresas ampliam áreas de inteligência de mercado 2

Até então consideradas pelos jovens como áreas menos nobres do marketing, a pesquisa e a inteligência de mercado devem começar a entrar no radar dos mais novos.

O preconceito relacionado à atividade – reforçado pelas matérias tediosas sobre metodologia na faculdade – e o receio de que a remuneração seja menos competitiva, estão sendo derrubados pelas boas perspectivas profissionais.

De acordo com os consultores ouvidos pelo Valor, um gerente sênior de inteligência de mercado pode receber salário mensal de R$ 20 mil.

“São remunerações, em média, 10% a 20% mais altas do que os pagas aos gerentes de produto em marketing”, afirma Adriana Cambiaghi, da consultoria Robert Half.

A diferença salarial, segundo ela, é favorável aos profissionais de inteligência em todos os níveis, desde o operacional até o gerencial.

A valorização, no entanto, é reflexo da falta de gente especializada na área. “Esses profissionais são diferenciados e raros.

Normalmente, eles fizeram carreira nas áreas de pesquisa das empresas ou então nos grandes institutos”, afirma Glenda Moreira, consultora da DM Executivos.

“É importante investir em uma combinação de pessoas com diferentes talentos e perfis”, afirma Suzana Pamplona, diretora de pesquisa da Johnson & Johnson.

Ela acredita que montar times heterogêneos é importante para as companhias, especialmente quando se trata de pesquisa.

A equipe da gerência de conhecimento e relacionamento do Grupo Pão da Açúcar é um exemplo. “São 38 pessoas com formações diversas, como estatística, psicologia, engenharia e sociologia”, afirma Cristina Serra, diretora de marketing da rede varejista.

A exigência de um perfil adequado para a área faz com que a empresa leve até cinco meses para recrutar um profissional. “É uma área que exige experiência e identificação com os valores e objetivos da companhia.”

Um dos motivos da falta de profissionais no mercado pode estar relacionada ao desinteresse da nova geração. “Os jovens ainda não sabem o que é pesquisa, acham que é aquela matéria chata da universidade.

O nosso trunfo é que, depois que os trainees trabalham com o tema, se apaixonam e não querem mais sair”, brinca Suzana, da Johnson & Johnson.

Cristina Serra, do Pão de Açúcar, conta que o interesse dos profissionais pela área só começa a despontar agora. “No passado, quem trabalhava em marketing queria ir para planejamento ou criação. Ainda hoje existem poucas pessoas motivadas a seguir carreira em pesquisa”, diz.

Fonte: Vívian Soares, Valor, 21/2/2011. Assinantes podem ler mais ao clicar aqui.

Empresas ampliam áreas de inteligência de mercado

Oportunidade: Departamentos de pesquisa crescem para entender as redes sociais e os novos consumidores. Com isso, aquecem o mercado para os profissionais especializados.

Uma área até pouco tempo inexistente nos organogramas das companhias começa a ganhar espaço: a inteligência de mercado. Com cerca de uma década de atuação nas empresas brasileiras, o setor cresceu nos últimos dois anos graças ao impacto das novas tecnologias, ao volume de informações geradas pelas redes sociais e à ascensão de novos consumidores no mercado interno.

O resultado tem sido o aumento médio anual de 35% na contratação dos profissionais especializados, segundo estimativas dos headhunters ouvidos pelo Valor.

As equipes de pesquisa definem o que é relevante para a empresa e captam a informação, enquanto as de inteligência analisam os dados e os relacionam com o negócio. Ambas entraram em evidência recentemente nos setores de varejo, telecomunicações e bens de consumo.

É o caso da Johnson & Johnson que, no ano passado, deu status de diretoria à antiga gerência de pesquisa. Segundo Suzana Pamplona, diretora de pesquisa da empresa, a área vem crescendo e ganhando importância estratégica. “Nosso desafio é mostrar como o conhecimento do consumidor não apenas valida as ações do negócio, mas gera valor e oportunidades”, afirma.

Suzana ressalta que o destaque dessa área mostra que a empresa está se preparando para a entrada de novos consumidores e o impacto das novas tecnologias – o que deve gerar mais contratações na diretoria ainda este ano. “O crescimento da área de pesquisa está impulsionado pelo aumento do consumo interno. Precisamos conhecer cada vez esse mercado e os diferentes tipos de clientes”, diz.

De acordo com Glenda Moreira, consultora da DM Executivos, as oportunidades para profissionais da área, normalmente vinculadas à diretoria de marketing, eram pontuais e concentradas em posições operacionais até o ano passado. Desde então, o recrutamento para executivos qualificados começou a crescer, dessa vez mais focado em posições de gestão. “As áreas de pesquisa e inteligência são estratégicas. Elas fornecem desde tendências de mercado até as ações dos concorrentes e dos consumidores.”

Para Adriana Cambiaghi, gerente da Robert Half, a área de inteligência de mercado é uma das mais aquecidas dentro do marketing – e que deve registrar um dos melhores desempenhos em 2011. “As empresas estão começando a entender a importância disso para o negócio. Ainda há uma certa resistência a ouvir o que esses departamentos têm a dizer, mas isso tende a se dissipar”, afirma.

“Grande parte do trabalho do profissional de pesquisa e inteligência é mostrar a relevância da área para a empresa”, confirma a diretora de inteligência de mercado e consumidor da Vivo, Leda Kayano. No último ano, ela completou o quadro de profissionais para atuar em sua equipe, que hoje tem 11 pessoas.

A executiva afirma que, há alguns anos, a atuação nesse mercado se resumia à chamada inteligência competitiva, responsável por monitorar as ações dos concorrentes. “Hoje, nos pautamos por questões mais estratégicas como marca e relacionamento com os clientes”, afirma.

A inclusão digital e a explosão de informações geradas nas redes sociais é, para Leda, um dos maiores pontos de atenção da equipe. “Não queremos só ouvir o que se fala da empresa, mas aliar o rigor técnico à tecnologia, inovar na captura da informação e desenvolver novas metodologias. Para isso, é preciso um novo perfil de profissional.”

Na opinião de Paula Nader, superintendente executiva de identidade e gestão da marca do Santander, obter informações de públicos diferentes está entre as prioridades do time. “Um dos desafios é aprender a trazer dados de meios não convencionais de pesquisa de mercado como o twitter e os call centers”, diz.

Fonte: Vívian Soares, Valor, 21/2/2011. Assinantes podem ler mais ao clicar aqui.

Heródoto Barbeiro entrevista Alfredo Passos no Mundo Corporativo da CBN

O jornalista Heródoto Barbeiro conversa com o Professor da ESPM e Partner da KMC, Alfredo Passos, sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, tema de seu novo livro “Homem no Fogão e Mulher na Gestão”, em conjunto com Sandra Maria Martini, lançamento da LCTE Editora.

Você pode ouvir, ao clicar aqui, e ainda ver a entrevista,aqui