Feliz Natal! Feliz 2011! Merry Christmas and Happy New Year

Numa das escrituras budistas, há uma passagem em que um discípulo perguntou a Buda numa certa ocasião:

– Quando uma pessoa odiar ou amaldiçoar alguém e essas ondas mentais de maldição não forem recebidas por esse alguém, para onde irão essas ondas de ódio e maldição, e que será feito delas?

Então Buda indagou:

– Se alguém enviar um presente a uma pessoa e ela não o receber, para onde você acha que irá o presente?

O discípulo respondeu:

– Se o destinatário não receber o presente, esse voltará às mãos do remetente.

– É isso mesmo! Se você enviar pensamentos de ódio e maldição mas a pessoa não os receber, eles voltarão a você, para prejudicá-lo – concluiu Buda.

Fonte: A Chave da Vida Feliz, v.1, p. 118

Feliz Natal! Feliz 2011! Merry Christmas and Happy New Year

Leve sua cabeça para passear, em um destes links, no período 24 de dezembro de 2010 até 3 de janeiro de 2011:

…here we go again…

Numa das escrituras budistas…

Numa das escrituras budistas, há uma passagem em que um discípulo perguntou a Buda numa certa ocasião:

– Quando uma pessoa odiar ou amaldiçoar alguém e essas ondas mentais de maldição não forem recebidas por esse alguém, para onde irão essas ondas de ódio e maldição, e que será feito delas?

Então Buda indagou:

– Se alguém enviar um presente a uma pessoa e ela não o receber, para onde você acha que irá o presente?

O discípulo respondeu:

– Se o destinatário não receber o presente, esse voltará às mãos do remetente.

– É isso mesmo! Se você enviar pensamentos de ódio e maldição mas a pessoa não os receber, eles voltarão a você, para prejudicá-lo – concluiu Buda.

Fonte: A Chave da Vida Feliz, v.1, p. 118

Foto: Wikipédia

Feliz Natal! Feliz 2011! Merry Christmas and Happy New Year

Leve sua cabeça para passear, em um destes links, no período 24 de dezembro de 2010 até 3 de janeiro de 2011:

…here we go again…

Cai uso de e-mail conforme jovens usam mais mensagens instantâneas e de texto

Os sinais de que você é velho: você ainda assiste filmes em um videocassete, escuta discos de vinil e fotografa com câmera com filme. E gosta de usar e-mail. Os jovens, é claro, preferem bate-papos online e mensagens de texto. Eles estão em ascensão há anos, mas agora estão ameaçando ofuscar o e-mail, assim como ultrapassaram as chamadas telefônicas.

Grandes empresas de internet como o Facebook estão respondendo com serviços de mensagem que são voltados para a gratificação imediata. O problema com o e-mail, dizem os jovens, é que ele envolve o processo tediosamente longo de acessar, digitar a linha de assunto e então enviar uma mensagem, que poderá levar horas para ser recebida ou respondida. E despedidas como “cordialmente” –sério?

Lena Jenny, 17 anos, um colegial em Cupertino, Califórnia, disse que enviar texto é tão rápido que “eu às vezes tenho que responder antes de fechar meu telefone”. E-mail, ela acrescentou, é “uma droga”. O Facebook está tentando apelar para as Lenas do mundo. Ele está implantando um serviço de mensagens que visa parecer menos um e-mail e mais como mensagens de texto.

A empresa decidiu eliminar a linha de assunto das mensagens após sua pesquisa mostrar que ela costumava ser deixada em branco ou usada para poucos úteis “oi” e “ei”. O Facebook também matou as linhas “com cópia” e “com cópia oculta”. E apertar a tecla enter envia imediatamente a mensagem, como uma mensagem instantânea, em vez da criação de um novo parágrafo.

As mudanças, dizem os executivos da empresa, deixam para trás as formalidades que separam os usuários do que desejam: conversa instantânea. “O futuro das mensagens é mais em tempo real, mais parecido com uma conversa e mais casual”, disse Andrew Bosworth, diretor de engenharia do Facebook, onde ele supervisiona as ferramentas de comunicações.

“O meio não é a mensagem. A mensagem é a mensagem.” Os números comprovam a tendência. O número total de visitantes nos Estados Unidos a grandes sites de e-mail como Yahoo e Hotmail atualmente está em constante declínio, segundo a empresa de pesquisa comScore. Essas visitas chegaram ao pico em novembro de 2009 e de lá para cá caíram 6%; as visitas entre jovens de 12 a 17 anos caíram 18%. (O único que ganhou na categoria foi o Gmail, que cresceu 10% em comparação há um ano.)

A queda no e-mail não reflete uma queda na comunicação digital; as pessoas simplesmente passaram para as mensagens instantâneas, mensagens de texto e Facebook (4 milhões de mensagens por dia). James E. Katz, diretor do Centro para Estudos de Comunicações Móveis da Universidade Rutgers, disse que não se trata da morte do e-mail, mas sim de um rebaixamento, graças ao maior número de opções e nuances entre as ferramentas de comunicação.

“É doloroso para eles”, ele disse a respeito da geração mais jovem e o e-mail. “Ele não se enquadra na intensidade social deles.” Alguns, previsivelmente, detestam a informalidade e as abreviações que são comuns nas transmissões breves, baseadas em telefone. Judith Kallos, que escreve um blog e livros sobre etiqueta de e-mail, se queixa do modo mais solto, breve e menos gramatical de escrever, dos pensamentos e emoções mais rasos por trás delas.

“Nós estamos seguindo por um caminho onde estamos perdendo nossa capacidade de nos comunicarmos com a palavra escrita”, disse Kallos. Mary Bird, 65 anos, de San Leandro, Califórnia, é outra tradicionalista, mesmo que reticente. “Eu não quero ser uma daquelas idosas que repreendem a forma de comunicação dos jovens”, ela disse. “Mas a arte da linguagem, a beleza da linguagem, está sendo perdida.”

A filha de Bird, Katie Bird Hunter, 26 anos, está no outro lado da divisão das comunicações digitais e considera seus pais como ultrapassados. “Eles ainda usam a AOL”, ela diz, deixando implícito pelo seu tom que considera isso um absurdo. Hunter diz que busca contatar os amigos primeiro por texto, depois por mensagem instantânea, depois por telefonema e só então por e-mail. “E então”, ela disse, “apesar de provavelmente nunca fazer esta última, aparecer na casa deles”.

Como muitos jovens, Hunter, que trabalha em uma construtora em San Francisco, diz que o e-mail tem o seu lugar –para trabalho e outros assuntos sérios, como compras online. Ela e outros dizem que ainda checam regularmente o e-mail, em parte porque pais, professores e chefes ainda o utilizam. David McDowell, diretor sênior de gestão de produto do Yahoo Mail, reconheceu que a empresa está vendo uma transferência para outras ferramentas, mas disse que se trata menos de um fenômeno de geração e mais um circunstancial.

Os jovens de 15 anos, por exemplo, têm menos motivos para enviar um anexo privado para um chefe ou instituição financeira. O Yahoo acrescentou funções como bate-papo e mensagem de texto ao seu serviço de e-mail para refletir a mudança de hábitos, assim como o Gmail, que também oferece telefonemas. “E-mail agora é apenas uma parte do Gmail”, disse Mike Nelson, um porta-voz do Google. “Ele também é videoconferência, mensagem de texto, mensagem instantânea, telefonema.”

Katz, o professor da Rutgers, disse que mensagens de texto e redes sociais se aproximam melhor da forma como as pessoas se comunicam pessoalmente –em trocas breves onde formalidades não importam. Com o tempo, ele disse, o e-mail continuará perdendo espaço para formatos mais rápidos, mesmo entre os mais velhos. A mudança nas tendências faz pessoas na faixa dos 20 anos já se sentirem velhas e ligeiramente desatualizadas, ou pelo menos pegas no meio.

Adam Horowitz, 23 anos, que trabalha como consultor de tecnologia para uma grande firma de contabilidade em Nova York, passa todo o dia com e-mails em seu escritório. Quando ele os deixa para trás, ele pega seu telefone e se comunica com seus amigos quase que totalmente por mensagens de texto. Mas às vezes ele se sente preso entre os dois, como quando ele envia mensagens de texto para seus irmãos mais novos, com 12 e 19 anos, que tendem a enviar mensagens ainda mais breves e rápidas.

“Quando eles me enviam mensagens de texto, elas vêm em um inglês irregular. Eu não tenho ideia do que estão dizendo”, diz Horowitz. “Eu posso não escrever sentenças inteiras, mas pelo menos há pontuação para transmitir minha ideia.” “Eu acho que sou um sujeito à moda antiga.”

Fonte: Matt Richtel, San Francisco (EUA), The New York Times/UOL. Tradução: George El Khouri Andolfato. Os assinantes Folha/UOL podem ler outras notícias internacionais, ao clicar aqui.

A história dos dois vice-presidentes, por Peter Drucker

“Peter começou com uma história de uma empresa que vinha acompanhando.

Ao se dar conta de que estava ficando velho, o presidente da empresa reconheceu que era hora de começar a pensar na própria sucessão.

Felizmente, ele tinha dois vice-presidentes, ambos igualmente competentes, e na idade certa, cada um com excelente currículo de realizações na empresa. Ele os chamou e anunciou que pretendia aposentar-se em cinco anos e que um deles seria seu sucessor.

Ambos agradeceram ao presidente pela oportunidade. O presidente estava convencido de que havia escolhido os candidatos certos. Embora os dois fossem ambiciosos, ele tinha a certeza de que qualquer um deles pensaria primeiro na empresa em todas as suas iniciativas. Ele não tinha dúvidas de que tanto um quanto o outro seria excelente substituto.

Durante os cinco anos seguintes de desenvolvimento dos dois aprendizes, aos poucos cada um dos candidatos a presidente assumia um padrão diferente.

Embora se saíssem bem em todas as tarefas que lhes era atribuídas, os processos adotados eram totalmente diferentes.

Um recebia a tarefa do presidente. Pedia as informações necessárias e perguntava qual era o prazo de conclusão. Saía, reunia os subordinados e sempre voltava ao presidente com a missão cumprida, dias, semanas ou meses depois. A não ser que precisasse de alguma informação específica ou de autorização especial para fazer algo de maneira um pouco diferente da costumeira, ele completava a tarefa sem incomodar o velho presidente.

O outro

O outro vice-presidente executivo adotava método totalmente diferente.

Ao receber a incumbência do presidente, também organizava os subordinados para executar a missão com sucesso. Contudo, havia uma grande diferença.

O primeiro candidato trabalhava com independência e não incomodava o presidente com detalhes de execução, caso não precisasse de ajuda específica.

Contudo, o segundo candidato se reunia periodicamente com o presidente para discutir o projeto e não raro solicitava reuniões adicionais, recorrendo o tempo todo aos conselhos do chefe.

Agora, disse Drucker, “quando o presidente se aposentou, que candidato ele escolheu para substituí-lo, o executivo que sempre era bem-sucedido, sem incomodá-lo, e tomar seu tempo, ou o outro que o tempo todo parecia pedir sua ajuda e aprovação?”

E você leitor (a) qual lhe parece a decisão do presidente?

A resposta com comentários de Peter Drucker, fica para o próximo post.

Fonte: William A. Cohen. Uma aula com Drucker: as lições do maior mestre de administração. Elsevier, 2008.

Universidades públicas x privadas na Europa

Imagine ter todas as regalias para expandir a atuação de sua instituição em outros países, enquanto as universidades públicas são obrigadas a formalizar parcerias locais caso queiram extrapolar suas fronteiras nacionais. Pois na Europa é assim.

Beneficiadas pela norma, instituições de ensino superior privadas europeias têm aberto cada vez mais os horizontes, em um cenário em que a internacionalização se tornou obrigatória. Diante do contratempo, as universidades públicas do bloco europeu bem que tentam contornar o problema, mas as regras são claras: embora o tratado da Comunidade Europeia institua o direito de “liberdade de estabelecimento” nos países-membros, ele é válido apenas para empresas ou instituições privadas que se coloquem em acordo com a legislação do país visado, com um objetivo econômico em vista. Definitivamente, este não é o caso dos estabelecimentos financiados pelos 27 Estados europeus, não deixando outra alternativa que as fronteiras além da Europa para as universidades públicas.

“Para sobreviver hoje em dia, é preciso conquistar partes do mercado internacional, que está em plena expansão”, resume François Collin, diretor da Community of European Management Schools, um expert neste filão em que as escolas de administração e comércio são, de longe, as que mais aproveitam a brecha.  “Com o comércio e as carreiras se tornando a cada vez mais mundiais, a competição entre as instituições mais prestigiadas virou planetária.”

A harmonização dos diplomas em nível europeu tornou a briga ainda mais acirrada, uma vez que as instituições baseadas no Velho Continente se veem mais fortes para enfrentar o restante do globo na guerra pela excelência. Em meio à corrida, muitos estabelecimentos europeus já dispensam ensino totalmente em inglês – e algumas apelaram até para o mandarim.

Parcerias em queda
A tendência, ao menos nos estabelecimentos de elite, é a de “limpar” boa parte das parcerias realizadas ao longo das duas últimas décadas e só permanecer com as mais importantes. A nova ferramenta: instalar seus próprios campi em lugares cada vez mais distintos.

As faculdades privadas não ficam para trás – muito pelo contrário. “Não posso informar quantas universidades, e muito menos quais estão em negociações atualmente em algum lugar do Oriente. Apenas garanto que o número é bastante surpreendente”, afirma Pierre Tapie, presidente da Confederação das Grandes Écoles e diretor do grupo Essec, uma das maiores grandes écoles da França com diversos campi.

As dificuldades para tal empreitada não são poucas: além da língua, as negociações intermináveis com interlocutores que nem sempre estão habituados ao mesmo estilo de tratar de negócios fazem os europeus perderem os cabelos antes de conseguirem enfim acampar em solo árabe ou chinês. “O boom econômico dos países emergentes criou uma necessidade urgente de profissionais bem formados. É nessa brecha que queremos entrar com tudo, mas é preciso persistência porque a transação não é fácil”, revela Tapie.

Dinheiro americano
Mas como fazer se o caixa está apertado e não permite tanta ambição? O segredo é retornar à estratégia e apelar para as parcerias – mas, desta vez, com empresas interessadas em buscar bons profissionais recém-saídos do forno de escolas conceituadas, sem precisar se deslocar. Essa foi a chave para que a Escola de Administração de Grenoble conseguisse abrir uma filial no inesperado Irã, em acordo com a National Petrochemical Company.

São as faculdades made in USA as que mais expandem seus campi ao redor do globo, aproveitando-se de cada centavo que a fama mundial de excelência em ensino superior pode lhes proporcionar. O faro para esse negócio começou cedo: na década de 60, abria as portas a Schiller International University, uma instituição privada da Flórida cujo fio condutor são as filiais espalhadas pelo mundo, concentradas na Europa. “O exemplo da Schiller serve de inspiração para muitos gestores europeus que buscam a expansão em nível mundial”, avalia a diretora geral da Skema, Alice Guilhon.
Fonte: Lúcia Müzell, de Paris, Revista Ensino Superior, leia mais ao clicar aqui.

Em uma edição especial, a revista Science selecionou as principais descobertas científicas que marcaram o mundo nos últimos dez anos

Confira abaixo a seleção, mas lembre-se: como a própria revista diz, “a lista cobre apenas uma pequena fração dos avanços científicos da década e, claro, muitos outros poderiam ter preenchido as páginas”.

Cosmologia

A última década trouxe avanços importantíssimos no que se refere à “receita” do Universo, e como ele se formou.

Foram tantos avanços que a cosmologia ganhou uma teoria sólida que prevê que nosso universo é composto de apenas 4,56% de matéria comum, 22,7% de matéria escura e 72,8% de energia escura.

DNA antigo

O mundo pré-histórico pode ser melhor estudado com a descoberta de que moléculas como o DNA e o colágeno podem sobreviver por dezenas de milhares de anos, dando importantes informações sobre plantas, animais e humanos há muito mortos.

Graças a novas tecnologias de análise, este ano, cientistas do Max Planck Institute of Evolutionary Anthropology em Leipzig, Alemanha, publicaram o genoma de um Neandertal com 10 milhões de vezes mais DNA do que havia sido possível sequenciar em 1997.

Em 2005, duas equipes seqüenciaram 27 mil bases do DNA de um urso antigo das cavernas.

Outra equipe seqüenciou 28 milhões de bases de um mamute e, com isso, descobriu que eles se diferenciaram dos elefantes africanos há cerca de 6 milhões de anos. Em 2008, a mesma equipe seqüenciou um mamute inteiro.

Água em marte

Em 2004, a sonda Opportunity, da Nasa, descobriu sinais de antigos oceanos ou lagos em Marte. Em 2010, mais evidências da presença passada e presente de água no planeta vermelho foram apresentadas.

Reprogramação celular

Na última década, pesquisadores descobriram como “reprogramar” células adultas, já desenvolvidas no que são as chamadas “células pluripotentes” que conseguem se transformar de novo em qualquer tipo de célula do corpo.

A técnica já foi usada para fazer células de pacientes com doenças raras mas o objetivo principal é conseguir criar células, tecidos e órgãos para transplantes.

Exoplanetas

Qualquer planeta orbitando uma estrela que não o nosso sol é chamado de exoplaneta.

Na última década, foram centenas encontrados: já são mais de 500 confirmados e, apenas o telescópio Kepler, da Nasa, possui uma lista de outros 700 possíveis.

Inflamações

As inflamações ganharam uma importância extrema. Descobriu-se que elas são a força por trás doenças crônicas que irão matar muitos de nós. Câncer, diabetes e obesidade, Alzheimer….

Metamateriais

Ao criar materiais com propriedades ópticas não convencionais, físicos conseguiram novas maneiras de manipular a luz, criando lentes que criam a ilusão de, por exemplo, invisibilidade.

Mudanças climáticas

Há mais de 40 anos, pesquisadores se fazem 3 grandes perguntas: O mundo está aquecendo? Se sim, é culpa dos humanos?

E seria a natureza capaz de superá-lo? Segundo a Science, nos últimos anos os cientistas passaram a concordar nas respostas: sim, sim e não.

Os efeitos do aumento da emissão dos gases causadores do efeito estufa nos mares e geleiras foram mais rápidos do que o esperado.

O Genoma “escuro”

Parecia óbvio: o DNA diz ao corpo como produzir proteínas. As instruções estavam na forma de genes, e o RNA servia como mensageiro, carregando as ordens para as fábricas de proteínas das células e as traduzindo em ação.

Entre os genes há pedaços de “DNA lixo”, incoerente, inútil e inerte. Mas isso mudou. Na verdade, a regulação dos genes se mostrou extremamente complexa e pode ter sua resposta nesse chamado “lixo”.

Outra descoberta importante é que fatores químicos podem influenciar o genoma por gerações, sem necessariamente mudar a seqüência do DNA.

Fonte: Info Online/Exame

Método desenvolvido por pesquisadora da Universidade da Virgínia amplia e desmistifica a prática empreendedora. Para Saras Sarasvathy é possível ensinar qualquer um a ser um grande empreendedor

Originária de uma família de classe média baixa na Índia, Saras Sarasvathy, hoje professora da Darden Graduate School of Business da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, abriu com mais ou menos sucesso suas próprias empresas.
Mas foi ao se interessar pela atividade do ensino que criou algo novo: um método ao qual chamou de effectuation [realização, em tradução livre] para entender a forma como os empreendedores pensam e tomam decisões.
As conclusões da pesquisadora derrubam alguns mitos. Segundo Saras, os empreendedores realmente pensam diferente das demais pessoas, mas eles não são natos: é possível aprender a ter um espírito empreendedor.

Na entrevista concedida à revista Ensino Superior durante sua vinda ao Brasil para participar da Rodada de Educação Empreendedora Brasil (REE Brasil), em Águas de São Pedro (SP), Saras explicou o que é o effectuation e como o modelo pode ser aplicado no ensino superior, tanto para desenvolver as próprias instituições de ensino, como para ensinar os alunos a serem empreendedores.

No site http://www.effectuation.org/ é possível encontrar as experiências de quem já aplica a teoria em sala de aula de diversos países, além de material para uso de instrutores. Professores têm acesso livre.

Ensino Superior – A senhora criou um mecanismo para tentar mensurar o comportamento empreendedor. No que consiste esse modelo, chamado de effectuation?
Saras SarasvathyO effectuation descreve a forma como os empreendedores mais experientes pensam, raciocinam, tomam decisões e se comportam. Chamamos effectuation pela relação de causa e efeito. Quando avaliamos a forma como os empreendedores especialistas tomam suas decisões e comparamos o método deles com o de gerentes em geral identificamos frequentemente que a lógica é quase ao contrário. Ou seja, um administrador de uma grande empresa normalmente parte do efeito que quer gerar e depois busca a forma de alcançá-lo. Os empreendedores fazem o contrário: eles partem do que dispõem, das suas próprias identidades, do que sabem e de quem conhecem para, a partir daí, se perguntarem que tipo de efeito pode ser criado. Dessa forma eles acabam criando inovação, porque não começam a partir de uma meta pré-estabelecida.
ES: Como esse raciocínio empreendedor pode ser aplicado nas instituições de ensino superior e no aprendizado dos alunos?
A tentação em muitos cursos de empreende­dorismo é falar para os alunos: ‘tal setor é   de suma importância, então é melhor vocês aprenderem a abrir uma empresa nesse segmento’, ao invés de perguntar qual a bagagem desses alunos e o que está disponível no seu ambiente local para, a partir desses dados, promover e encorajar a abertura de empresas locais com vantagens competitivas singulares. Um dos pontos que eu saliento é que, mesmo nos países mais pobres, temos mais recursos do que acreditamos. Outro mito comum é pensar ser preciso ter dinheiro antes de fazer algo. Os empreendedores especialistas pensam que podem começar qualquer coisa a partir de quem você é, do que você sabe e de quem você conhece para gerar algo mais interessante, que tenha valor para outras pessoas. Isso faz a sua empresa crescer. Acredito que isso também pode ser feito na educação.
E S: A senhora pode citar um exemplo?
A ideia é não pensar apenas em termos de dinheiro ou instalações físicas, mas pensar os seres humanos como o próprio recurso. Dentro da universidade, o aluno poderia ser visto como um recurso que pode ajudá-la a se desenvolver. Eles são os melhores recursos que a universidade dispõe. O modelo de effectuation indica que os recursos estão disponíveis em toda parte, a questão é enxergar de forma diferente. Não é preciso ficar preso ao ponto de vista dualista de corpo docente e corpo discente. Fazendo o exercício de escapar dessa visão convencional é possível identificar mais pontos como recursos e formas inovadoras de desenvolver seus cursos.
E S: É possível determinar as principais características de uma atividade empreendedora?
Uma das coisas que eu descobri por meio de pesquisas é que isso não existe. Qualquer um pode ser empreendedor. Uma das analogias que eu gosto é pensar o que o otimista e o pessimista fariam em termos de invenção. O otimista inventaria um avião, e o pessimista um navio de batalha. Todos podem aprender a ser empreendedores se assim o desejarem, mas o tipo de empreendedor que você vai ser vai depender de quem você é, de quem conhece e com quem trabalha. Então, não há uma característica específica. Mas se fosse escolher uma eu diria que, se você realmente detesta trabalhar com outras pessoas, aí é melhor não tentar ser empreendedor. Fora isso, qualquer tipo de ser humano pode ser um empreendedor.
ES: Por outro lado, o empreendedorismo ainda é visto como uma característica da atividade de negócios. Como levar esse modelo para outras áreas?
Da mesma forma como o pensamento científico não pertence apenas ao ramo da tecnologia, o método do empreendedorismo pode ser aplicado a vários programas humanos e não apenas àqueles relacionados a questões empresariais. O empreendedorismo é um assunto muito interessante porque utiliza a administração como uma tecnologia, como um instrumento para resolver uma variedade de problemas. Vários de meus alunos utilizaram o effectuation para construir alguma mudança social, por exemplo.
ES: Mas como ensinar essa forma de pensar na escola ou na universidade?
Quando frequentamos a escola, aprendemos sobre ciência e uma forma de se raciocinar a respeito de alguma coisa. Talvez nós nunca nos tornemos cientistas, mas sabemos o que significa pensar de forma científica. Mais de 200 anos depois de as pessoas começarem a entender o método científico e a ensiná-lo foi possível toda a evolução tecnológica do século 20. Como Alfred North Whitehead falou no século 19, quando a intenção era a invenção propriamente dita, “todo mundo pode aprender a ser um inventor, um cientista”. Nós estamos num momento semelhante hoje com relação ao empreendedorismo, porque o empreendedorismo também é um método que produz um efeito e pode ser ensinado para todos. Eu acredito que, no fim das contas, as pessoas vão utilizar isso de forma interessante, porque nem todos vão querer abrir uma empresa. Algumas pessoas simplesmente vão utilizar esse método para resolver problemas sociais, outros vão trabalhar para outra empresa e outras pessoas simplesmente vão servir aos empreendedores.
Então vamos acabar construindo um mundo mais empreendedor, da mesma forma como nós tivemos esse mundo científico e tecnológico. Muito do que fazemos hoje na universidade é tentar construir uma compreensão mais ampla, em que todos podem aprender a se tornar empreendedores.
E S: Qual o papel do professor no desenvolvimento do método empreendedor? Ele também precisa de treinamento?
Sem dúvida. Porque, mais uma vez, inicialmente quando as pessoas começaram a entender como a ciência funcionava era preciso observar o trabalho dos engenheiros, artesãos etc. É a mesma coisa que estamos fazendo aqui, observando empreendedores, tirando lições, aprendendo sobre essa lógica. O ensino em empreendedorismo exige treinamento, instrução e entendimento. Mas é um pouco diferente do que simplesmente a prática, pois para ser um bom professor você tem de aprender mais, além de ser capaz de fazer.
Fonte: Luciene Leszczynski, Revista Ensino Superior, para ler mais, clique aqui.