Votorantim Novos Negócios vai encerrar as atividades

Há dois anos, a Votorantim registrou prejuízo de R$ 2,2 bilhões com operações malsucedidas com derivativos
O Grupo Votorantim pretende encerrar, até o início do ano que vem, seu fundo de “private equity” e “venture capital”, a Votorantim Novos Negócios (VNN). Desde 2008, a empresa vem se desfazendo de seus ativos nas áreas de biotecnologia e tecnologia da informação (TI).
Segundo o presidente da VNN, Paulo Henrique de Oliveira Santos, a decisão segue a reorganização interna do grupo, que voltou a dar prioridade a setores tradicionais, como cimento e celulose. Há dois anos, a Votorantim registrou prejuízo de R$ 2,2 bilhões com operações malsucedidas com derivativos. 
Fonte: Bettina Barros, Valor Econômico. Leia mais ao clicar aqui.
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Vendas de carros sobem 3,2% na primeira quinzena de julho

As vendas de carros de passeio e utilitários cresceram 3,23% na primeira quinzena de julho, na comparação com o mesmo período do mês passado.

No total, foram comercializados 126.303 automóveis e comerciais leves até ontem, conforme dados da Fenabrave, a associação que abriga as revendas de veículos.

O setor, no entanto, mostra queda de 4,27% em relação ao mesmo período de 2009, quando as vendas de automóveis contavam com IPI reduzido.

Nos quinze primeiros dias deste mês, a Fiat liderou o mercado, com participação de 25,6% sobre o total vendido. Na sequência, aparecem Volkswagen (21,3%), General Motors (18,05%) e Ford (9,86%).

Cabe destacar que as vendas de comerciais leves – que tiveram a alíquota de IPI mantida em 4% até o fim do ano – registraram crescimento de 22,02% sobre a mesma quinzena de 2009, totalizando 27.765 unidades.

O balanço da Fenabrave também mostra, na comparação mensal, um avanço de 19,08% nas vendas de caminhões, que somaram 7.358 unidades. Em relação ao mesmo período de 2009, a alta foi de 47,31%.

Por sua vez, as vendas de ônibus cederam 1,27% na comparação mensal, mas subiram 16,53% em relação a um ano atrás, chegando a 1.248 unidades.

Já os negócios com motocicletas caíram 2,02%, em relação ao mês anterior. Na comparação anual, houve aumento de 6,44%.

No total, já foram vendidas 75.283 motos neste mês, com 78,9% do total correspondente às lojas da Honda. Na segunda posição, a Yamaha respondeu por 11,53% do mercado duas rodas na primeira metade deste mês.

Fonte: (Eduardo Laguna | Valor). Leia mais ao clicar aqui.

Bom dia e bom trabalho!

Software para Inteligência Competitiva? Sobre o Microsoft Office 2010

O Office 2010 já está disponível  no Brasil nas versões Home and Student (com Word 2010, Excel 2010, PowerPoint 2010 e OneNote 2010) por R$ 199, Home and Business (todos os programas da Home and Student mais o Outlook 2010) por R$ 499 e Professional (todos os programas da Home and Business mais o Publisher 2010 e Access 2010) por R$ 1.399.

O produto já pode ser encontrado em grandes redes de varejo e lojas especializadas em informática em todo o país.

Uma quarta versão, o Office Starter 2010 (http://bit.ly/acbjQd), será encontrada pré-instalada em PCs vendidos por empresas como a Megaware, Itautec, Positivo, HP, Dell e outras.

Ela contém versões básicas do Word (Word Starter) e Excel (Excel Starter) que permitem abrir, criar e editar documentos, mas não contém funções avançadas como macros (no Word) ou tabelas dinâmicas (no Excel). Usuários que tiverem o Office Starter poderão fazer o upgrade para as versões completas do programa caso desejado.

Inovações

A inovação mais visível no novo pacote é um conjunto de aplicativos web, as Office Web Apps – versões online do Word, Excel, PowerPoint e OneNote – que devem estar disponíveis através do serviço Windows Live em breve. A Microsoft também irá oferecer versões destes aplicativos baseadas em sua plataforma SharePoint, para empresas que desejarem hospedá-los localmente.

Mas embora as Office Web Apps sejam capazes de fornecer recursos mínimos de colaboração e brilhem ao manter a formação em documentos que são trucidados por outros concorrentes online, é pouco provável que impressionem qualquer um que já aprecia os inúmeros recursos do Google Docs, Zoho Office e vários outros pacotes de produtividade baseados na web. Na verdade, elas nem foram feitas para isso: a Microsoft declarou claramente que criou as Web Apps como companheiras, e não substitutas, do software para desktops.

Mudanças em todo o pacote

A versão final do Microsoft Office 2010 não é muito diferente do  beta que analisamos no ano passado. Alguns dos novos recursos devem impressionar até mesmo os usuários veteranos: entre elas a função “Broadcast Slide Show” no PowerPoint, que permite mostrar uma apresentação remotamente para qualquer pessoa que tenha um PC com um navegador web.

As novas opções de personalização na interface Ribbon, que estreou nos principais programas do Office 2007 e que agora está presente em todos os componentes do pacote, vão silenciar muitos dos críticos: agora é possível agrupar os comandos que você usa com mais frequência, não importa onde eles estejam originalmente, em abas e grupos criados por você mesmo.

No geral, o visual do pacote é mais consistente entre os vários aplicativos, e mais modesto do que o de seu predecessor, principalmente porque a Microsoft optou por uma paleta de cores baseada no branco e tons de cinza, contra o azul-celeste do Office 2007.

O grande e desajeitado botão do Office que ficava no canto superior esquerdo de cada janela também se foi. Em vez dele, clicar no meu Arquivo agora abre uma nova janela, chamada de “Backstage View”, com várias opções para criar, salvar, compartilhar e imprimir, bem como para acessar versões recentes do documento atual ou abrir outros usando uma prática lista de documentos recentes. Esta janela também leva a menus com opções específicas para cada aplicativo.

Além disso o Office 2010 tem um refinamento de uma das funções mais básicas durante a criação de conteúdo: “colar” material que você recortou ou copiou de outros trechos do documento.

A nova opção de “Live Preview” para a função Colar não só permite manter a formatação da origem, mesclá-la com a formatação de destino ou transferir apenas o texto, mas também permite ver qual será o resultado antes de aceitá-lo, da mesma forma como o Ribbon permite ver mudanças de fontes passando o cursor do mouse sobre elas.

O pacote também tem ferramentas bastante sofisticadas para edição de imagens e vídeo que podem, para muitos usuários, eliminar a necessidade de editar os arquivos com programas de terceiros antes de usá-los em documentos do Office.

E em resposta ao crescente problema do malware que chega em arquivos baixados da web, por padrão os programas abrem arquivos baixados em um “modo protegido” (Protected View), com edição desabilitada até que o usuário a autorize explicitamente clicando em um botão dentro de um aviso bem visível que fica no topo da janela.

Alguns outros novos recursos só funcionam com outros aplicativos da Microsoft, como um indicador de presença que lhe permite ver quais dos seus contatos do Windows Live Messenger estão online e iniciar conversas de dentro do próprios office.

Atualização útil

No geral o Office 2010 é um sucessor adequado e, em muitos casos, bastante útil do Office 2007.

A Microsoft não está oferecendo pacotes de upgrade para a nova versão, mas os preços foram reduzidos e para muitas pessoas a versão mais barata, a Home and Student com quatro aplicativos (Word, Excel, PowerPoint e OneNote) é mais do que suficiente.

Especialmente se você pulou o Office 2007, a migração para a versão 2010 deve ser considerada, mesmo em uma recessão.

Fonte: Rafael Rigues e Yardena Arar, PC WORLD. Para ler mais, clique aqui.

Bom dia e bom trabalho!

Artigos sobre Inovação e Finanças Knowledge@Wharton

Inovação e Empresa

Como a inovação e o empreendedorismo podem mudar a sociedade
Na busca de respostas para a situação atual da economia, é de fundamental importância o papel desempenhado pelas novas tecnologias e pela capacidade de inovação. Executivos da Espanha, Ruanda e Nairóbi participaram de um painel durante o Fórum de Ex-Alunos Globais da Wharton, em Madri, em que se discutiram as aplicações sociais e econômicas da inovação e das tecnologias da informação. Fo debatido o apoio à atividade empreendedora e de que maneira esse apoio pode contribuir para a prolongação da vida das populações dos países em desenvolvimento. Leia artigo completo ao clicar aqui.
 
Finanças e Investimento: Da recessão à recuperação: mais produtividade, novas parcerias e custos competitivos

Na sessão de abertura do Fórum de Ex-alunos Globais da Wharton, em Madri, Sebastián Escarrer, vice-presidente da Sol Meliá SA, Thomas S. Robertson, decano da Wharton, e Jeremy Siegel, professor de finanças da Wharton, apresentaram diferentes pontos de vista sobre a situação dos mercados globais, as perspectivas de reforma e o papel que as empresas, os governos e as escolas de negócios devem desempenhar num ambiente econômico novo e reconfigurado. Leia artigo completo ao clicar aqui.
 
Fonte: Universia Knowledge@Wharton e da Wharton School da Universidade de Pensilvânia.

Profissional de Inteligência Competitiva: Como ser inovador sem utilizar as ferramentas que a tecnologia oferece?

Em artigo exclusivo para o Portal Amanhã, a psicóloga Luciane Soares Rabello Moreira*, consultora de RH do Grupo RBS, fala sobre as dificuldades enfrentadas pelas empresas e seus colaboradores quando o lema é inovar

O mundo corporativo nos permite exercitar constantemente a habilidade de traduzir metas em comportamentos e indicadores em desempenho. Mantendo o ritmo da “ginástica cotidiana” em busca dos melhores resultados, a inovação aparece como um dos principais diferenciais competitivos.

Podemos explicar este movimento com um simples raciocínio cronológico iniciado na Revolução Industrial: o capitalismo instituiu a busca pela liderança com a competição entre pares. Desde então, o sucesso é medido pela atitude inovadora – novos processos, produtos e soluções. Quanto mais irreverente, mais inovador.

Ser reconhecido por inovar não é tão simples quando entendemos que existe uma relação direta entre cultura organizacional e inovação. Estes conceitos se relacionam à medida que a cultura instalada se torna explícita e transparente para todos os colaboradores. Quando o conjunto de hábitos e crenças é identificado facilmente dentro da organização, fica claro o que se espera de ideias, atitudes e comportamentos inovadores.

Um dos erros mais comuns cometidos pelas empresas diz respeito à maneira com que elas tentam imprimir a cultura de criatividade e inovação em suas equipes. A inovação compõe as “top five” das competências mais requisitadas nas avaliações de desempenho.

No entanto, muitas vezes a maneira como é apresentado este desafio acaba confundindo e desestimulando o profissional. Nietzsche, ao dizer “logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados”, deixa claro que a inovação é melhor aceita quando mantém referências já vivenciadas.

A exigência de metas deve vir acompanhada de uma tradução do que se entende como arrojado e diferente àquilo que já foi estabelecido.

A clareza do que são ideias, ações, iniciativas ou comportamentos inovadores é uma importante estratégia para alcançar a contrapartida esperada. O esforço do colaborador deve ser transformado em benefício direto e resultados para a organização.

Assim, potencializamos a cultura de inovação e criatividade nas equipes, construindo um sistema alinhado ao que contribui com resultados e a sustentabilidade da empresa.

Ok, mas se mesmo assim você acha que o conceito de inovação já foi traduzido, exemplificado, embasado e relacionado com a cultura organizacional e mesmo assim não acontecem ações, comportamentos e atitudes novas?

Bem, nestes casos, é preciso avaliar o quesito congruência / coerência entre discurso, regras e práticas. Para iniciar esta reflexão, duas perguntas:

1. Sua empresa ou a área em que você trabalha é inovadora?

2. Que critérios você considerou para emitir sua resposta?

Atualmente, nota-se um movimento contraditório nas empresas quando o assunto é inovação. Muitas vezes, as regras, diretrizes e valores praticados não estimulam e nem propiciam oportunidades para que se instale uma atmosfera criativa.

Algumas iniciativas podem exemplificar mensagens dúbias de “conservadorismo inovador”:
Ditadura da TI, as populares e temidas restrições de acesso a sites: Como ser inovador sem utilizar as ferramentas que a tecnologia oferece, sem aproveitar a vasta oportunidade de estreitar a relação de ‘um para um’ que o mundo da internet proporciona?
Mensagem contraditória: “Busquem alternativas inovadoras, arrojadas e criativas utilizando métodos, canais e ferramentas tradicionais”.

(Bem aqui vale  pergunta e a reflexão para os profissionais de Inteligência Competitiva: Como monitorar, acompanhar os movimentos de mercado, novas tecnologias, mudanças no consumo, sem utilizar as ferramentas que a tecnologia oferece, sem aproveitar a vasta oportunidade de estreitar a relação de ‘um para um’ que o mundo da internet proporciona? – grifo nosso e não da autora)

Burocracias e hierarquias formais: Os processos burocráticos morosos e desnecessários não se alinham ao processo de construção criativa que prioriza o dinamismo, informalidade e inspiração. Hierarquias formais, por sua vez, são fundamentais para o escalonamento de decisões, estrutura organizacional e definição de responsabilidades. No entanto, quando praticada de forma rígida e restringindo a prática de trocas, a hierarquização torna-se lesiva para a implantação da cultura da criatividade e inovação.
Mensagem contraditória:Busquem alternativas inovadoras, arrojadas e criativas em curto prazo, porém não deixem de seguir rigorosamente os processos e as estruturas formais”.

Cultura de “risco zero” e “punição ao erro”: Toda nova iniciativa, ação ou ideia apresenta riscos de diferentes intensidades e resultados improváveis – já que não apresentam históricos e nem referências. Isto, evidentemente, não isenta a responsabilidade quanto à mensuração dos riscos e resultados prováveis na implantação. Punir fortemente o erro e não permitir riscos é vetar toda e qualquer manifestação criativa.
Mensagem contraditória: Busquem alternativas inovadoras, arrojadas e criativas em curto prazo, porém não corram riscos, trabalhem com resultados estimados e não errem, pois serão punidos”.

Frente a tantas contradições, resta refletir sobre o papel das áreas de Recursos Humanos neste processo. Provocadores e apoiadores dos processos de mudança, os departamentos de RH ajudam e orientam gestores a administrar conflitos, desenvolver e aplicar ações estratégicas. Agora, precisamos nos apropriar deste desafio cultural do mercado.

Está diante dos nossos olhos uma grande oportunidade de legitimar a importância de considerar o indivíduo no mundo tangível da organização. O processo de inovação é interno, individual e singular.

É ele que responde a um estímulo e reforço feito pelos líderes e por pequenas práticas corporativas do dia a dia. O chamado é para tomarmos consciência das inconsistências anti-inovadoras que praticamos em nossas empresas. Assim, ajudaremos a provocar mudanças em prol de melhores resultados para pessoas e organizações.

*Luciane Soares Rabello Moreira é consultora de Recursos Humanos do Grupo RBS.

Fonte: Artigo publicado no Portal Amanhã. Leia outros artigos e notícias ao clicar aqui. 

Inteligência Competitiva News: Ensino privado, benefício público

Nos últimos dez anos, o ensino superior se firmou no Brasil. Houve uma ampliação do número de vagas e os instrumentos de avaliação do Ministério da Educação se tornaram mais competentes.

Artigo de Luiz Roberto Liza Curi*

Entretanto, ainda hoje há quem veja a expansão do ensino superior caracterizada muito mais pelo apetite das universidades privadas – que estariam  ávidas por ocupar um mercado atrativo – do que por um processo de qualificação do conjunto do sistema educacional brasileiro. Esse raciocínio, embora conhecido, guarda uma série de desentendimentos. Vamos, então, ligar o farol alto.

As instituições privadas de ensino superior vêm dando enfoque à necessidade de atrair cada vez mais alunos. Essa atitude está longe de ser estranha ou errática: alunos, afinal das contas, são a razão de uma instituição formadora. O que soa estranho é o fato de que a necessidade de atrair alunos se tornou, exatamente, uma necessidade.

Não é por acaso que algumas instituições usam como principal argumento de atração de alunos o preço da mensalidadeHoje, parece não haver mais limites para as estratégias de expansão e massificação do ensino superior. O número de alunos se tornou mais importante do que a qualidade da educação.

É como se o êxito da formação superior pudesse ser medido pelo número de entrantes nas universidades, e não de concluintes e de seus próprios desempenhos. Não é por acaso que algumas instituições usam como principal argumento de atração de alunos o preço da mensalidade – em detrimento de outros fatores de atração mais, digamos, acadêmicos.

O problema é peculiar, especialmente para um país como o Brasil, cujos índices de acesso às universidades são historicamente baixos. Temos, hoje, menos de 15% da população de 18 a 24 anos matriculada em cursos superiores.

Perdemos para o Paraguai (17%) e para a Argentina (48%). Passamos longe de Portugal (50%) e não conseguimos nem divisar a Coreia do Sul (78%). Temos, assim, uma situação aparentemente injusta: as instituições são criticadas pelo ritmo de sua expansão em um país que, justamente, carece de vagas no ensino superior. Sendo que essa expansão ainda é insuficiente para igualarmos, ao menos, os índices dos nossos vizinhos latino-americanos.

Os críticos costumam recorrer à questão da qualidade da formação. É como se a expansão do número de alunos fosse diretamente responsável pela baixa qualidade outorgada – muitas vezes, genericamente – a certas instituições privadas de ensino superior.  De fato, o número crescente de alunos tende a afetar negativamente os indicadores de qualidade de algumas instituições.

Nos próximos 15 a 20 anos, cerca de 20 milhões de brasileiros deverão buscar espaço no ensino superior. Hoje, apenas 5 milhões estão matriculados

Mas será que essa expansão, isoladamente, é suficiente para gerar desqualificação? Nos próximos 15 a 20 anos, cerca de 20 milhões de brasileiros deverão buscar espaço no ensino superior.

Trata-se de um crescimento significativo – hoje, apenas 5 milhões estão matriculados. Desde 2002, o índice de crescimento nas matrículas é de 12% ao ano. Devemos esperar uma qualidade cada vez menor na medida em que as matrículas crescem? Será a ignorância tão perigosamente compulsória?

Eu considero que não. Precisamos, antes de tudo, de políticas públicas que viabilizem o crescimento do ensino superior sem perdas de qualidade. As avaliações, a regulação e a supervisão periódica, somadas a iniciativas de inserção como o ProUni, são avanços que precisam ser reconhecidos e mantidos. 

Resta, no entanto, incluir nessas políticas os quase 4 milhões de alunos matriculados nas instituições privadas do país. A formação de recursos humanos qualificados e a organização de pesquisa e produção de conhecimento não podem ser representadas exclusivamente pelas universidades públicas.

Da mesma forma, a atenção que o poder público dispensa ao setor privado não deve se restringir à fiscalização de seus meios de formação ou a ações censitárias.

As políticas públicas deveriam gerar uma atitude regulatória que estimulasse a inserção econômica e social das universidades

As atividades de regulação e de avaliação desenvolvidas pelo poder público deveriam considerar outras dimensões além dos indicadores de oferta dos cursos ou do aproveitamento dos alunos.

Seria reconfortante se elas estimulassem as instituições a rever seus conteúdos curriculares, a gestão do conhecimento, as estratégias formadoras, os perfis e as atividades docentes na produção do conhecimento, a aproximação e a relação das instituições de ensino com outras organizações econômicas, o desempenho profissional de seus egressos, entre outras ações estratégicas. As políticas públicas deveriam gerar uma atitude regulatória que estimulasse a inserção econômica e social das universidades.

Quantidade não é tudo

Um país como o Brasil, que desenvolve políticas de incentivo à indústria e à produção e já avança para programas de inovação tecnológica, não pode prescindir de espaços tão capazes de produzir conhecimento e recursos humanos qualificados. 

Como vimos, as instituições privadas de ensino superior englobam quase 4 milhões de matrículas. Trata-se, portanto, de um espaço a ser considerado nas políticas públicas. Seria ótimo se, em virtude do processo de expansão, o Estado desenvolvesse mecanismos de incentivo financeiro – por meio de agências e fundos governamentais, inclusive bancários – a projetos e programas institucionais privados e bem avaliados.

Como contrapartida, tais mecanismos poderiam exigir que as instituições atendessem a requisitos sociais e econômicos de interesse regional, por exemplo, ou os inserissem em seu processo formador.

Assim constituídas, como agentes de desenvolvimento, elas deixariam de ter foco exclusivo na necessidade de captar alunos. E passariam, também, a incorporar como ingrediente de sustentabilidade o interesse da sociedade por seus alunos e docentes e por sua produção de conhecimento e serviços.

A necessária expansão do ensino superior não precisa, assim, estar limitada apenas à quantidade de alunos. Deve, antes, levar em consideração as práticas capazes de garantir a qualidade e a atualidade dos currículos.

Dessa forma, a sustentabilidade das instituições seria revigorada. As novas matrículas passariam a ser geradoras de novas oportunidades institucionais – e não só de novas mensalidades.

O Brasil alcançou, em 2008, a 13a colocação no ranking mundial da produção científica – o que representa mais de 2% da produção mundial

Não se pode esquecer, porém, da importância das universidades públicas, que realizaram grandes feitos nos últimos dez anos. Com elas, o Brasil alcançou, em 2008, a 13a colocação no ranking mundial da produção científica – o que representa mais de 2% da produção mundial.

Há 30 anos, nem aparecíamos nesse ranking. Há dez anos, a produção científica da França era 22 vezes a do Brasil. Hoje, essa diferença caiu para duas vezes. Com efeito, o Brasil passou, também em 2008, a 11º colocado mundial em registros de patentes. 

O conhecimento produzido aqui é um indicador da crescente relevância econômica brasileira em termos de inovação e competitividade. Não podemos desperdiçar esse potencial.

*Luiz Roberto Liza Curi é sociólogo e diretor de educação superior e pesquisa do Sistema Educacional Brasileiro (SEB)

Artigo publicado no Portal Amanhã. Leia outras notícias ao clicar aqui.

Bom dia e bom trabalho!

Twitter poderá permitir publicação de imagens e vídeos

O Twitter está testando a possibilidade de permitir incorporar imagens e vídeos nas timelines dos usuários. Na segunda-feira (26), várias pessoas notaram um novo ícone, chamado de “Tweet Media” que apareceu na área “Settings” do site.

“Por padrão, você irá ver apenas imagens e vídeos compartilhados por pessoas que está seguindo, e revelar aqueles de pessoas que não está. Marque esta opção para ver mídia de todos no Twitter”, dizia uma mensagem abaixo da opção.

Fonte: Célio Yano, de EXAME.com

Editoras criam empresa de distribuição de livro digital

Uma joint-venture está sendo formada pelas editoras Sextante, Objetiva, Record, Rocco, L&PM e Planeta para a criação de uma distribuidora de livros digitais, que deve chegar ao mercado brasileiro em agosto. Juntas, as editoras investirão 1,5 milhão de reais na nova companhia, provisoriamente batizada de Distribuidora de Livro Digital.
A idéia das editoras é oferecer aos autores de seus catálogos a transformação de todo conteúdo das obras publicadas em formato impresso para digital. A nova companhia ficará responsável pela administração, controle e segurança de toda a obra digitalizada.
“Com a união, também podemos barganhar preços melhores com as grandes livrarias pontocom, como Apple, Amazon e Saraiva”, diz Tomas Pereira, um dos sócios da editora Sextante, em entrevista exclusiva ao site de EXAME.
De acordo com o executivo, a venda em grande quantidade de livros digitais para essas empresas, bem como a redução do custo na produção das obras, irá ajudar o formato a se popularizar no país. “Estimamos que os livros digitais chegarão às mãos dos leitores com preços até 30% menores”, afirma Pereira. “Uma oferta maior de obras e preço mais acessível deve ainda incentivar os brasileiros a comprar mais leitores digitais”.
O conselho da Distribuidora de Livro Digital ainda não está formado, mas deve ser composto por um integrante de cada editora participante. Por ser de um segmento completamente novo para os donos das editoras, a nova companhia deve ser presidida por um executivo neutro e com experiência na área de TI . “Ainda estamos alinhando a estratégia da companhia e, além das editoras já participantes, outras estão interessadas em entrar na parceria”, diz Pereira.

Fonte:  Tatiana Vaz, de EXAME.com

Informalidade em queda

Continua alto, no Brasil, o índice que mede a atividade econômica exercida fora do controle do governo a economia subterrânea, que não paga impostos e, assim, concorre deslealmente com aqueles que trabalham de acordo com as normas legais quando comparado com os índices dos países industrializados, embora nos últimos anos ele venha caindo de maneira contínua, ainda que lenta. 
Este é o quadro revelado pela mais recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada a pedido do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), sobre as atividades que não recolhem impostos no País.
Com nova metodologia de apuração baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio sobre o trabalho informal, isto é, sem registro em carteira, e em estimativas de valores de transações monetárias que não são relatadas ao governo, entre outras informações, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), órgão da FGV que desenvolveu o novo índice, acredita ter chegado a um resultado bem mais confiável sobre a economia subterrânea no Brasil. A estimativa é de que, no ano passado, o PIB da “economia subterrânea” alcançou 18,4% do PIB brasileiro, ou R$ 578 bilhões.
Esse valor é maior do que o PIB da Argentina. Considerando-se a carga tributária atual, pode-se estimar em R$ 200 bilhões os impostos que deixam de ser recolhidos anualmente. As empresas que pagam impostos são prejudicadas, pois as sonegadoras podem oferecer o mesmo produto a preços menores. Perde também o País, pois a informalidade gera um mau ambiente para negócios, o que inibe os investimentos.
A economia subterrânea é definida pela FGV como toda produção de bens e serviços não reportada ao governo para não pagar impostos e tributos em geral, encargos trabalhistas e outros custos. Ela inclui também as atividades francamente ilegais, como venda de produtos roubados, contrabando, venda de drogas, jogo, fraude e prostituição.
A aplicação da nova metodologia a dados de anos anteriores mostra um constante declínio da economia subterrânea. Em 2003, quando a FGV fez o primeiro levantamento desse tipo de atividade no Brasil, seu volume era de 21% do PIB. O índice atual é bem inferior ao de outros países em desenvolvimento, nos quais pode chegar a 40% do PIB.
Entre os principais fatores que levam à queda do índice da economia subterrânea, o responsável pelo estudo da FGV, professor Fernando de Holanda Barbosa Filho, aponta o crescimento e a modernização da economia formal. 
Com o crescimento da produção, cresce também a oferta de crédito e, para ter acesso a ele, as empresas e os trabalhadores precisam comprovar que têm condições de pagar as prestações, o que estimula a formalização. “O crescimento do PIB é um santo remédio”, observou o diretor do Ibre, Luiz Schymura.
A modernização da economia, por sua vez, melhora o ambiente para os negócios, reduz as exigências burocráticas para a legalização de um empreendimento, facilita o recolhimento de tributos e aumenta a eficiência dos órgãos de fiscalização e de combate à sonegação.
O diretor técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, lembra que os estímulos à formalização previstos na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e a criação da figura do empreendedor individual também ajudam a reduzir o volume da economia subterrânea. 
“Esses avanços normativos estão mudando a face da economia brasileira”, diz Santos. “Os estímulos são tantos que, dentro de alguns anos, só permanecerão na informalidade aqueles que trabalham por conta própria e auferem rendimentos esporádicos muito pequenos ou aqueles ligados às atividades ilegais, como a pirataria.”

Fonte: Opinião, O Estado de S.Paulo.

Inteligência Competitiva destaca: As mudanças do ensino privado

Duas vultosas operações marcaram o setor do ensino privado este mês. A primeira foi a aquisição do Grupo Anglo pela Abril Educação, numa acirrada disputa com a Editora Santillana, vinculada ao conglomerado espanhol Prisa, que edita o jornal El País, e com a Pearson Education Brasil, pertencente ao conglomerado britânico que edita o Financial Times e The Economist.

Realizada dez dias depois, a segunda operação foi a compra, pela Pearson Education, de parte do controle acionário do Sistema Educacional Brasileiro (SEB), controlador do COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name.

Os acionistas da SEB não queriam vender a empresa nem dividir o controle com sócios estrangeiros. Mas, depois da venda do Anglo para a Abril, com receio de não ter condições de manter a posição relativa num mercado cada vez mais disputado, eles mudaram de opinião.

“Vimos que era preciso um parceiro estratégico”, disse o controlador Chaim Zaher. O valor da primeira operação não foi anunciado, mas os especialistas estimam que ele tenha ficado entre R$ 450 milhões e R$ 600 milhões. A segunda operação, a maior já realizada no setor educacional brasileiro, foi de R$ 888 milhões.

Em 2009, outro grupo educacional nacional – o Kroton, dono da rede Pitágoras, que tem 43 mil alunos no ensino superior e 226 mil no ensino básico – já havia vendido 50% do controle acionário para o Advent, um fundo financeiro internacional.

Essas operações consolidam no campo da educação as mesmas transformações já ocorridas em outros setores da economia brasileira.

Com a integração dos mercados em escala mundial, vários grupos nacionais perderam escala e competitividade, o que os levou a ser vendidos a conglomerados estrangeiros.

A concentração econômica é uma das consequências desse processo. Outra é a internacionalização de setores econômicos inteiros, como aconteceu nas áreas de autopeças, eletrodomésticos e lojas de departamento.

Na área educacional, essas mudanças começaram em 2005, quando a Laureate Education – um conglomerado que atua em 15 países e fatura US$ 648 milhões por ano – comprou a Anhembi-Morumbi.

Dois anos depois, foram realizadas 25 aquisições – 14 delas negociadas por conglomerados que levantaram R$ 1,3 bilhão em oferta primária de ações na Bovespa.

A expansão do ensino superior brasileiro começou nas décadas de 1970, com a transformação de instituições isoladas em universidades particulares e confessionais. Elas passaram de 20, em 1985, para 85, em 2000.

A partir daí, com a expansão do ensino básico, essas universidades abriram novos campi e diversificaram suas atividades, criando cursos de educação continuada e investindo em produção de material pedagógico para todos os ciclos de ensino.

As universidades privadas hoje controlam 75% do ensino superior do País – e 5% delas detêm metade da oferta de matrículas.

A venda dos Grupos Anglo e SEB é o desdobramento do processo de concentração do setor educacional. Com a compra do Anglo, que tem 211 mil alunos em 484 escolas localizadas em 316 municípios, a Abril Educação passa a ser a segunda maior rede de ensino particular do País e espera faturar R$ 500 milhões em 2010.

E, com a aquisição de parte do controle acionário da SEB, a Pearson pretende passar dos atuais 450 mil alunos para mais de 1 milhão, em cinco anos.

Além disso, os dois conglomerados vão passar a disputar acirradamente o mercado de “sistemas de ensino”, que envolve produção de apostilas, manuais e livros didáticos e comunicação via internet para ensino a distância. Nesta área, restam apenas dois grandes grupos brasileiros, o Positivo e o Objetivo.

Fonte: Opinião, O Estado de S.Paulo.