Grandes metas para a administração

Em maio de 2008, um grupo de teóricos da administração e de altos executivos se reuniu para traçar uma pauta para a administração para os próximos cem anos.

A chamada “brigada de renegados”, liderada por Gary Hamel, incluía acadêmicos como C.K. Prahalad, Peter Senge e Jeffrey Pfeffer; teóricos da nova administração como James Surowiecki; e executivos visionários como John Mackey (Whole Foods), Terri Kelly (W.L.Gore) e Tim Brown (IDEO).

O que unia todos era a crença comum na importancia da administração e a sensação de que é urgente reinventá-la para uma nova era.

A primeira missão do grupo foi montar uma lista de desafios que focalizasse a energia de inovadores da gestão no mundo todo.

Em artigo para Harvard Business Review, fevereiro de 2009, Gary Hamel (fundador de um centro de pesquisa dedicado a inovação na gestão, o Management Lab) delineia 25 “grandes metas” – metas ambiciosas que todo gerente deveria buscar atingir para, no processo, criar a Administração 2.0.

O primeiro da lista é a necessidade de garantir que o trabalho da gestão sirva a um propósito maior que a mera maximização da riqueza do investidor.

Para tanto, será preciso não só reerguer as bases filosóficas da administração, mas também inserir a ideia de comunidade e cidadania nas organizações.

Outro grande desafio seria neutralizar os efeitos tóxicos da hierarquia. Outro, ainda, implica a busca de maneiras de despertar a criatividade e tirar proveito da “paixão” dos funcionários.

Nem todas essas metas são novas; muitas são voltadas a problemas de caráter endêmico em grandes organizações.

O propósito de destacá-las é inspirar novas soluções para problemas há muito fermentando e, com isso, tornar toda organização tão humana quanto aqueles que nela trabalham.
Fonte: Harvard Business Review, fevereiro 2009. Leia mais ao clicar aqui.

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II Encontro de Administração da Informação

O II Encontro de Administração da Informação – EnADI será realizado de 21 a 23 de junho de 2009, na cidade de Recife, Pernambuco, sob promoção da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração – ANPAD e de responsabilidade da Divisão Acadêmica de Administração da Informação – EnADI.

O objetivo geral do evento é auxiliar no desenvolvimento da área de estudos em administração da informação no Brasil, observando, preferencialmente, os Temas de Interesse destacados.

Como objetivos específicos, o evento pretende:
A) promover o encontro entre pesquisadores da área de sistemas de informação e de apoio à decisão no Brasil, a fim de fomentar debates sobre os temas relevantes e estabelecer potenciais agendas de pesquisa;
B) promover o desenvolvimento da área de sistemas de informação e de apoio à decisão no Brasil por meio do intercâmbio de informações sobre pesquisas que estão sendo realizadas nas instituições brasileiras e internacionais;
C) disseminar e assegurar a diversidade disciplinar e temática da área.

Datas Importantes

12/01/2009 – Abertura do endereço para receber as submissões
02/03/2009 – Data limite para submissão de trabalhos
16/04/2009 – Divulgação dos resultados
06/05/2009 – Data limite para inscrição de trabalhos selecionados
18/05/2009 – Divulgação da programação na Internet
21/06/2009 – Credenciamento e início do evento

Fonte: ANPAD. Para maiores informações, clique aqui.

Bom dia e bom trabalho.

Drucker dizia: prever não, criar o futuro sim

Uma agradável leitura é o livro “Uma aula com Drucker: as lições do maior mestre de administração”, de autoria de William A. Cohen, Campus, 2008.

Neste livro, William A. Cohen, aluno de Drucker, apresenta alguns desses ensinamentos. Cohen, não se limita ao que Drucker ensinou, também interpreta o significado das lições, explicando como ele usou e aplicou, e mostra ao leitor de que modo ele também pode se beneficiar com toda essa sabedoria.

Cohen foi o primeiro doutorando que se formou pelo primeiro programa de PhD executivo em Gestão do mundo. Autoridade em formulação e implementação de liderança e estratégia, faz palestras e seminários na Industrial College of the Armed Forces, Air War College, FBI Academy, entre outras corporações. Autor de outros livros como The New Art of the Leader.

Drucker

Peter Drucker foi o criador da Gestão como disciplina merecedora de estudos não só em empresas, mas em governos, em universidades e organizações de todas as espécies.

Ele não só mudou a gestão, também mudou o mundo. Lembra do primeiro discurso do Presidente Obama: se o mundo mudou, precisamos mudar com ele.

Os resultados de suas pesquisas, sua maneira singular de abordar as situações, seu dom de chegar ao âmago das questões, suas idéias e sua capacidade de expressar verdades que a maioria de nós não descobre de imediato, tudo isso foi extraordinário e sem precedentes.

Suas diretrizes e conceitos gerais, mesmo expressos como perguntas e insinuações, sempre suscitavam idéias e aplicações imaginosas e criativas que geravam resultados impensáveis, jamais factíveis se tivessem sido transmitidos da forma convencional.

Uma aula para estes tempos

Como Peter dizia com frequencia, você não pode prever o futuro, mas pode criá-lo. Pare de preocupar-se com seu ambiente no futuro. Ninguém pode prevê-lo.

Sobretudo, não se concentre no que você não pode fazer. Em vez disso, defina seus objetivos, determine os recursos necessários e analise a situação.

Então parta para a ação. A exemplo de outros que criaram o próprio futuro, também você será capaz.

Em seus comentários adicionais, Cohen acrescenta como faz a análise da situação. Ou seja, as quatro categorias, que as denomina de contextos: conjuntural, neutro, copetitivo e interno.

  1. Conjuntural, é o característico de cada situação específica, onde se incluem a demanda atual e tendencial para os produtos e serviços.
  2. Neutro, são grupos ou organizações capazes de ajudar ou atrapalhar seus planos. Fase de identificação de probabilidades.
  3. Competitivo, são as organizaões (empresas) que competem com a sua.
  4. Ambiente interno, diz respeito a situação dentro da organização e aos recursos disponíveis, abrangendo produtos, planos, experiência, know-how, fornecedores, situação financeira, inclusive níveis de capitalização e recursos humanos.

Após esta fase, faz-se necessário conhecer os clientes e assim identificar e segmentar os mercados-alvo.

Conclusão: após completar sua análise, você estará em condições de identificar os problemas, oportunidades e ameaças. Ou seja, urge cada vez mais, a empresa saber quais são as ameaças e oportunidades que o mercado oferece.

Boa leitura. Aliás muito oportuna para profissionais, professores e estudantes que estão ouvindo de 9 entre 10 pessoas a palavra “crise”.

Mercado publicitário cresce

São Paulo, 27 de Fevereiro de 2009 – A crise financeira internacional só chegou para valer no terceiro trimestre do ano passado, mas tudo indica que o mercado publicitário tenha sentido os efeitos ainda em 2008 – apesar de muitas agências de publicidade terem dito que o ano passado foi um dos melhores da história.

Segundo dados do Ibope Monitor, o investimento destinado à compra de espaço na mídia, em 2008, totalizou R$ 58,1 bilhões – valor 12,09% maior que o registrado em 2007. O índice, no entanto, é inferior ao verificado em 2007, quando o setor cresceu 30,2%.

A televisão continua na liderança do ranking, com 51% do total: R$ 29,8 bilhões, ganho de um ponto percentual em relação a 2007. Por sua vez, os jornais – segundo meio a receber mais investimentos em mídia – perderam participação: caíram de 29% do mercado para 26%, totalizando R$ 14,9 bilhões.

Destaque

O estudo do Ibope mostrou também que a mídia que mais cresceu no ano passado foi o rádio (22%), que somou R$ 2,55 bilhões. O levantamento, no entanto, não apurou os números referentes à internet. Por outro lado, a aplicação em outdoor caiu significativamente: quase 40%, totalizando R$ 55,2 milhões.

A pesquisa também mostrou que o varejo continua a ser o setor que mais destina verbas à mídia: R$ 15,59 bilhões (27% do mercado e incremento de 13,2% em relação a 2007).

O maior anunciante do País permanece sendo as Casas Bahia, com investimento bruto de R$ 3 bilhões – 11,2% a mais que o valor investido no ano anterior.

Unilever segue em segundo lugar, enquanto a Ambev e a Caixa trocaram de posição em relação a 2007. Em 2008, a fabricante de bebidas passou a ocupar a terceira posição, colocando a instituição financeira em quarto.

Na 5ª colocação está a Fiat – em 2007 havia ficado em 6°.

No ranking da agências, a Y&R, que detém a conta das Casas Bahia, se mantém na liderança, com R$ 4,58 bilhões em investimento em mídia, valor 12,25% maior que o registrado em 2007.

Não houve alteração na colocação em relação ao ano anterior também para JWT, Almap BBDO, DM9DDB e MCCann Erickson, que estão entre as cinco maiores.

A pesquisa contempla investimentos brutos sem descontos e planos de incentivo entre veículos e agências de publicidade.

Fonte: (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 8, Neila Baldi.

Bom dia e bom trabalho.

My address to Congress

Alfredo —

Last night, I addressed a joint session of Congress for the first time.

To confront the serious economic challenges our nation faces, I called for a new era of responsibility and cooperation. We need to look beyond short term political calculations and make vital investments in health care, energy, and education that will make America stronger and more prosperous well into the future.

Watch a few highlights from my address and share it with your friends now:

Watch the video


A little more than a month into my administration, we’ve already taken bold steps to address our urgent economic problems.

Through the Recovery Act, the Stability Plan, and the Housing Plan, we’re taking the immediate necessary measures to halt our economic downturn and provide much-needed assistance to working people and their families.

But to set our country on a new course of stability and prosperity, we must reject the old ways of doing business in Washington. We can no longer tolerate fiscal deficits and runaway spending while deferring the consequences to future generations.

That’s why I pledged last night to cut our deficit in half by the end of my term. Achieving that goal will require making sacrifices and hard decisions, as well as an honest budgeting process that is straight with taxpayers about where their dollars are going.

Watch some key moments from my address now:

http://my.barackobama.com/presidentialaddress

Central to this plan will be a renewed commitment to honesty and transparency in government. Restoring our country’s economic health will only happen when ordinary citizens are given the opportunity to hold their representatives fully accountable for the decisions they make.

I look forward to continuing to work with you as we bring about the change you made possible.

Thank you,

President Barack Obama

Banco Panamericano lucra R$ 236 MI em 2008

São Paulo, 20 de fevereiro – O Banco PanAmericano, instituição financeira do Grupo Silvio Santos, divulga o balanço de suas operações em 2008. De janeiro a dezembro, o Banco lucrou R$ 236 milhões, 17,4% a mais do que no mesmo período de 2007. Em dezembro, o Patrimônio Líquido (PL) atingiu R$ 1,45 bilhão (um crescimento de 11,4% em relação a dezembro de 2007), o que representa um retorno anualizado sobre o PL de 17,4%. A carteira de crédito total  (incluindo as empresas coligadas e considerando as cessões de crédito) chegou a R$ 8,9 bilhões, expansão de 25,2% em relação ao mesmo período anterior. Os segmentos que mais cresceram foram os de leasing (107%), empréstimos consignados (78%) e crédito ao consumidor (18,2%).

 

A evolução da carteira de crédito ao longo de 2008 pode ser dividida em dois momentos. Até setembro, com o aquecimento do mercado, o Panamericano obteve consecutivos recordes de produção, que atingiu a média mensal de R$ 793 milhões (R$ 567 no primeiro semestre de 2007). Entretanto, no último trimestre, com o agravamento do cenário externo, ocorreu uma menor liquidez dos agentes financeiros e uma retração do consumo de crédito, afetando diretamente a produção do Banco.

 

Para se adaptar a esse cenário, o PanAmericano adotou uma série de medidas. A Administração norteou-se pelo controle de custos e priorização da liquidez, o que resultou em readequação do mix de produtos, terceirização de lojas e redução do quadro de colaboradores. Espera-se um maior ganho de produtividade, visto que a capacidade de originação de operações de créditos não foi comprometida, mas racionalizada com a manutenção de sua abrangência geográfica. A política de concessão de crédito foi revisada e adaptada para trabalhar com um potencial aumento da inadimplência.

 

O Banco PanAmericano registrou ainda em 2008 dois fatos importantes: a criação do Comitê de Auditoria (formado por um Conselheiro Independente e mais dois membros externos) que começou a operar em outubro; e o Plano de Recompra de Ações de emissão própria, para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do Capital Social. A quantidade de ações a serem adquiridas é de até 7.004.260 ações preferenciais, equivalentes a 10% do total de ações da Companhia em circulação. Em 31 de dezembro de 2008, o Banco possuía em tesouraria 6.936.010 ações preferenciais, adquiridas no mercado pelo montante de R$ 24 milhões.

Fonte: Cia da Informação

Bom dia e bom trabalho.

Setor de marcas próprias se beneficia com a crise e deve crescer 15% em 2009

A marca própria consolidou-se como uma ótima alternativa de economia para o consumidor, principalmente agora em tempos de crise.

De acordo com a presidente da Abmapro – Associação Brasileira de Marcas Próprias, Neide Montesano, “a marca própria é uma opção que contribui para que o poder aquisitivo do consumidor não seja tão afetado, pois os produtos mantêm a qualidade esperada com um diferencial de preço de até 20%”.

Neide explica ainda que, com a mudança de cenário, há uma tendência ainda maior de o consumidor experimentar itens com a marca do varejista e do atacadista e comprovar a relação custo-benefício. “Portanto o setor de marcas próprias deve se beneficiar com a crise. Este ano, estimamos um crescimento de 15%”, afirma.

O último estudo realizado entre agosto de 2007 e julho de 2008, pela Nielsen, mostra que o número de itens de marca própria cresceu 31%, alcançando um total de mais 45 mil produtos disponíveis em 25% das 644 empresas participantes da pesquisa.

Além disso, os itens de marca própria estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros, alcançando quase metade das residências do País (48,9%), o que equivale a aproximadamente 18 milhões de domicílios.

E, de fato, a Abmapro comprova a importância do setor. Com pouco mais de um ano de fundação, a entidade já reúne 60 associados, entre eles, os líderes dos varejos supermercadista e atacadista, Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart e Makro. Juntos faturam mais de R$ 45 bilhões por ano e são responsáveis por mais de cem mil empregos diretos.

Congresso de Marcas Próprias

Com esse cenário, a associação prepara diversas novidades para 2009. Entre elas, está uma série de cursos sobre conceitos e estratégias de marca própria.

Já no segundo semestre, a Abmapro vai realizar o 1º Congresso Nacional de Marcas Próprias e lançar um anuário sobre o setor. “O nosso grande desafio para o ano é comunicar a marca própria para o consumidor final e identificar as oportunidades que podem surgir com a crise”, completa Neide. A expectativa é crescer 40% em números de associados até o fim do ano.

Fonte: Abmapro

A Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, fundada em 2006, reúne dezenas de empresas, de diferentes segmentos de mercado e formatos de negócios, de prestadoras de serviços e indústrias, inclusive as de terceirização, a canais de vendas, desde o varejo até atacadistas e distribuidores.

A missão da associação é informar e orientar os empresários, bem como os consumidores brasileiros e a comunidade acadêmica, sobre as vantagens do fenômeno “private label”, cujos produtos e serviços conquistam cada vez mais participação nas vendas do mercado varejista.

Bom dia e bom trabalho.