Sardenberg é nomeado para mais um mandato como presidente da Anatel

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o embaixador Ronaldo Mota Sardenberg como presidente do Conselho Diretor da Anatel até 5 de novembro de 2010. Sardenberg tomou posse como presidente em 2 de julho de 2007, com mandato de um ano.

O Decreto de 27 de junho de 2008 que estendeu o mandato do embaixador foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. 

Ronaldo Mota Sardenberg nasceu em 8 de outubro de 1940, em Itu (SP), e formou-se pela Faculdade Nacional de Direito – Universidade do Brasil (RJ), em 1963. Foi aprovado em concurso pelo Instituto Rio Branco (IRBr), em janeiro de 1964, e promovido por merecimento ao longo da Carreira Diplomática.

Promovido a Ministro de Primeira Classe em 1983, atuou como Embaixador do Brasil em Moscou e em Madri, de 1985 a 1990. Foi Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas (ONU), em Nova York, de 1990 a 1994 e de 2003 a 30 de junho de 2007. Chefiou, nos biênios 1993-94 e 2004-05, a Delegação brasileira ao Conselho de Segurança da ONU, órgão que presidiu em outubro de 1993 e em março de 2004. 

No Brasil, de 1995 a 1998, Sardenberg exerceu a função de Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, responsável pelas políticas nuclear e espacial, e pelos temas do Projeto Sipam/Sivam, da pesquisa sobre segurança das comunicações, de preparação de estudos estratégicos e cenários no longo prazo para o País (Projeto Brasil 2020), do Programa Calha Norte (PCN), entre outros. No primeiro semestre de 1999, exerceu o cargo de Ministro de Estado Extraordinário de Projetos Especiais.

Como Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, de julho de 1999 a 2002, couberam-lhe a organização e a presidência da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; lançamento e institucionalização dos Fundos Setoriais de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; criação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), da Rede Nacional do Projeto Genoma Brasileiro, dos Programas Nacionais da Sociedade da Informação, Tecnologia Industrial Básica, e dos Serviços Tecnológicos para a Inovação e Competitividade, Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social e Clima e Meteorologia. Também foram de sua responsabilidade a estruturação da cooperação internacional do MCT e as políticas nuclear e espacial e a presidência da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. 

Fonte: Imprensa/Anatel

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No 1º trimestre do ano, abate de bovinos registra primeira queda desde 97

Segundo a Estatística da Produção Pecuária do IBGE, no mesmo período, crescem o abate de frangos e a produção de leite.

No 1º trimestre de 2008 foi registrado o abate de 7,155 mil cabeças de bovinos, indicando queda de 10,1% com relação ao mesmo período de 2007 e de 3,1% com relação ao 4º trimestre daquele ano, refletindo a baixa disponibilidade de boi gordo para os frigoríficos.

Entre os meses do trimestre atual, o mês de março apresentou a maior queda no número de animais abatidos (-17,6%) em relação ao ano anterior.

Esta queda no volume de animais abatidos interrompe uma tendência de crescimento do abate bovino no 1º trimestre observada desde o início da pesquisa em 1997 (Gráfico 1).

Desde o ano passado o volume de animais abatidos diminuiu a cada trimestre, acompanhando a escassez de oferta de boi gordo, cujos preços vêm subindo desde então1.

No 1º trimestre de 2008, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, os estados de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul, que juntos representaram 38,8% do total de animais abatidos, registraram também as maiores reduções no volume de abate, em valores absolutos, totalizando menos 567,5 mil animais abatidos.

Nesse mesmo período, o Rio Grande do Sul apresentou a maior redução relativa (-22,7%). Ainda nessa comparação, a região Nordeste foi a única a registrar aumento no abate (5,3%), influenciado pelo resultado da Bahia (7,3%), maior produtor de carne bovina nordestina.

Em relação ao 4º trimestre de 2007, todas as categorias apresentaram quedas no número de animais abatido, à exceção de vacas, que aumentou 24,4%, e novilhas com 26,7%2 .

Frangos

No 1º trimestre de 2008, o abate de 1,184 bilhões de unidades de frango representou aumento de 12,2%, com relação ao 1º trimestre de 2007, e um crescimento de 3,2% com relação ao 4º trimestre do ano passado. O aumento foi verificado principalmente nos meses de janeiro (14,9%) e fevereiro (19,8%). Em março o volume abatido cresceu 3,2%, em relação a março de 2007, reduzindo a taxa média do trimestre3.

Suínos

No 1º trimestre de 2008 foram abatidas 6,824 milhões de unidades de suínos, representando aumento de 2,7%, com relação ao mesmo período de 2007, e queda de 2,0% com relação ao 4º trimestre do ano passado. No mês de março foi registrado o menor desempenho do trimestre comparado ao mesmo período do ano passado.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, os estados da Bahia e São Paulo apresentaram quedas significativas no abate de suínos (-26,2% e –13,4%, respectivamente), enquanto Goiás e Minas Gerais registraram incrementos de 27,2% e 10,5%4.

Aquisição de Leite

No 1º trimestre de 2008 foram adquiridos 4,893 bilhões de litros de leite pelas indústrias sob inspeção sanitária federal, estadual ou municipal. Tal volume indica um aumento de captação de 9,2%, com relação ao 1º trimestre de 2007, e queda de 1,1% com relação ao 4º trimestre do ano passado.

O volume de leite industrializado foi de 4,880 bilhões de litros, que representa um aumento de 9,3%, em relação ao 1º trimestre de 2007, e queda de 0,9% frente ao 4º trimestre de 2007.

Os preços reais ao produtor estiveram favoráveis durante o ano de 2007 frente a 2006, estimulando a produção de leite, segundo pesquisa feita pelo Cepea5.

Aquisição de Couro

No 1º trimestre de 2008 foram adquiridas/recebidas de terceiros pelos curtumes 9,694 milhões de peças inteiras de couro bovino cru, e foram registradas quedas de 10,6% e 0,3%, respectivamente, ao 1º e ao 4º trimestres ambos do ano de 2007.

Esta quantidade de couro é 35% superior ao de bovinos abatidos no período, sendo a diferença causada pelos abates não contabilizados pela pesquisa cujas peças de couro são enviadas aos curtumes para serviços de curtimento a terceiros.

De fato, as 2,249 milhões de peças recebidas de terceiros para curtimento representaram 23% total de couro adquirido/recebido, e quando consideramos apenas a quantidade de peças adquiridas diretamente pelos curtumes (7,446 milhões), os valores são muito próximos do abate bovino (7,155 milhões, uma diferença de 4% a mais).

Quanto ao couro efetivamente curtido houve registro de 9,770 milhões de unidades, indicando queda de 10,4%, com relação ao mesmo período de 2007, e aumento de 0,8% com relação ao 4º trimestre do ano passado. Esta quantidade de couro curtido, superior à adquirida e recebida, é resultante do uso de estoques anteriores.

Produção de Ovos de Galinha

No 1º trimestre de 2008 foram produzidas 570,5 mil dúzias de ovos de galinha pelas unidades produtoras com efetivos acima de 10.000 galinhas poedeiras, seja de ovos para incubação e produção de matrizes ou ovos para consumo.

Ao comparar o volume de produção no 1º trimestre de 2008 com o obtido no mesmo período de 2007 verificou-se aumento de produção de 8,2%. Já com relação ao 4º trimestre de 2007, houve aumento de 2,6% da produção. Estes aumentos estão relacionados em parte com o aumento da produção de frangos de corte, cujo abate tem crescido continuamente nos últimos trimestres.

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para maiores informações, clique aqui.

Notas:

1 A falta de animais para abate manteve os preços elevados durante todo o trimestre, chegando o indicador ESALQ/BM&F a R$ 76,19 em março, segundo o Cepea (http://cepea.esalq.usp.br/).

2 No mercado de comercialização externa de carne bovina observou-se redução do volume exportado de 27,6% no 1º trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007. Por sua vez, o faturamento aumentou 5,2%, que compensa a queda no volume comercializado. O preço médio da tonelada de carne bovina foi de US$3.528 no período contra US$2.426 em 2007(Secex)..

3 No mercado externo houve aumento de 12,6% na comercialização externa de frangos no 1º trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007. Nessa mesma comparação, o faturamento cresceu 47,1%. O preço médio da tonelada de frango no 1º trimestre de 2008 foi de US$1.233 contra US$1.192 no mesmo período de 2007 (Secex).

4No mercado externo houve a redução do volume de comercialização de suínos no 1º trimestre de 2008 em relação ao mesmo período de 2007 (-6,9%). O faturamento, por sua vez, teve aumento de 16,4%, refletindo a elevação no preço médio da tonelada do produto, que passou de US$1.940 para US$2.466 nos períodos em comparação (Secex).

5 No mercado externo houve aumento do volume de leite in natura comercializado de 10,8% no 1º trimestre de 2008 comparativamente ao mesmo período do ano anterior. Quanto ao faturamento, o aumento foi de 49,6%. Com isto, o preço médio da tonelada de leite foi no trimestre de US$1.733 contra US$1.283 no ano anterior, aumento de 35,1%. Quanto ao leite em pó, que representa um volume maior de negociação se comparado ao leite in natura, houve o aumento de 25,6% em volume e de 140,3% em faturamento (Secex). O leite em pó é o principal produto da balança de produtos lácteos brasileira, seguido pelo leite condensado.

Bom dia e bom trabalho.

0,5% das empresas concentram 60% da produção da indústria

Em 2006, as 764 maiores empresas industriais (com 1.000 ou mais pessoas ocupadas) representavam 0,5% do universo de 155.057 em atividade e concentravam 60% do valor da transformação industrial – R$ 333,3 bilhões de R$ 555,0 bilhões.

As informações da Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa mostram que essa concentração aumentou entre 1996 e 2006, período em que as maiores empresas cresceram em importância na estrutura produtiva industrial. Pelos resultados da Pesquisa Industrial Anual – Produto, observa-se que 56,8% das vendas de produtos das empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas eram gerados por aquelas que tinham 1.000 ou mais empregados em 2006.

As empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas no país empregavam cerca de 6,8 milhões de pessoas, auferiram receita líquida de vendas da ordem de R$ 1,3 trilhão e registraram, entre salários e retiradas, um total de R$ 118 bilhões, pagando salário médio mensal de R$ 1.343. Em média, cada empresa industrial ocupava 44 pessoas e obteve receita de R$ 9 milhões.

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para ler mais, clique aqui.

Bom dia e bom trabalho.

Coca-Cola FEMSA adquire a Refrigerantes Minas Gerais

A Coca-Cola FEMSA, S.A.B. de C.V. (“Coca-Cola FEMSA) subsidiária da Fomento Econômico Mexicano, S.A.B. de C.V., maior engarrafadora de Coca-Cola da América Latina e a segunda maior engarrafadora de Coca-Cola no mundo, anunciou ontem que finalizou com sucesso a operação com a The Coca-Cola Company para aquisição de sua franquia Refrigerantes Minas Gerais Ltda – REMIL.

Com a aprovação pelo conselho de administração de ambas as empresas, e sujeito às condições das autoridades no Brasil. O montante total da operação foi de US$ 364.1 milhões. A aquisição reforça a estratégia de crescimento da Coca-Cola FEMSA em uma das mais dinâmicas regiões econômicas do mundo.

“Esta operação expandirá em mais de um terço nossa atuação no Brasil e aumentará, substancialmente, o número de clientes e consumidores que nós atendemos por meio do mais completo e equilibrado portfólio de bebidas de alta qualidade”, afirmou Carlos Salazar, CEO da Coca-Cola FEMSA.

Fundada em 1948, em Belo Horizonte, a Refrigerantes Minas Gerais comercializou 114 milhões de unidades de bebidas em 2007. A franquia abastece cidades como Belo Horizonte, Contagem, Curvelo, Divinópolis, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Lavras, Leopoldina, Mariana, Montes Claros, Janaúba e Petrópolis. Em 2007, a receita líquida da companhia foi de aproximadamente R$ 721 milhões.

A Remil atende cerca de 15 milhões de consumidores, incluindo Belo Horizonte, a terceira maior cidade do Brasil. Com a aquisição, a Coca-Cola FEMSA será responsável por 30% do sistema de engarrafamento de produtos Coca-Cola no Brasil, terá aproximadamente 9.200 empregados, 4 unidades de produção e atenderá mais de 41 milhões de consumidores.

Sobre a Coca-Cola FEMSA Brasil

Maior engarrafador Coca-Cola na América Latina e Brasil, a Coca-Cola FEMSA opera em São Paulo, Campinas, Santos, Litoral Paulista e Mato Grosso do Sul, emprega mais de seis mil funcionários e atende cerca de 26 milhões de consumidores no país. Com sede no México, a empresa atua ainda na Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua e Guatemala.

Fonte: S2 Comunicação

Bom dia e bom trabalho.

Consultoria em Inteligência Competitiva 5: “ver o futuro”

A primeira parte de um trabalho em Inteligência Competitiva é a avaliação de necessidades da empresa e de seus principais executivos.

Conhecer a cultura organizacional, o estilo de liderança e acima de tudo identificar a forma correta de ajudar a “ambos”, traduz-se em um dos grandes sucessos deste processo.

Este processo vem sendo praticado há muito tempo. Um bom exemplo para hoje, é uma pensadora que esteve muito a frente de seu tempo.

Mary Parker Follett, a pensadora de gestão mais visionária do século XX, segundo Gary Hamel, nascida em Quincy, Massachusetts, em 1868, teve sua vida marcada pela Guerra Civil Americana e pela Grande Depressão.

Follett foi contemporânea de Frederick Winslow Taylor, mas suas idéias sobre gestão eram decididamente da era pós-industrial.

Vejamos algumas das afirmações que ela fez em Creative Experience, livro lançado em 1924:

  • A liderança não se define pelo exercício do poder, mas pela capacidade de aumentar a sensação de poder entre os que são liderados. O trabalho mais essencial do líder é criar mais líderes.
  • A tomada de decisão antagônica, por imposição, é debilitante para todos os interessados. Problemas controversos são mais bem resolvidos não pela imposição de um único ponto de vista em detrimento de todos os outros, mas esforçando-se para encontrar uma solução mais elevada, que integre as diversas perspectivas de todos os elementos pertinentes.
  • Uma grande empresa é uma coleção de comunidades locais. O crescimento individual e institucional é maximizado quando essas comunidades são autogerenciadas em grau máximo.

Hamel, acrescenta que liderança servidora, o poder da diversidade, equipes autogerenciáveis, foram as descobertas argutas de Follett sobre a natureza da liderança, saídas não de uma pesquisa das práticas de gestão da virada do século, mas do resultado de sua experiência na organização de centros comunitários no bairro de Roxbury, em Boston.

Munida de pouca autoridade formal, e diante do desafio de combinar os interesses de vários elementos rebeldes, Follett desenvolveu uma teoria de gestão que divergia, de forma incisiva, da sabedoria predominante na época.

Embora não tenha ocupado nenhum cargo em uma empresa, hoje, Follett é considerada uma das maiores profetas de gestão.

Sua experiência encerra uma importante lição para os inovadores gerenciais contemporâneos: se você estiver no meio da cultura predominante, provavelmente não verá o futuro.

Fonte: Hamel, Gary e Breen, Bill. O futuro da Administração. Rio de Janeiro: Campus, 2007.

Comércio Eletrônico cresceu 40% na Região da América Latina e Caribe em 2007

Um estudo elaborado pela AmericaEconomia Intelligence e apresentado pela Visa América Latina e Caribe revela que o comércio eletrônico da Região cresceu 40% em 2007, alcançando US$10,9 bilhões.

Deste total, o Brasil alcançou US$ 4,89 bilhões. Este aumento se deve também ao constante crescimento econômico dos países da região, avanços de tecnologia e mudanças de comportamento dos consumidores.

O estudo, que engloba 17 países, concluiu, ainda, que os cartões de crédito desempenharam um papel importante para a expansão deste segmento; mais de 70% dos consumidores pesquisados preferem esta forma de pagamento para as compras on-line.

“Benefícios como conveniência e segurança, oferecidos pelos produtos Visa, são altamente valorizados pelos consumidores e têm sido fundamentais para o crescimento do comércio eletrônico”,
disse José Maria Ayuso, vice-presidente de produtos da Visa América Latina e Caribe. “Ajudamos a transformar a vida de milhões de pessoas, estimulamos a inovação do mercado e contribuímos para o crescimento das economias locais”.

O comércio eletrônico cresceu 121% durante os últimos anos. Os países que lideram esse crescimento incluem Venezuela, que cresceu a uma taxa de 224%, seguido pelo Chile com 183%, México com 143%, e o Brasil aparece na quarta colocação, com 116%.

No que diz respeito a transações, o Brasil é o maior e mais robusto mercado de comércio eletrônico da Região, acumulando 45% do total de transações da América latina em 2007. Essa liderança é fruto do aumento da renda per capita do brasileiro, forte infra-estrutura e aumento da bancarização, e também se dá graças a um aumento de alianças entre varejistas, provedores de tecnologia, bancos e órgãos governamentais.

No entanto, apesar deste expressivo crescimento, esse canal ainda não alcançou a maturidade na América Latina e Caribe, já que representa somente 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB) da Região.

Em mercados maduros, como é o caso dos Estados Unidos, o comércio eletrônico constitui 0,98% do PIB do País. O estudo ressalta que essa tendência positiva do comercio eletrônico também pode contribuir para que pequenas e médias empresas tenham acesso a mais clientes, se beneficiando de um canal eficiente e que vem se transformando na rotina de muitos consumidores.

Fatores de crescimento econômico, social e tecnológico

O crescimento do volume de gasto na Internet é determinado por fatores econômicos, sociais e tecnológicos. O poder de compra gerado por um crescimento sustentado da economia na América Latina tem sido fundamental para que os consumidores e companhias tenham a possibilidade de fazer transações e realizar negócios no mundo virtual.

O comércio eletrônico permite que os consumidores comprem produtos internacionais que inicialmente estão fora do alcance, assim como também contribui para que os negócios da Região se expandam para outras economias.

O estudo constatou que mais de um terço das transações on-line são compras realizadas por consumidores fora de seu país de origem; e que nos países que o comércio eletrônico se encontra menos desenvolvido, a porcentagem de transações internacionais pode chegar a ser tão alta quanto 90%.

Nesse ponto de vista social, os mais jovens lideram os gastos realizados no comércio eletrônico, por se tratar de um público que se sente confortável na utilização de novas tecnologias.
O crescimento acelerado da Internet e da banda larga também têm contribuído para o crescimento desse canal de vendas. A tecnologia também é responsável por um incremento de 48% da penetração na Internet, assim como mais de 100% de aumento no acesso a banda larga durante os últimos anos.

Tudo isso resultou em conexões mais rápidas que permitem que as compras on-line sejam mais convenientes e mais ágeis.

Os dados da primeira parte desse estudo estão embasados na pesquisa realizada pela AmericaEconomia Intelligence entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2008 em 17 países da América Latina e Caribe. Conta com informações qualitativas e quantitativas de fontes locais e organizações internacionais como a Associação Mexicana de Comércio Eletrônico do México (AMIPCI), Câmara e-net, Cavecom, CCS, FMI, ITU, World Internet Statistics e UNCTA. E as informações adicionais foram coletadas por meio de um pesquisa realizada entre os leitores da AmericaEconomia e entrevistas de profundidade com comércios líderes em suas categorias. Para obter mais detalhes sobre esta primeira parte do estudo, clique aqui..

Sobre a Visa Inc.:
A Visa Inc. opera a maior rede de pagamentos eletrônicos do mundo, oferecendo serviços de processamento e plataformas de produtos de pagamento. Isto inclui pagamentos em crédito, débito e pré-pago, assim como produtos comerciais que são oferecidos com as marcas Visa, Visa Electron, Interlink e PLUS. A Visa conta com aceitação insuperável em todo o mundo e a Visa/PLUS é uma das maiores redes de caixas automáticos do mundo, oferecendo acesso ao dinheiro em moeda local em mais de 170 países. Para mais informações, clique aqui..
Fonte: Estratégia
Bom dia e bom trabalho.

Pessoas inspiradoras

AP Photo/Rooswelt Pinheiro, Agencia Brasil

Para o professor e cientista político Anthony Hall, da London School of Economics (LSE, Escola de Economia de Londres), a contribuição da ex-primeira dama e antropóloga Ruth Cardoso, ajudou a mudar os rumos da política social no Brasil.

” Ela foi uma peça fundamental na idéia de unir os vários programas sociais e de transferência de renda dos anos 90 em um único programa”, disse Hall em entrevista à BBC Brasil.

O acadêmico explica que vários programas locais de combate à pobreza se espalharam pelo país na década de 90, especialmente no nível municipal, em cidades como Campinas, Belo Horizonte, Blumenau, Vitória e outras localidades.

Ele acredita que essas iniciativas teriam culminado com a criação do Bolsa Escola, em Brasília e, mais tarde, na adoção do Bolsa Família como um programa nacional do governo brasileiro.

Segundo ele, Ruth Cardoso teria sido quem impulsionou a unificação dos programas de transferência de renda e de combate à fome no país e teria sido ela quem persuadiu o então presidente Fernando Henrique a adotar esse sistema unificado em nível nacional.

“Muitas pessoas acreditam que ela foi de fato a primeira pessoa que pensou na idéia do Bolsa Família, apesar de o programa não ter esse nome na época. Mas essa idéia de unificar os programas, criar uma economia mais equilibrada e eficiente, foi exatamente o que Lula fez quando assumiu o governo em 2003”, disse.

Para Hall, por essas razões é possível afirmar que Ruth Cardoso foi uma das pessoas mais influentes para a mudança de direção nas políticas sociais do Brasil a partir da década de 90.

Ruth Cardoso era doutora em antropologia pela USP, fez pós-doutorado na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos e foi professora em faculdades americanas e inglesas.

Fonte: Leia matéria completa da BBC Brasil, clique aqui.

Foto: AP Photo/Rooswelt Pinheiro, Agência Brasil