Inteligência Competitiva e as tendências para os negócios

Estudos, pesquisa e idéias estão sendo cada vez mais apresentadas sobre o que pode mudar os negócios ou as empresas no futuro, que na verdade, já é hoje.

Dois autores, Tapscott e Williams, revelam o próximo passo: a arte e a ciência da colaboração em massa.

Segundo, Eric Schmidt, CEO do Google, graças à internet, multidões de pessoas podem inovar para produzir conteúdo, bens e serviços.

Para entender as oportunidades que isso representa para as empresas, recomenda a leitura de Wikinomics.

Tapscott e Williams comentam que a nova colaboração em massa está mudando a maneira como as empresas e as sociedades utilizam o conhecimento e a capacidade de inovar para criar valor.

Isso afeta praticamente todos os setores da sociedade e todos os aspectos da gestão.

Um novo tipo de empresa está surgindo – uma empresa que abre as suas portas para o mundo, inova em conjunto com todos (sobretudo os clientes), compartilha recursos que antes eram guardados a sete chaves, utiliza o poder da colaboração em massa e se comporta não como uma multinacional, mas como algo novo: uma firma verdadeiramente global.

Essas empresas estão liderando importantes mudanças em seus ramos e reescrevendo muitas regras da concorrência.

Qual a sua opinião sobre a sua empresa compartilhar recursos e a colaboração em massa?

Boa reflexão e bom final de semana.

Para conhecer melhor estas idéias, Wikinomics já está disponível em português, edição Nova Fronteira, 2007.

Inteligência Competitiva na Era Wiki

A colaboração tradicional – em salas de reuniões, teleconferências e centros de convenções – vem sendo sistematicamente superada por colaborações em escala astronômica.

Atualmente, enciclopédias, sistemas operacionais, fundos mútuos e até aviões são produzidos por equipes formadas por milhares ou mesmo milhões de pessoas.

Enquanto alguns executivos temem o crescimento exponencial dessas enormes comunidades online, um novo livro, “Wikinomics”, prova que tal medo é pura insensatez.

Empresas inteligentes podem explorar competência e genialidade do coletivo para estimular inovação, crescimento e sucesso.

Baseado em um projeto de pesquisa de 9 milhões de dólares liderado por Don Tapscott, Wikinomics, mostra que multidões de pessoas podem participar da economia como nunca aconteceu antes.

Através da colaboração em massa, os indivíduos agora criam uma ampla gama de bens e serviços gratuitos e de código aberto que qualquer um pode utilizar ou modificar.

Assim, produzem novos programas de TV, seqüenciam o genoma humano, remixam suas músicas favoritas, elaboram softwares, descobrem curas para doenças, editam textos, inventam novos cosméticos e até constroem motocicletas.

Fonte: Tapscott, Don e Williams, Anthony D. Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

Inteligência Competitiva e o olho de lince

Professor Ram Charan comenta em What the CEO Wants you to Know que toda empresa precisa da pessoa certa no lugar certo.

Como se manter à frente dos movimentos da concorrência e do mercado, é a resposta que Inteligência Competitiva procura responder em toda empresa.

Mas, qual o perfil profissional, ou quais as competências e habilidades de um profissional de Inteligência Competitiva?

Diante de extensas listas de requisitos exigidos para candidatos a profissional de IC, um exemplo chama a atenção.

Professor Charan, comenta que Sam Walton definiu o bom senso como o seu mais importante fator de avaliação para contratar no Wal-Mart.

Ele cuidadosamente selecionava as pessoas que julgava terem bom senso, as desenvolvia e treinava.

Os empregados eram ensinados a ter um olho de lince sobre as vendas, os preços, estoques e clientes. Eles também tinham uma autonomia considerável para tomar decisões e agir.

Depois de bom senso, seu olhar de lince está voltado para que atividades?

Fonte: Charan, Ram. Afinal, o que realmente funciona?: O que o presidente da sua empresa quer que você saiba para fazer a diferença. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Inteligência Competitiva e o Presidente

Uma questão que ronda a cabeça de qualquer profissional de Inteligência Competitiva é sobre a efetividade e aceitação de seu trabalho.

As vezes começar uma área não é tarefa fácil. Diante de tanta demanda dos gestores hoje em dia, como despertar atenção e interesse para um fato novo ocorrido no mercado?

Entender a cultura organizacional e compreender as necessidades da empresa são fundamentais. Mas parece ser imprescindível, entender a linguagem dos negócios, para poder dialogar com diretores, e em especial, com o presidente da empresa.

Entender o mundo dos negócios pela visão dos presidentes, especialmente das grandes empresas, é uma experiência rara.

Poucos profissionais no mundo tem acesso, respeito e principalmente são ouvidos pelos presidentes de grandes corporações, como Ram Charan.

Conselheiro de presidentes e executivos de empresas como GE, Ford, DuPont, EDS, Universal Studios e Verizon, autor de muitos livros, doutor em administração com MBA pela Harvard Business School, onde foi professor, além da Universidade de Northwestern, Professor Charan resumiu em um livro seu trabalho de mais de 40 anos no mundo dos negócios.

Em What the CEO Wants you to Know, Ram Charan, comenta seu aprendizado com irmãos, primos, com inúmeros proprietários de pequenas lojas nas vilas da Índia e com os melhores presidentes de empresas mundo afora.

Professor Charan, ainda comenta que “os melhores presidentes – aqueles das empresas mais lucrativas – são capazes de desmistificar a complexidade e o mistério do negócio, focando nos fundamentos principais. E eles se certificam de que todos na empresa, não apenas os executivos, entendem esses fundamentos.

E em resumo afirma: “o que o presidente da sua empresa quer que você saiba é uma explicação sobre como esses fundamentos funcionam na sua empresa.”

Quais fundamentos?

Fluxo de caixa, margens, giro, retorno sobre investimento, crescimento e clientes.

Ou seja, situação de caixa, quais produtos ou serviços são lucrativos e quais não são. A importância de um giro alto nos estoques e o conhecimento de clientes e consumidores.

Então, verifique se em seu trabalho de inteligência estas questões sobre sua empresa e principais concorrentes estão contempladas.

Afinal, estas respostas podem ser aquelas que o presidente quer que você saiba para fazer a diferença.

Fonte: Charan, Ram. Afinal, o que realmente funciona?: O que o presidente da sua empresa quer que você saiba para fazer a diferença. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Varejo reúne 84,2% das empresas comerciais do Brasil

Em 2005, a Pesquisa Anual de Comércio do IBGE contabilizou 1,438 milhão de empresas comerciais em todo o País, com R$ 940,2 bilhões de receita operacional líquida e onde trabalhavam 7,074 milhões de pessoas.

As empresas atacadistas tinham a maior receita (R$ 418,9 bilhões), mas o varejo reunia 84,2% das empresas e ocupava 75,2% dos trabalhadores do Comércio. Apenas 8,6% do total das empresas comercializavam veículos, peças e motocicletas, terceira categoria investigada pela PAC.

As empresas com menos de 20 pessoas ocupadas representavam 97,8% do total de empresas comerciais do País. A venda de combustíveis e lubrificantes foi responsável pela maior parte (34,2%) da receita líquida de revenda do comércio atacadista. Já os hiper e supermercados reuniam apenas 0,9% das empresas do varejo mas eram responsáveis por 24% da receita líquida de revenda deste setor.

Entre 2000 e 2005, a participação do atacado no valor adicionado das atividades comerciais do País cresceu 5,6 pontos percentuais (de 29,9% para 35,5%), e o atacado quase duplicou sua produtividade no período, que foi de R$ 23.344 para R$ 45.415 por trabalhador. A seguir, as principais informações da PAC 2005.

Em 2005, a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) estimou em R$ 940,2 bilhões a receita operacional líquida do setor, que pagou R$ 52,9 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações e ocupou 7,074 milhões de pessoas. Foram contabilizados 1,502 milhão de estabelecimentos e 1,438 milhão de empresas comerciais.

Já o estrato certo, composto por cerca de 36 mil empresas, todas com mais de 20 empregados, totalizou R$ 674,4 bilhões de receita operacional líquida (71,7% do total).

Estas empresas representavam 2,5% do total, ocupavam 2,542 milhões de pessoas e pagaram R$ 28,8 bilhões em salários, 35,9% e 54,5% dos totais do comércio como um todo, respectivamente.

Pesquisa investiga três categorias

As atividades do comércio brasileiro, na PAC, são agrupadas em três categorias: comércio de veículos automotores, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista.

O varejo tem número elevado de estabelecimentos, a maioria de pequeno porte, voltados para o consumidor final. As empresas atacadistas funcionam como distribuidoras, têm maior porte e elevado volume de vendas. Já o comércio de veículos e peças tem características de atacadista, varejista ou, ainda, de serviços, sempre vendendo bens duráveis de alto valor médio.

Visão de Bill Gates

“…A questão, portanto, não é saber se a tecnologia continuará a evoluir, mas, sim, como a nossa interação com a tecnologia – e a nossa interação com o mundo – mudará nos próximos dez anos. Temos também de considerar dois aspectos: um deles, é que os softwares e os dispositivos serão cada vez mais poderosos. O outro é que cresce a cada dia o volume de informações, comunicações, comércio e entretenimento criados em formato digital.”

Fonte: Bill Gates em Veja Especial Tecnologia, agosto, 2007.

Inteligência Competitiva e Vigilância Tecnológica

Uma das contribuições de Inteligência Competitiva é possibilitar um acompanhamento das inovações de forma geral e das inovações tecnológicas em particular.

Ainda poucos profissionais desenvolvem esta atividade em bases diárias. Mas o crescimento é inevitável.

O crescimento da oferta de produtos e serviços leva cada vez mais as empresas a pensar “inovação”.

Estudos do IBGE já comprovam este aumento.

Em 2005, 32,8 mil empresas fizeram inovação tecnológica em produto ou processo.

Deste total, 30.377 são industriais e 2.418 de serviços de alta intensidade tecnológica (telecomunicações, informática e pesquisa e desenvolvimento), que pela primeira vez foram investigados pela Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2005).

São Paulo reúne 35,3% das empresas industriais inovadoras e, ainda, do total do gasto industrial em inovação em todo o país, mais da metade (55,6%) foi efetuado pelas empresas paulistas.

Realizada em parceria com a FINEP, do Ministério da Ciência e Tecnologia, a pesquisa do IBGE mostra ainda que, de 2003 (último ano em que a pesquisa foi publicada) a 2005, o número de empresa inovadoras na indústria passou de 28.036 para 30.377, um aumento de 8,4%, mas manteve-se constante a participação delas no total das empresas industriais (33,4%).

Nas Telecomunicações, 45,9% de suas empresas inovaram e na Informática este percentual foi de 57,6%. Além disso, houve aumento da parcela do faturamento das empresas industriais gasta com inovações: de 2,5% em 2003 para 2,8% em 2005.

Segundo a Pintec 2005, os principais obstáculos para inovação apontados pelos empresários são: os elevados custos, riscos econômicos excessivos e escassez de fontes de financiamento.

Em meio a uma rápida evolução tecnológica e com universos de empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas, menores e mais homogêneos que o da indústria, desenvolveram produto e/ou processo novo ou aprimorado 45,9% das 393 empresas de telecomunicações e 57,6% das 3,8 mil de informática.

No serviço de pesquisa e desenvolvimento, 97,6% das 42 instituições com 10 ou mais pessoas inovaram em produto ou processo. Se a este conjunto adicionarmos aquelas que só desenvolveram projetos entre 2003 e 2005, a taxa de inovação deste setor atinge 100%.