2009 e as oportunidades de mercado

O primeiro semestre do ano terminou.

O primeiro mês do segundo semestre também se encerra hoje.

Revisões de planos de marketing, planos de comunicação, e especialmente vendas, estão sendo intensificadas para projetar o encerramento do ano.

Duas palavras neste momento estão cada vez mais presentes nas discussões: quais são as oportunidades do mercado e quais são as ameaças do mercado?

As respostas não são somente matrizes ou avaliações de cenários, mas cada vez mais um melhor entendimento dos movimentos de mercado.

O que se espera de Inteligência Competitiva, mais do que nunca são as boas notícias, ou seja as “oportunidades”. Afinal de contas, más notícias temos todos os dias, horas e minutos e de todas as formas.

Duas frases para inspirar:

“O futuro pertence àqueles que vêem as oportunidades antes que se tornem óbvias.” John Sculley.

“As oportunidades são como as alvoradas: se a gente espera muito, as perde.” William Arthur Ward.

Agora, a lição de casa: quais são as oportunidades de mercado para sua empresa nos próximos 12 meses?

Ou já é hora de pensar 2009?

Pela atenção do consumidor

Em entrevista a Revista Exame, Mark Simmons, publicitário, autor do livro recém-lançado Punk Marketing nos EUA, enfatiza:

Sobre punk marketing:

“O movimento punk foi revolucionário no final dos anos 70, rejeitando toda a cultura musical fabricada na música pop. Pregamos a necessidade de os profissionais de marketing fazerem o mesmo em sua área. Eles precisam romper com os padrões vigentes, pois os meios de comunicação mudaram, assim como o comportamento dos consumidores.”

Sobre as outras características importantes das novas gerações de consumidores:

“O que caracteriza a nova geração de consumidores é como eles agora têm o controle do diálogo, de um modo que nunca tiveram antes. Eles decidem quais produtos querem consumir. Escolhem também onde, em que momento e a forma que desejam consumir. As marcas estão acostumadas a competir entre si. Agora, precisam brigar também pela atenção do consumidor.”

Fonte: Exame, 18 de julho de 2007.

Mudanças e o homem como consumidor

Este livro enfatiza significativas mudanças demográficas e impacto na identidade do homem, desde o pai que fica em casa até o “revival do novo macho”.

As autoras ajudam os executivos de marketing, publicitários e industriais a compreender as tendências que estão moldando as necessidades deste novo homem como consumidor. 

SALZMAN, Marian; MATATHIA, Ira; O’REILLY, Ann. The future of men. New York: Palgrave, 2005. 242p.

A empresa competitiva

A competitividade ganha espaço na discussão empresarial, não só para análise do mercado interno brasileiro, mas em função da crescente competição internacional.

E neste contexto, a competitividade de uma empresa está ligada a seus colaboradores, mais especificamente ao conhecimento de seus colaboradores.

Especialista em gestão do conhecimento, José Cláudio Cyrineu Terra, presidente do TerraForum e palestrante destaque no 8º Congresso Internacional da Qualidade para Competitividade, promovido pelo PGQP em julho desse ano, fala sobre a Gestão do Conhecimento, tema ainda novo para algumas empresas, apesar de sua extrema importância, hoje, para a competitividade dos negócios.

Dois destaques: gestão do conhecimento e como as pessoas aprendem.

Equipe Editorial: Onde entra a gestão do conhecimento nesse novo cenário?
José Cláudio Cyrineu Terra: Basicamente, existem dois momentos bem distintos: um no qual você trabalha e um no qual você aprende. Essas duas atividades estão completamente imbricadas no contexto da era do conhecimento, na era da competição pelo conhecimento e pela inovação. Significa que eu tenho quer ter na minha organização, bons processos de aprendizado constante. Ou seja, entender que as pessoas aprendem o tempo todo.

Equipe Editorial: Como as pessoas dentro de uma organização aprendem? Como organizar e selecionar todas essas informações disponíveis?
José Cláudio Cyrineu Terra: Você pode começar com o básico, acessando informação organizada, estruturada, qualificada e relevante. Mas organizar a informação de uma organização não é tão simples de fazer. Essa explosão aconteceu tão rápido que encontrou as empresas, mais ou menos, despreparadas. Hoje há uma explosão de informação dentro das organizações. Alguns dados dizem que o volume de informação nas organizações cresce cerca de 40% ao ano. Não precisa ser um grande matemático para saber o que significa esse nível de crescimento, absolutamente exponencial. Fora o contexto de imaginar que a informação acessível via internet, e-mail e comunidades virtuais é absolutamente gigantesca no mundo, há um processo extremamente importante de saber como é que se captura, organiza e foca aquilo que é relevante. Então, você precisa de bons processos para organização, classificação, estruturação e busca de informações dentro das organizações. Isso envolve: governança, metodologia, estrutura e sistema. Mas essa informação é apenas um dos mecanismos de aprendizado dentro de uma organização. Você deve também saber como incentivar a troca de idéias e a colaboração entre pessoas que não estão sentadas lado a lado e não se vêm no dia-a-dia, caso tenha projetos sendo conduzidos por pessoas espalhadas nas diversas localidades do mundo. Esse é um cenário que requer soluções muito estruturadas e sistemáticas, para que você dê conta disso. Porque, de novo, a corrida, na era do conhecimento é para quem aprende mais rápido.

Fonte: PortalQualidade.com – Leia entrevista na íntegra concedida com exclusividade à equipe editorial em julho 2007.


Inteligência Competitiva e a destruição criativa

Uma das atividades de um profissional de Inteligência Competitiva é analisar tendências gerais para os negócios. E neste processo, novos temas poderão despertar maior interesse da alta direção da empresa, em função de objetivos empresariais mais agressivos frente a concorrência, ou por fazerem parte da estratégia de crescimento.

Um tema vem ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas: inovação.

Este não é um tema novo. Um dos mais importantes economistas do século XX, Joseph Alois Schumpeter, 8 de Fevereiro de 1883 — 8 de Janeiro de 1950, afirmava que a força motriz do progresso econômico é a inovação.

Sua teoria do ciclo econômico é fundamental para a ciência econômica contemporânea.

A razão, segundo o autor, para que a economia saia de um estado de equilíbrio e entre em um boom (processo de expansão) é o surgimento de alguma inovação, do ponto de vista econômico, que altere consideravelmente as condições prévias de equilíbrio.

Exemplos de inovações que alteram o estado de equilíbrio são: a introdução de um novo bem no mercado (iPod), a descoberta de um novo método de produção (Toyota) ou de comercialização de mercadorias (venda porta-a-porta); a conquista de novas fontes de matérias-primas (biodiesel), ou , por fim, a alteração da estrutura de mercado vigente, como a quebra de um monopólio (telecomunicações).

A introdução de uma inovação no sistema econômico é chamada por Schumpeter de “ato empreendedor”, realizada pelo “empresário”, visando a obtenção de um lucro. O lucro é o motor de toda a atividade empreendedora, segundo o autor, o qual trata o lucro não como a simples remuneração do capital investido, mas como o “lucro extraordinário”, isto é, o lucro acima da média exigida pelo mercado para que haja novos investimentos e transferências de capitais entre diferentes setores.

Para que uma inovação seja realizada, é necessário que três condições sejam cumpridas: que em um determinado período existam novas e mais vantajosas possibilidades do ponto de vista econômico privado, numa indústria ou num setor de indústrias; acesso limitado a tais possibilidades, seja devido a qualificações pessoais necessárias, seja por causa de circunstâncias exteriores; e, finalmente, uma situação econômica que permita um cálculo de custos e planejamento razoavelmente confiável, isto é, em uma situação de equilíbrio econômico.

Assim, monitorar o ambiente de negócios onde a empresa está inserida, avaliar a estratégia da empresa e de seus concorrentes, além de compreender as oportunidades e ameaças, frente a movimentos prováveis de mercado, constitui o desafio dos profissionais de Inteligência na atualidade.

Fonte: Wikipedia

Marketing interno ou endomarketing

Para melhorar a comunicação dentro da empresa, ampliar interação entre profissionais de departamentos e unidades diversas, ou ainda mostrar serviços que são oferecidos para outros profissionais dentro da sua própria empresa, a comunicação interna ganhou outros nomes, como marketing interno ou endomarketing.

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