Ecoeficiência e as Micro e Pequenas Empresas

O destaque do dia vai para uma empresa carioca especializada em refeições prontas, que com apoio do SEBRAE, obteve uma significativa redução de custos operacionais.

A empresa (Congelados da Sônia) vem promovendo melhorias contínuas em seu processo de congelamento desde 2000. Uma única ação, a substituição de 19 freezers individuais por uma câmara frigorífica com 16 portas, gerou uma economia de 39% do consumo mensal de energia (7mil kwh por mês). A conta de gás também foi reduzida em 32%, com o uso de GLP.

Aos poucos, as empresas de menor porte, começam a adotar o conceito de ecoeficiência, ou seja, produzir mais com menor impacto ambiental, segundo o Valor Especial desta sexta-feira e fim de semana, 27, 28 e 29 de abril de 2007, pg. F1.

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A operacionalização em Inteligência Competitiva

Cada vez mais empresas estão desenvolvendo processos estruturados de Inteligência Competitiva. Isto se deve a um fator recente na economia brasileira: a competição.

A competição entre países, empresas, produtos e serviços aumenta a cada dia. E a perspectiva é de aumentar a rivalidade entre os concorrentes, ainda mais.

Por isso, é preciso estruturar processos e empregar ferramentas de monitoramento de mercado e da concorrência, cada vez mais alinhados com a estratégia da empresa.

Para quem implantou uma área de IC e esta planejando os próximos passos, algumas temas vão ganhar muita relevância, como: a estruturação de redes internas e externas (redes sociais) de informação, perfil e qualificação profissional, a coleta de dados primários e secundários, a análise de informações do mercado e da concorrência.

Quem está em processo de implantação de uma área de IC já deverá pensar nestes pontos.

O resultado do trabalho e não o processo de realização do trabalho ganha cada vez mais importância. A empresa precisa de recomendação, do que fazer diante do aumento da concorrência e de suas práticas. Ou seja, o resultado prático alcançado é o foco do trabalho de Inteligência Competitiva.

Nestes tempos insanos, o profissional de Inteligência Competitiva estara diante de dois desafios: ajudar a empresa na inovação, não só de produtos e serviços, mas de práticas de negócios e estar atento aos resultados reais alcançados com seu trabalho.

Bom trabalho.

Carrefour: De vice a líder em 12 dias

Recentemente foi divulgado o ranking brasileiro de supermercados (dia 11 de abril).

O líder deste segmento, naquela ocasião era o grupo Pão de Açúcar, que já havia divulgado seu balanço, com faturamento de R$ 16,5 bilhões no ano passado.

Na segunda e terceira posição quase um empate: Wal-Mart com R$ 12,9 bilhões no Brasil em 2006 (assumindo o segundo lugar no ranking) e na terceira posição, Carrefour.

Segundo informações contidas no balanço da multinacional francesa, o faturamento consolidado do Carrefour no Brasil foi de 4,6 bilhões de euros em 2006, valor que equivale a uma cifra entre R$ 12,6 bilhões e R$ 12,7 bilhões. O câmbio médio do euro foi de R$ 2,73 no ano passado.

Mas, em apenas doze dias a situação se alterou. Nesta segunda-feira, 23 de abril, foi anunciada a compra do Atacadão pelo Carrefour. O faturamento combinado agora é de 17,9 bilhões de reais. Com isso, o ranking do varejo brasileiro se altera.

Agora, o líder é o Carrefour, a segunda posição é do Grupo Pão de Açúcar e a terceira posição é do Wal-Mart.

Como é característica do próprio varejo, nada como um dia após o outro.

Fonte: Valor Econômico, 21,22 e 23 de abril de 2007, pg. A-4.

Topo do Mundo

A empresa japonesa Toyota Motor tornou-se a principal fabricante de veículos no mundo, nos três primeiros meses deste ano, superando pela primeira vez a General Motors (GM), em termos de vendas globais em uma base trimestral. Pelos dados da empresa, a Toyota comercializou 2,348 milhões de veículos entre janeiro e março de 2007. A GM estima que vendeu 2,26 milhões de carros e caminhões pequenos no mesmo período.

Entre os motivos desta ascensão no ranking, é que a montadora japonesa, tem apresentado boas vendas de seu carro híbrido Prius (gasolina e eletricidade) e de seus novos modelos, como o Camry sedã e o Corolla.

Em compensação, a GM tem lutado para competir com as demais montadoras já que os preços altos dos combustíveis têm afastado os clientes de seus caminhões e utilitários esportivos.

Com o resultado, a Toyota coloca um fim a um dos mais longos períodos de predominância em toda a indústria automobilística global. A GM deixou a Ford para trás em 1931 em vendas mundiais e segurou a posição de liderança por 76 anos.

Fonte: Juliana Cardoso, Valor Online, 24/04/2007

Reserve sua agenda para próxima palestra de IC na ESPM São Paulo

Ciclo de palestras ESPM sobre Inteligência Competitiva

A ESPM convida para a palestra Inteligência Competitiva – Um Estudo de Caso com Robson de Barros Alberoni, Gerência de Planejamento de Mercado – Klabin S.A., no dia 08 de maio de 2007, terça-feira, das 19h30 às 21h, na ESPM – SP. O evento é aberto ao público e com entrada franca.

Entre os tópicos a serem abordados estão:
Alinhamento de conceitos na empresa
Estruturaçào das informações
Implementação do SKIM
Modelos de análises
Comunicação e apresentação dos resultados

Inteligência competitiva é um programa sistemático ético para a coleta, análise e gerenciamento de informações externas que podem afetar os planos, decisões e operações de uma empresa.

Informações sobre o evento

Data: 08 de maio de 2007 (terça-feira)

Horário: 19h30 às 21h00

Local: ESPM – Campus Profº Francisco Gracioso – Auditório Victor Civita

Rua: Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana – São Paulo (Estacionamento no local)

Entrada Franca – Vagas limitadas

Inscrições pelo telefone (11) 5085-4600 ou pelo e-mail centralinfo@espm.br com os seguintes dados:
Seu nome completo:
Empresa / Faculdade:
Cargo / Semestre:
Telefone:
E-mail:

Você receberá a confirmação de sua presença em seu e-mail. Imprima esta confirmação e apresente na entrada do evento!

Realização: ESPM – http://www.espm.br.

Apresentação: Prof. MSc.Alfredo Passos, Disciplina Inteligência Competitiva, Departamento de Marketing, Curso de Comunicação Social, ESPM.

Mais informações sobre Inteligência Competitiva: http://www.inteligenciacompetitiva.pro.br e inteligenciacompetitivaalfredopassos.wordpress.com.

Sobre o palestrante: Robson de Barros Alberoni, formado em Engenharia pela Universidade Federal de Lavras; com MBA em Marketing pela USP e MBA em e-Management pela FGV; possui Especialização em Marketing pela ESPM e Especialização em CRM pela ITCom e Extensão em Administração de Marketing pela FGV. Desenvolveu e implementou o SKIM – Sistema Klabin de Inteligência de Mercado, sendo considerado pela Microsoft uma das três melhores aplicações em inovação do mundo e a melhor solução “MBS (Microsoft Business Solution) na categoria Inovação tecnológica 2005” para a América Latina. Este projeto também foi reconhecido com o prêmio “Padrão de Qualidade – Gestão do Conhecimento” pela editora B2B Magazine. Membro da equipe vencedora do prêmio “Destaque no Marketing” pela Klabin, concedido pela ABMN. Trabalha na Klabin desde 1998 atuando na área comercial e marketing, atualmente atua como Gerente de Planejamento de Mercado, sendo responsável por planejar e monitorar a atuação mercadológica da unidade de Papelão Ondulado; identificando oportunidades; monitorando a concorrência e as tendências das embalagens. Palestrante em eventos de Inteligência de Mercado, Planejamento Estratégico e Gestão Comercial organizados por IBC, USP, e-Business, IQPC e IIR.

Early Warning 2: Celular vira cartão de crédito

Estima-se que até 2010, cerca de 10% das 50 bilhões de transações bancárias previstas para esse ano, serão efetivadas por meio de celulares.

Com isso, bancos e operadoras de telefonia estão desenvolvendo novos produtos e serviços.

Segundo projeção da MGSystems, empresa que presta consultoria à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as transações via celular deverão ficar em torno de 100 milhões, até 2010. O crescimento deverá ser exponencial não linear, pois não há limites para uso do aparelho.

A matéria publicada no Jornal O Estado de S.Paulo, cita o Banco do Brasil (BB). O projeto está avançado e as projeções indicam encerrar este ano com 35 milhões de transações. Com 400 mil clientes usando serviços via celular e em média 2 milhões de transações ao mês, patamar que crescerá até o fim do ano.

Early warning ou um sinal de alerta: celular substitui cartão de crédito.

O serviço vai ser lançado pelo banco (BB) no mês que vem. No lugar de passar o cartão nas maquininhas, chamadas POS, o lojista vai digitar o número do celular e registrar o valor da compra. Essa informação segue para uma central que envia uma mensagem ao celular do cliente. Então, ele confirma a compra, digitando uma senha no telefone.

Outro exemplo citado na matéria: “uma pessoa pode, por exemplo, encomendar uma pizza em casa e pagar com o celular, como cartão de crédito”.

Do móbile banking ao móbile payment

A primeira onda de uso do aparelho para operações bancárias foi o chamado mobile banking. Os bancos ofereceram a possibilidade de acesso a saldos, extratos e, em alguns casos, transferências entre contas pelo aparelho. O foco, agora, se concentra na oferta do que os especialistas chamam de mobile payment, o pagamento de compras com o telefone celular.

Esse é o caso do motorista de táxi Washington Rodrigues Lima. Para ele, o serviço facilita o trabalho e retira a incerteza do recebimento de outras formas de pagamento, como o cheque. “É um dinheiro eletrônico, não é como cheque, por exemplo. Você não tem dúvida do recebimento”, afirma.

E até no cinema

Segundo a matéria de Nilson Brandão Junior, a Claro já tem um projeto em parceria com a Bradesco e a Visanet, com pagamento de taxa, com o celular substituíndo a máquina de cartão de crédito. A operadora também desenvolveu um sistema que permite que o celular funcione como bilhete de cinema. O consumidor faz a compra pelo site e recebe, no visor do aparelho, uma imagem similar a um código de barras, que vai ser lido na entrada do cinema.

E a participação de Inteligência Competitiva?

Por isso, cada vez mais neste mundo de incertezas e mudanças tecnológicas, os profissionais de Inteligência Competitiva terão na Matriz do Prof. Michael E. Porter, a análise da indústria ou as 5 forças competitivas, uma base para análise e recomendações para sua empresa. Recomendações, a partir da análise sobre os novos entrantes, o poder de barganha entre fornecedores e compradores, a rivalidade entre os concorrentes e análise entre os produtos e serviços substitutos, serão cada vez mais bem-vindas para gerar vantagens competitivas.

Fonte: Nilson Brandão Junior, Jornal O Estado de S.Paulo, 22 abril de 2007, Economia & Negócios

Early Warning 1: A importação de produtos da China

Uma das questões que sempre passam pela cabeça dos profissionais de Inteligência Competitiva, é qual o momento exato de enviar um “Early Warning” ou seja um sinal de alerta para empresa sobre uma situação que está acontecendo no mercado.

Um bom exemplo, pode ser a matéria publicada no Jornal O Estado de S.Paulo, neste domingo 22 de abril de 2007, sobre a importação de produtos.

A matéria de Marcelo Rehder, inicia pela comparação do aumento das importações brasileiras, o dobro no período 2003 e 2007. Em números: as importações brasileiras em 2003 foram de 48,3 bilhões de dólares e devem ultrapassar os 100 bilhões de dólares em 2007.

Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), “os dados do comércio exterior brasileiro revelam um movimento crescente de substituição de produção local por importação, fruto da valorização do real ante o dólar e do crescimento do mercado interno, além do fenômeno China”.

Ainda segundo a AEB, o número de empresas importadoras vem crescendo. Só no primeiro bimestre deste ano, 15,8 mil empresas atuaram nesse mercado – 1,5 mil a mais do que em igual período de 2006. Já o número de exportadores teve acréscimo de apenas 119 empresas, totalizando 10,2 mil.

Os fabricantes de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, material de construção, confecções e calçados, entre outros, estão importando produtos acabados da China, para serem revendidos com marca brasileira.

Segundo um fabricante de eletrodomésticos citado na reportagem, “Sai bem mais barato importar da China do que produzir no Brasil” (a diferença chega a 40%, em média).

Ainda cita que desde meados de 2006, “a empresa passou a importar da China ferros para passar roupa, sanduicheiras, coifas, exaustores, fornos, adegas climatizadas e máquinas de fazer gelo, entre outros produtos”. Hoje, dos 40 itens que vende, apenas seis são de fabricação própria. O resultado foi um salto de 45% no faturamento.

E qual é o prognóstico? Crescimento à vista

O empresário tem planos de ampliar o mix de mercadorias importadas. Informa que o gerente da empresa, está em viagem de 20 dias à China, negociando contratos com fabricantes de artigos de cuidados pessoais, como depiladores, chapinhas e máquinas de cortar cabelo. “O mercado é do tamanho da nossa imaginação”, diz. “Só as Lojas (cita uma importante rede varejista líder no Nordeste, vendeu 22 mil chapinhas chinesas em um único dia.”

Por outro lado, a empresa líder no segmento de ferro para passar roupa, passou a importar da China cerca de 400 mil ferros por ano, dos modelos mais populares, deixando de produzi-los no País. Na área de ferramentas, a empresa também substituiu a fabricação local de serras tipo tico-tico por produto chinês. Alguns tipos de furadeira também são importados.

Mudanças à vista

Um executivo comenta “mantida a situação atual, corremos o risco de sermos questionados pela matriz americana se vale a pena manter uma fábrica no Brasil ou trazer tudo da China”.

Outro entrevistado, comenta que até o fim do ano, a empresa que trabalha (subsidiária de uma empresa americana) fechará a sua fábrica de rolamentos automotivos em São Paulo, que produz 20 milhões de peças por ano. Desse total, 40% são destinados ao mercado doméstico, que passará a ser abastecido por outras fábricas do grupo nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Com estas informações, um profissional de Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, ou qualquer outro nome que se possa dar a um “analista”, é possível avaliar o que significa algumas subsidiárias de multinacionais passarem a se tornar apenas organizações de vendas e distribuição, o impacto nas relações de trabalho, as questões de supply-chain, notadamente logística e transporte, além das preferências e opções dos consumidores por produtos com preços mais baixos.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 22 abril de 2007, Economia & Negócios