O Nobel de Economia Daniel Kahneman reúne pela primeira vez seus anos de pesquisas em“Rápido e Devagar”. No livro –eleito como um dos melhores de 2011 pelo “New York Times Book Review”–, o autor separa o pensamento em duas formas: uma intuitiva, rápida e emocional, outra lenta, deliberativa e lógica.
Essa separação causou impacto em diversas áreas, de psicologia e medicina a economia e política. A ideia de que o homem é essencialmente racional foi colocada em xeque ao apresentar a influência das impressões intuitivas em nossas decisões.
“Falo das características do pensamento intuitivo e do deliberado como se fossem traços e disposições de dois personagens em sua mente”, escreve na introdução do exemplar.
A interação entre esses dois sistemas é recorrente no livro, mas o verdadeiro “herói”, segundo próprio autor, é a forma rápida, pois deixa intuições e sentimento para que a parte racional endosse essas sugestões e impulsos.
Como resultado do estudo, o leitor encontra mecanismos e técnicas para tentar evitar falhas mentais e aproveitar a oportunidade de confiar ou não em nossa intuição.
Nascido em Israel em 1934, Daniel Kahneman é professor emérito de psicologia da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, e de relações públicas na Woodrow Wilson School of Public and Intanational Affairs de Princeton. Recebeu o Nobel de Economia em 2002.
Fonte: Folha de S.Paulo – Livraria da Folha, 09/08/2012 - 15h00