Sobre a Produção Industrial
O Índice Brasil de Produção Industrial apresentou em abril (último dado divulgado pelo IBGE) uma queda de 0,22% em relação ao mês anterior, passando de 126,04 para 125,76 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção industrial do Brasil registrou queda de 2,74%.
O Índice São Paulo apresentou uma diminuição de 0,43% em relação ao mês anterior, passando de 130,13 para 129,57 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção industrial de São Paulo apresentou uma redução de 4,02%. Este índice, apresentado com ajuste sazonal, nos permite acompanhar a evolução conjuntural do produto industrial, através de um indicador do volume físico de produção. Os resultados mostram que, apesar dos incentivos fiscais concedidos para alguns setores e da queda da taxa Selic nos últimos meses, a produção industrial ainda não apresenta recuperação, o que pode sinalizar a ineficácia das medidas ou o aprofundamento dos efeitos da crise europeia sobre a economia brasileira.
Sobre as Vendas do Comércio
Apesar das incertezas quanto ao contágio da crise na Zona do Euro e das recentes reversões de expectativas quanto ao crescimento do PIB brasileiro, o desempenho do comércio, mais uma vez, foi positivo. O volume de vendas do comércio varejista brasileiro com ajuste sazonal, medido pelo IBGE, registrou em abril um resultado positivo em relação ao mês anterior, ficando em 107,30 pontos, o que representa uma variação de 0,85%. Em relação ao mesmo período do ano passado houve um aumento de 8,97%. A variação do volume de vendas no estado de São Paulo foi decrescente em 0,09% quando comparado ao mês anterior, finalizando o período com 107,20 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado houve um aumento de 9,33%.
Sobre Emprego
No mês de maio, a taxa de desemprego medida pelo IBGE ficou em 5,8%, variando negativamente em 0,25 p.p. em relação ao mês anterior. Confrontando a taxa de desocupação deste mês com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 0,55 p.p. Quanto a PEA (população economicamente ativa), em maio houve um aumento de 0,94% em relação ao mês passado, ficando com 24,3 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento da PEA é de 1,86%.
Sobre a Renda
Em maio de 2012 o rendimento médio real habitual do trabalho principal das pessoas ocupadas ficou em R$ 1.725,60, uma queda de 0,13% em relação ao mês passado. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o rendimento médio real aumentou 4,88%. A tendência ascendente deste indicador, ao longo dos últimos doze meses, representa o principal componente explicativo da tendência ascendente verificada nas vendas do comércio varejista brasileiro.
Sobre Taxa Selic
Em maio de 2012, a Taxa Selic ficou em 8,87% a.a, uma queda de 0,48 p.p. em relação a abril, quando registrou 9,35%. Já em relação ao mesmo período do ano passado a queda foi ainda maior, de 3,05 p.p. Os movimentos da Taxa Selic estão diretamente relacionados com os movimentos em sua meta, definida pelo Banco Central durante as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Desde setembro do ano passado, o Copom passou a reduzir consistentemente a meta para a Taxa Selic.
Sobre Taxa de Juros Média
Segundo os dados do Banco Central, a taxa de juros média mensal (préfixada) das operações de crédito com recursos livres para pessoa física em maio teve uma queda de 2,99 p.p. em relação a abril, passando de 41,83% para 38,84%. Já em relação ao mesmo período do ano passado a queda foi de 7,98 p.p. A taxa de juros média mensal (pré-fixada) das operações de crédito com recursos livres para pessoa jurídica registrou em maio 32,98% a.a., uma queda de 2,08 p.p. em relação a abril, e de 9,34 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.
Sobre Concessões de Crédito
De acordo com o Banco Central, o saldo de crédito disponível para pessoas físicas, em maio, apresentou um aumento de R$ 8,1 bilhões em comparação ao mês anterior, atingindo desta forma R$ 682,5 bilhões. As concessões de crédito no período aumentaram em R$ 4,3 bilhões, finalizando o mês com R$ 83 bilhões, considerando que no mês anterior as concessões somaram R$ 78,7 bilhões.
Sobre Inadimplência
De acordo com o Banco Central, em maio, a inadimplência dos empréstimos realizados por pessoas físicas foi de 8%, uma variação de 0,20 p.p. em relação ao mês anterior, que registrava 7,80%. O índice subiu 1,60 p.p em relação a maio de 2011.
Sobre Balança Comercial
Em maio, a Balança Comercial brasileira registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 3 bilhões contra um saldo positivo de US$ 3,5 bilhões registrados em maio de 2011. As exportações brasileiras somaram US$ 23,2bilhões neste mês. Elas subiram 0,03% sobre maio de 2011 e aumentaram 18,65% em relação a abril de 2012. As importações, no mês, totalizaram US$ 20,3 bilhões. O total de importações sobre maio de 2011 subiu 2,91% e aumentou 8,44% em relação ao mês de abril de 2012.
Sobre Taxa de Câmbio
Em junho de 2012, a Taxa de Câmbio média comercial para venda ficou em R$ 2,051, uma desvalorização de 3,26% em relação a maio de 2012, quando registrou R$ 1,986. Já em relação ao mesmo período do ano passado a desvalorização foi ainda maior, de 29,21%.
Sobre Expectativas de Mercado – Preços
As projeções de mercado para os Índices de Preço em 2012, coletadas em 29 de junho pelo Banco Central, ficaram em: IPCA 4,93%, IGP-DI 5,94%, IPA-DI 5,75% IPC-FIPE 4,54%. Vale destacar que a projeção de 4,93% para o IPCA em 2012 está acima da meta estabelecida pelo Banco Central para o período (a meta
é de 4,5%), embora esteja abaixo do teto da meta (o teto da meta é de 6,5%).
Economista responsável: Prof. Eric Brasil
Fonte: Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP