
Com a inauguração da antena de Rancho Alegre, no Paraná, a meta estabelecida em dezembro de 2010 pelo Grupo Vivo se concretiza: a de atingir a 85% da população brasileira com a tecnologia de Internet móvel, totalizando 2.832 municípios cobertos pela banda larga.
Santa Catarina e Paraná, juntos, somam 366 cidades com a antena 3G instalada. O Rio Grande do Sul, sozinho, com a ampliação da Vivo, chega a 369 municípios conectados, que se somam aos 65 já cobertos. O Paraná, onde fica a sede societária da empresa, agora tem 94% de seus cidadãos conectados à internet móvel sem fio.
Sem revelar o valor total a ser investido na Região Sul nos próximos anos, Antônio Carlos Valente, presidente do Grupo Vivo no Brasil, garantiu, em entrevista à imprensa na cidade de Londrina, que a empresa manterá o pacote global de R$ 24,3 bilhões em investimentos no Brasil até 2014. O montante inclui as apostas na tecnologia 4G. “Quando pensamos na quantia a investir, já prevíamos a inclusão do 4G no orçamento”, revela Valente.
Depois de realizar o maior plano de cobertura 3G do país, o 4G virou prioridade para a empresa. No leilão promovido pela Anatel, em junho, a Vivo comprou a chamada “Banda X”, que corresponde ao maior lote nacional da nova tecnologia coreana, que pode chegar a ser dez vezes mais veloz que a atual terceira geração. Já na cobertura de mais baixa potência (450Mhz) – que fará a Internet chegar ao meio rural – a Vivo não atuará na região Sul.
As estratégias da empresa se direcionam para a preservação de sua cartela de clientes no interior de São Paulo e Minas Gerais e para melhorar seu market share no Nordeste brasileiro, onde a empresa possui seu menor número de clientes.
A carga tributária, sempre ela, é uma das preocupações do setor. Cerca de 45% dos serviços cobrados correspondem a cifras de imposto, ressaltou Valente. A Vivo, segundo ele, vem participando de negociações com o governo para suavizar os impostos. O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), vinculado ao Ministério das Comunicações, já sinalizou com alguns cortes nas taxas nacionais, como a redução, por exemplo, de dois terços do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações).
“Há um aceno do governo para reduções de carga tributária sobre o setor”, ressalta Valente. Apesar do reconhecimento federal, são os impostos estaduais que engordam os valores sobre os clientes. E com os governadores a conversa sobre redução de impostos é bem mais difícil, dada a difícil situação das finanças estaduais e a dependência que os Estados têm da arrecadação de ICMS.