Estudioso investiga condições ideais para gerar inovação

Para Steven Johnson, autor do livro “Where Good Ideas Come From”, momentos “eureca” são raros. Autor, que analisou 200 invenções, defende que a inovação aparece em meios colaborativos e com fluxo de ideias
Charles Darwin não criou a teoria da seleção natural em um momento “eureca” ao ler “Ensaio sobre a População”, de Thomas Malthus, em uma manhã de setembro de 1838. Suas anotações de um ano antes já tinham esboços da teoria.

Thomas Edison também não inventou a luz elétrica sozinho, mas tinha um colaborador. Johannes Gutenberg só inventou a impressão depois de pegar emprestada uma ideia crucial do processo de fabricação de vinhos.

Em “Where Good Ideas Come From” (De Onde Vêm as Grandes Ideias), ainda sem tradução no Brasil, o autor Steven Johnson derruba alguns mitos sobre as grandes invenções, como a do gênio solitário em seu “momento eureca”.

Para Johnson, não é preciso se isolar numa casa no campo em busca de inspiração. Ao contrário, quanto mais exposição a diferentes ideias e situações, maiores as chances de inovar.

Autor de best-sellers como “Surpreendente!” -no qual defende o acesso irrestrito dos jovens a videogames-, Johnson revisita a história de quase 200 invenções científicas, tecnológicas e culturais.

MOTIVAÇÃO

Ao contrário do que se costuma pensar, a inovação não é movida pelo lucro, pela competição entre empresas, diz ele. “Se você olhar a história, a inovação aparece em ambientes colaborativos onde há fluxo de ideias”, conclui. “São raros os casos de inovações criadas por empreendedores geniais.”

O livro de Johnson, colaborador da “Wired” e do “New York Times” com mais de 1,5 milhão de seguidores no Twitter, não é exatamente um guia de inovação para empresas.

Sobretudo por seu argumento de que a inovação não é movida pelas grandes companhias.

Mas o autor descreve alguns padrões comuns que podem ajudar a criar ambientes mais criativos.

Como facilitar o fluxo casual de informações entre pessoas com formações diferentes, seja no bar ou nas redes sociais na internet.

Dar tempo ao tempo. As ideias precisam de tempo para amadurecer.

E algumas invenções só são possíveis a partir de outras. O YouTube teria sido um fracasso se tivesse sido inventado antes da web, por exemplo.

Já erros são importantes. É importante arriscar.

“Ambientes pouco inovadores são um sinal de que está faltando alguns desses sistemas”, diz o autor, que conversou com a Folha por telefone de Dallas, nos EUA, em meio a uma turnê de lançamento do livro.

Fonte: Mariana Barbosa, Folha de S.Paulo.Os assinantes Folha/UOL, podem ler mais ao clicar aqui.

About these ads
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 5.767 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: