Inteligência Competitiva, Tomada de Decisão e Gestão de Risco
Cada vez mais o trabalho de inteligência competitiva está voltado a gestão do risco.
Para Jan Herring, inteligência competitiva é o conhecimento e previsão do mundo que nos cerca – prelúdio para as decisões e ações do presidente da empresa.
Como tomar decisões melhores
O processo decisório em organizações raramente foi objeto de análise sistemática.
Isso talvez explique o impressionante número de péssimas decisões tomadas nos últimos tempos, como a de securitizar hipotecas de altíssimo risco ou de neutralizar o risco com swaps de crédito.
A literatura administrativa está repleta de insights sobre esse processo decisório.
O problema é que muitas organizações não dão ouvidos a essas recomendações.
É hora de voltar a atenção à tomada de decisões, diz Davenport.
O autor propõe quatro passos:
(1) enumerar e priorizar decisões a serem tomadas;
(2) avaliar fatores envolvidos em cada uma delas (quem exerce tal ou qual papel na decisão, com que frequência é tomada, qual a informação disponível para respaldá-la?);
(3) definir papéis, processos, sistemas e comportamentos que a organização deve adotar; e
(4) institucionalizar ferramentas de decisão e apoio.
Duas organizações citadas no artigo (ETS e The Stanley Works) conseguiram melhorar a qualidade das decisões tomadas.
A ETS montou um comitê deliberativo centralizado para tomar decisões com base em evidências sobre novas ideias.
Já a Stanley criou um centro de “excelência em preços” com consultores internos dedicados às várias divisões de negócios da empresa.
O líder deve trazer perspectivas distintas ao processo decisório, ter cuidado com modelos analíticos que seus gerentes não entendem, deixar bem claro que premissas está usando, praticar a “gestão de modelos” e — já que somente o ser humano pode alterar critérios de decisão com o tempo — ter backups humanos.
Fonte: Thomas H. Davenport, Harvard Business Review, Novembro 2009.
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Estudo de Caso
O método do estudo de caso, tradicional metodologia da Harvard Business School, procura mostrar com exemplos reais, as decisões que estão nos bastidores das empresas e dos negócios.
Apenas como exemplo, portanto sem julgamento de valor, leia a matéria produzida por Arthur Guimarães, do UOL Notícias, em São Paulo e pense qual o papel de um profissional de inteligência competitiva, em situações desta natureza.
Qual a importância das empresas contratarem e portanto terem em seus quadros profissionais, pessoas com formação em inteligência competitiva, não só para avaliar movimentos da concorrência e do mercado, mas avaliar riscos em seus produtos, serviços, empreendimentos, entre outros.
Quantas indústrias (setores econômicos na teoria de Michael Porter), lidam com vários públicos-alvo, entre eles o cliente, o consumidor final, que precisam contar com profissionais especializados em analisar sinais de mercado, elaborar alertas (inclusive alertas de segurança), para melhor decisão dos gestores de uma organização.
Após primeiro desabamento, lojistas moveram abaixo-assinado contra obras no SP Market
“Lojistas do shopping SP Market, na zona sul de São Paulo, onde um desabamento do teto deixou oito feridos na tarde desta sexta-feira (20), reclamam das condições das obras realizadas no local. É o segundo desabamento em menos de um mês no estabelecimento.
Adriana Rocha Brito, gerente da loja Pucket, afirma que as obras estão sendo feitas na “engenharia da pressa, correndo para ficar prontas para o Natal”.
Depois do último desabamento, ocorrido em 24 de outubro deste ano, ela afirma que organizou um abaixo-assinado, em que 500 pessoas pediam a redução do aluguel por conta da queda de frequentadores, o aumento do número de eventos para atrair clientes e mais segurança para a obra.
“Frequentemente caem detritos do teto na praça de alimentação, é comum pessoas caírem nos corredores, muitos ainda estão em reforma”, diz Adriana.
A gerente afirma que a administradora do shopping aplicou-lhe uma multa de R$ 12 mil, alegando que a convenção do estabelecimento diz que os lojistas não podem fazer motim.
O shopping não se pronunciou sobre o caso.
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Fonte: Arthur Guimarães, UOL Notícias, em São Paulo.
Olá,
Meu nome é Adriana Rocha Brito, sou a gerente responsável pelo abaixo assinado do shopping SP Market onde pedíamos, entre outras coisas, mais atenção em relação as obras.
Me coloco á inteira disposição da rádio para quaisquer esclarecimentos e, aproveito para perguntar se está correto tal arbitrariedade por parte da administração do shopping quanto á multa imposta á loja na qual trabalho? E quanto á não renovação do contrato?
Isso me preocupa porque, com a não renovação teremos mais algumas pessoas desempregadas, inclusive eu.
Gostaria de saber onde está nosso direito á expressar descontentamento?
Onde está o direito do shopping em ir contra a constituição brasileira?
São tantos absurdos…
Obrigada.
Adriana