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9 de Julho

08/07/2008 · 2 Comentários

Meu avô foi um dos soldados nesta guerra e sempre me contava histórias ocorridas em combate. Ele sempre andava com um mini-capacete com uma fita verde e outra amarela, como a da capa deste livro. O episódio embora triste pelas vidas perdidas, é emocionante pelo ideal de democratização do País. Então ao livro…

No mês em que o Brasil lembra os 76 anos de seu maior conflito bélico do século XX, chega às livrarias o livro “1932: imagens de uma revolução”, do historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos, Marco Antônio Villa, com edição pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O prefácio é do historiador Boris Fausto.

Ricamente ilustrado com imagens de armas, tanques de guerra, soldados no campo de batalha, recortes de jornal, mapa de São Paulo e cartazes de propaganda o livro resgata e dá a dimensão deste importante momento histórico, muitas vezes relegado a segundo plano, quando São Paulo tentou democratizar o País, derrubando o Governo Provisório de Getúlio Vargas, então uma ditadura, e iniciar um regime constitucional.

Boris Fausto, no prefácio, reforça a atualidade da obra: “A guerra paulista seria, então, a página virada de um velho folhetim? Nem de longe. Basta lembrar que a democracia, como valor básico, continua sendo um requisito essencial da vida na nossa sociedade – um valor que resiste às ameaças veladas ou abertas e que ganha, ao mesmo tempo, conteúdo cada vez mais pluralista, nos dias atuais. O texto de Marco Antonio Villa assume as contradições inerentes à Revolução de 1932, e dá um passo à frente, ao introduzir um novo olhar sobre o episódio”.

A obra tem como elemento central a questão democrática como a grande herança da Revolução Constitucionalista. Se os paulistas não saíram vitoriosos desse conflito que envolveu cerca de 85 mil combatentes – 55 mil das forças federais e 30 mil do exército constitucionalista – o resultado historicamente foi importante porque iniciou-se ali o processo de democratização: em maio do ano seguinte foram realizadas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte e as mulheres votaram pela primeira vez. No livro, Marco Antônio Villa mostra o contexto da revolução e as tentativas fracassadas de ampliá-la a outros estados.

“Apesar de ficar restrito à São Paulo, este foi o maior conflito desde os primeiros anos da república e debater a Revolução Constitucionalista é uma necessidade histórica e política”, defende Marco Antonio Villa. “A democracia estava no centro da disputa travada em São Paulo, mas não devemos louvar a guerra. Se a tensão era política, ela não deveria ter sido resolvida no campo militar”, argumenta o historiador. Estima-se que 1.050 soldados federais e 634 constitucionalistas tenham morrido no conflito.

Pela primeira vez, a aviação foi usada em uma guerra civil brasileira. Eram 12 aviões do lado do governo federal e 6 do lado dos constitucionalistas (Unidades Aéreas Constitucionalistas – UAC). No início, os aviões eram armas de propaganda: nos dias 10 e 14 de julho, dois aviões constitucionalistas jogaram milhares de folhetos e cinco mil exemplares de A Gazeta e O Estado de S. Paulo sobre a capital federal. O mesmo fez a aviação federal em território paulista. Depois vieram os bombardeios em áreas civis, navios, fábricas e usinas elétricas.

Como em toda guerra, a primeira vítima é a verdade, e a censura foi marcante nos dois lados. Para os constitucionalistas, as manchetes eram sempre positivas – mesmo às vésperas da rendição. Por parte do governo, a censura impedia que se noticiassem manifestações contrárias a ele.

“Não podemos esquecer o que passamos durante esta guerra: a vontade de transformar o Brasil num país democrático, a coragem dos soldados e voluntários nos campos de batalha espalhados pelo interior do estado e, sobretudo, as transformações decorridas desse embate, que foi, felizmente, a última guerra brasileira. Esta é a razão de publicarmos esta obra”, diz Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Villa trata também do percurso de alguns intelectuais como Oswald de Andrade e Cassiano Ricardo durante a Revolução e dedica um capítulo às artes desenvolvidas em 1932, com destaque para a música e a literatura. Ele mostra capa de títulos como “Diário de um Combatente desarmado”, de Sertorio de Castro; “S.Paulo Venceu!”, de Arnon de Mello; “São Paulo e sua guerra de seccessão”, de Almachio Diniz; “Chorando e rindo…”, de Cornélio Pires entre outros. Traz ainda partituras de músicas e hinos como “A São Paulo”, com poesia de Fagundes Varella e música de Francisco Mignone”; “O passo do soldado – Marcha da Liga de Defesa Paulista”, com letra do sonetista Guilherme de Almeida e música de Marcelo Tupinamba; “Ilha das Flores”, de Augusto Miranda e outras. Trechos de um discurso pouco conhecido de Carlos Drummond de Andrade chamado “O soldado do Túnel” também estão no livro.

Sobre o autor

Marco Antonio Villa é historiador com mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1989) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é professor da Universidade Federal de São Carlos. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império e História do Brasil República. É coordenador da Coleção Paulista, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceira com a FUNDAP para recuperar documentos representativos do debate político paulista que repercutiram na cena política nacional.

Serviço:

1932: Imagens de uma revolução

Marco Antônio Villa

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

208 páginas

R$ 60,00

Lançamento: julho/2008

Fonte: Lu Fernandes Escritório de Comunicação

Bom dia e bom trabalho.

Categorias: Livros

MELHORES E MAIORES de EXAME

08/07/2008 · Deixe um comentário

Durante a 35ª edição de MELHORES E MAIORES de EXAME, o presidente da Editora Abril, Roberto Civita, comemorou os bons resultados das empresas brasileiras em 2007, mas cobrou um maior combate à corrupção.

Veja abaixo parte do discurso, realizado nesta segunda-feira no Clube Monte Líbano, em São Paulo:

Em nome da Editora Abril, é um prazer lhes dar as boas vindas à Trigésima Quinta Edição de MELHORES E MAIORES de EXAME.

Esta é uma noite especial. Uma ocasião para celebrar as conquistas, os desafios vencidos e os resultados obtidos pelas principais empresas do país, que continuam contribuindo decisivamente para o nosso desenvolvimento e progresso. E também uma oportunidade muito especial para festejar os grandes empresários que fizeram a história de MELHORES E MAIORES durante os últimos 35 anos.

Como consta do Anuário que todos os presentes receberão ainda nesta noite, 2007 foi o melhor ano da última década para as 500 maiores empresas brasileiras. As vendas somadas das 500 cresceram 7,5% e alcançaram 970 bilhões de dólares, quase um trilhão. As exportações das 500 ultrapassaram o marco de 100 bilhões de dólares, praticamente 60% das exportações brasileiras. O número de seus empregados alcançou quase dois milhões e trezentas mil pessoas, um aumento de cerca de 400 mil novos postos de trabalho num único ano.

Isto tudo resultou em 63 bilhões de dólares de lucro e 145 bilhões de dólares de impostos pagos, cerca de 28% da carga fiscal total do período, e 40% do total arrecadado pela União.

Para melhor avaliar a evolução das 500 ao longo dos últimos 35 anos, é necessário notar que suas vendas – em valores ajustados – praticamente quadriplicaram neste período, e que em apenas 17 anos, o valor de mercado das 100 maiores empresas de capital aberto saltou de 36,7 bilhões de reais em 1990 para 2 trilhões de reais no ano passado. Realmente impressionante.

Paralelamente, a economia brasileira também vem crescendo em todas as frentes. Neste ano de 2008, devemos alcançar recordes de vendas em muitos setores, incluindo mais de 200 mil novas moradias, 3 milhões de carros novos e quase 12 milhões de computadores, contribuindo para manter o crescimento do PIB em quase 5% e – ainda mais importante – melhorar o nível de vida de dezenas de milhões de brasileiros. Em 2005, a classe C representava 34% da população. Em 2007, este índice saltou para 46%, um aumento de mais de 23 milhões de pessoas em apenas dois anos!…

(Leia a íntegra do discurso no Portal Exame).

Premiação

Além da empresa do ano de MELHORES E MAIORES (FIAT) – a que mais se destacou entre as 500 listadas na publicação -, foram premiadas companhias em 18 categorias: atacado; auto-indústria; bens de capital; bens de consumo; eletroeletrônico; energia; farmacêutico; indústria da construção; indústria digital; mineração; papel e celulose; química e petroquímica; serviços; siderurgia e metalurgia; telecomunicações; têxteis; transporte; e varejo.

  • Atacado: Cisa Trading
  • Auto-indústria: Fiat
  • Bens de Capital: Weg Equipamentos
  • Bens de Consumo: Natura
  • Eletroeletrônico: Placibras
  • Energia: AES Tietê
  • Farmacêutico: AstraZeneca
  • Indústria da Construção: Engevix
  • Indústria Digital: Semp Toshiba Informática
  • Mineração: CBMM
  • Papel e Celulose: Suzano
  • Química e Petroquímica: Carbocloro
  • Serviços: Visanet
  • Siderurgia e Metalurgia: CSN
  • Telecomunicações: OI
  • Têxteis: Lupo
  • Transporte: Protege
  • Varejo: Lojas Americanas

Leia a íntegra do discurso do presidente da Editora Abril, Roberto Civita, no Portal Exame, bem como as informações sobre as empresas premiadas. Clique aqui.

Bom dia e bom trabalho.

Categorias: Management