Inteligência Competitiva e Mercado

Consultoria em Inteligência Competitiva 5: “ver o futuro”

27/06/2008 · Deixe um comentário

A primeira parte de um trabalho em Inteligência Competitiva é a avaliação de necessidades da empresa e de seus principais executivos.

Conhecer a cultura organizacional, o estilo de liderança e acima de tudo identificar a forma correta de ajudar a “ambos”, traduz-se em um dos grandes sucessos deste processo.

Este processo vem sendo praticado há muito tempo. Um bom exemplo para hoje, é uma pensadora que esteve muito a frente de seu tempo.

Mary Parker Follett, a pensadora de gestão mais visionária do século XX, segundo Gary Hamel, nascida em Quincy, Massachusetts, em 1868, teve sua vida marcada pela Guerra Civil Americana e pela Grande Depressão.

Follett foi contemporânea de Frederick Winslow Taylor, mas suas idéias sobre gestão eram decididamente da era pós-industrial.

Vejamos algumas das afirmações que ela fez em Creative Experience, livro lançado em 1924:

  • A liderança não se define pelo exercício do poder, mas pela capacidade de aumentar a sensação de poder entre os que são liderados. O trabalho mais essencial do líder é criar mais líderes.
  • A tomada de decisão antagônica, por imposição, é debilitante para todos os interessados. Problemas controversos são mais bem resolvidos não pela imposição de um único ponto de vista em detrimento de todos os outros, mas esforçando-se para encontrar uma solução mais elevada, que integre as diversas perspectivas de todos os elementos pertinentes.
  • Uma grande empresa é uma coleção de comunidades locais. O crescimento individual e institucional é maximizado quando essas comunidades são autogerenciadas em grau máximo.

Hamel, acrescenta que liderança servidora, o poder da diversidade, equipes autogerenciáveis, foram as descobertas argutas de Follett sobre a natureza da liderança, saídas não de uma pesquisa das práticas de gestão da virada do século, mas do resultado de sua experiência na organização de centros comunitários no bairro de Roxbury, em Boston.

Munida de pouca autoridade formal, e diante do desafio de combinar os interesses de vários elementos rebeldes, Follett desenvolveu uma teoria de gestão que divergia, de forma incisiva, da sabedoria predominante na época.

Embora não tenha ocupado nenhum cargo em uma empresa, hoje, Follett é considerada uma das maiores profetas de gestão.

Sua experiência encerra uma importante lição para os inovadores gerenciais contemporâneos: se você estiver no meio da cultura predominante, provavelmente não verá o futuro.

Fonte: Hamel, Gary e Breen, Bill. O futuro da Administração. Rio de Janeiro: Campus, 2007.

Categorias: Management

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