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United adota sistema ecológico para lavar turbinas de aviões

16/06/2008 · Deixe um comentário

A United Airlines e a Pratt & Whitney assinaram um acordo pelo qual a empresa aérea passará a usar o novo sistema de lavagem de turbinas EcoPower. O sistema, comercializado pela Global Service Partners, uma unidade da Pratt & Whitney, parte do grupo United Technologies, é condizente com os esforços para a preservação do meio ambiente.

A adoção do sistema faz parte dos esforços da United para economizar combustível e aperfeiçoar o desempenho ambiental de seus aviões. A empresa calcula que, com a medida, poderá poupar 3 milhões de galões de combustível e emitir 28 mil toneladas a menos de gás carbônico para a atmosfera a cada ano.

O vice-presidente de Engenharia, Materiais e Planejamento da United Airlines, Rick Wysong, comentou que o enorme aumento nos preços dos combustíveis está fazendo com que a empresa procure soluções inovadoras para reduzir seu consumo.

“Além de poupar combustível e melhorar o desempenho das turbinas, o sistema é também um método mais rápido, mais seguro e mais amigável com relação ao meio ambiente de lavar as turbinas, levando à redução das emissões de dióxido de carbono”, acrescentou.

O vice-presidente sênior e gerente-geral da Global Service Partners, Jim Keenan, sublinhou que o sistema, usado regularmente, melhora o desempenho da turbina, permitindo a redução da queima do combustível. Diminui, ao mesmo tempo, os custos de manutenção e aumenta os intervalos entre as retiradas das turbinas para solução de problemas.

A United Airlines espera integrar todos os seus aviões ao sistema nos próximos meses, período no qual também passará a oferecer o serviço de lavagem para terceiros. O sistema será instalado em diversos aeroportos. Já está certa sua instalação em Washington, Los Angeles e San Francisco.

O EcoPower usa água atomizada na lavagem das turbinas, reduzindo assim os riscos de contaminação com a água que escorre das lavagens. É também mais eficiente e mais rápido do que os sistemas tradicionais. Pode ser usado em turbinas produzidas não só pela Pratt & Whitney, mas também por outros fabricantes, como International Aero Engines, General Electric, Rolls-Royce e CFMI.

Sobre a United
A United Airlines ocupa o segundo lugar entre as maiores empresas aéreas do mundo. Em conjunto com a United Express e a Ted, opera mais de 3.720 vôos diários, servindo mais de 210 destinos a partir de seus centros de conexões em Chicago, Washington, Los Angeles, São Francisco e Denver. Presente na Ásia, Oceania, Europa e América Latina, a United é a maior empresa aérea internacional com sede nos Estados Unidos. A United é membro fundador da Star Alliance, por meio da qual seus clientes podem chegar a 855 destinos em 155 países em todas as partes do mundo. Os 56 mil funcionários da United residem em todos os estados dos Estados Unidos e em diversos países. Do Brasil, voa diariamente para os aeroportos O Hare, em Chicago, a partir de São Paulo, e Dulles, em Washington, a partir de São Paulo e Rio de Janeiro. Em codeshare com a TAM, a empresa oferece vôos de São Paulo e Rio de Janeiro para Miami e Nova Iorque e de Manaus para Miami.
Outras informações sobre a empresa são encontradas nos site em português, clique aqui, ou em inglês, clique aqui
Fonte: United Airlines
Bom dia e bom trabalho.

Categorias: Sustentabilidade

O mundo é plano? Não, o mundo não é plano

16/06/2008 · Deixe um comentário

O best-seller, O Mundo é Plano, escrito pelo jornalista americano Thomas Friedaman, é referência quando se trata de definir o fenômeno da globalização.

Mas aumenta o número de vozes contrária a esta idéia. Em janeiro deste ano, quando do lançamento de seu livro no Brasil, Redefinindo Estratégia Global, o economista indiano Pankaj Ghemawat, professor da escola de negócios da Universidade de Navarra, na Espanha, mostrou porque.
Em entrevista à revista Exame (24.01.2008), Ghemawat expõs alguns dos argumentos que o colocam na direção contrária de Friedman.

Sua primeira afirmação é que “o livro está incrivelmente errado. Suas mais de 450 páginas não contêm sequer uma tabela ou quadro com dados que comprovem a afirmação de que o mundo é plano. A obra descreve um cenário que pode existir algum dia. E só.”

Tatiana Gianini de Exame, então pergunta:
Por que o mundo ainda não é plano?

Ghemawat responde “apesar da conversa de um novo mundo onde idéias, informações e dinheiro podem se mover mais rápido do que antes, só uma fração do que consideramos globalização realmente existe. É como dizer que o monte Everest está se tornando mais plano a cada ano. Sim, ele está. Mas ao ritmo de 2 polegadas ao ano.”

E ainda,
Exame pergunta: O que falta para a globalização entrar num ritmo mais acelerado?
As fronteiras dos países ainda importam muito para os negócios. Veja o que aconteceu recentemente com a onda de recalls de brinquedos e outros produtos chineses nos Estados Unidos. O episódio gerou uma reação protecionista dos americanos, mostrando que a origem das mercadorias ainda é uma questão importante.
E para finalizar a entrevista, a jornalista pergunta:
Quando o mundo será realmente plano?
Pankaj Ghemawat responde “talvez em 30 ou 40 anos possamos ver o desaparecimento das fronteiras.”

Outro economista discorda
Agora outro economista discorda da idéia de Thomas Friedaman. Trata-se do economista americano Jeffrey Sachs, Diretor do Instituto da Terra da Universidade Columbia, que está lançando seu novo livro Common Wealth – Economics for a Crowded Planet.

Em recente palestra em Nova York, Jeffrey Sachs, duas vezes indicado pela revista Time como um dos 100 líderes mais importantes do mundo, comentou “vivemos o paradoxo de uma economia global unificada e uma sociedade global dividida. Tom sabe que o mundo não é plano. A exclusão e a desigualdade social existem e são a maior ameaça à cooperação entre as nações”.

Karla Spotorno, da revista Época Negócios (junho 2008), que estava assistindo a palestra do economista, fez a seguinte, entre outras perguntas:
A educação não é também uma forma de minimizar os problemas?

“Não há dúvida que universalizar a educação básica é crucial e deve ser prioridade. Uma das coisas mais importantes que aconteceram no Brasil foi a melhoria no ensino médio, que começou com Fernando Henrique Cardoso e que continua no governo Lula. Há no Brasil mais oportunidades para a sociedade, mas o país ainda precisa investir muito em ensino. São necessários também grandes investimentos em ciência, tecnologia e pesquisa de alto nível. Isso é crucial para o Brasil continuar competitivo no cenário global, como acontece com a Embraer, o etanol, a mineração e a energia. O número de artigos científicos publicados por brasileiros tem crescido muito. Eu diria “faça um grande investimento para garantir o acesso à universidade”. No mínimo para o ensino médio, mas também para o ensino superior. Educação é extremamente estratégico e é uma responsabilidade pública.”
Bom dia e bom trabalho.

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