Apesar do pouco tempo de oferta, a participação de Internet móvel no mercado brasileiro já ultrapassa os índices apresentados por países mais desenvolvidos, observou a IDC. Enquanto no Brasil a participação da Internet móvel é de 9% do total de 8,1 milhões de usuários de banda larga, o mesmo índice nos EUA é de apenas 6%.
Para Alex Zago, analista sênior de telecom da consultoria, isso é explicado pelo fato dos EUA, assim como outros países desenvolvidos, terem uma penetração muito maior e mais estabelecida de banda larga fixa. “Aqui no Brasil, a conexão móvel cobre a lacuna deixada pela banda larga fixa, como nos casos de localidades distantes em que a população tem que se valer da rede móvel por não ter outra opção”. Apesar disso, o estudo aponta que, nos grandes centros urbanos, a adoção da banda larga móvel ocorre tanto substituindo como complementando a fixa. “Em muitos casos, a Internet móvel é o único concorrente e, portanto, a única alternativa de oferta das concessionárias de telefonia”.
Assim, a oferta de conexões móveis no Brasil já começa a cumprir seu papel no processo de inclusão digital. Nos próximos anos, seguindo a agenda de investimentos em 3G definida pela Anatel, essa tendência vai ficar ainda mais nítida. “A previsão é que a participação de banda larga móvel no Brasil seja algumas vezes maior do que muitos países desenvolvidos”, conclui Zago.
Sobre a IDC
IDC, empresa líder em inteligência de mercado, consultoria e conferências nos segmentos de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, utiliza sua extensa base de conhecimento sobre o mercado, provedores e consumidores para auxiliar seus clientes no endereçamento de questões estratégicas relativas à oferta e ao uso de soluções tecnológicas. A IDC possui mais de 900 analistas, distribuídos em 90 países, e há mais de 43 anos provê informação global, regional e local sobre tecnologias, oportunidades e tendências. Mais informações, clique aqui.
Fonte: IMS Brasil
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