Inteligência Competitiva e Mercado

Qual o valor de um serviço?

20/05/2008 · Deixe um comentário

Ainda ecoa o artigo escrito por Paulo Secches, Presidente da TNS InterScience, em Tendências, Meio & Mensagem, 7 de abril de 2008, com o título “Para onde a pesquisa de mercado vai (tem que) caminhar”.

Neste artigo, Secches reforça a idéia da velocidade assustadora do mundo, movido a 2,3 bilhões de consultas ao Google diariamente, enquanto na sua opinião, a pesquisa de mercado permanece estática, entalada na rigidez do método, alienada à dinâmica dos negócios, e, pior, acreditando que o levantamento das parcas informações conseguidas através de um estudo tem o poder de explicar tudo e “coitado” do cliente que não consegue perceber que as respostas para as angústias do mundo e para o sucesso absoluto dos seus negócios estão ali, naquele conjunto de gráficos de power point.

Em outro parte do artigo, Secches comenta sobre a qualificação. Cita que a pesquisa, tal qual o jornalismo, caminhou na direção de contratar mão-de-obra júnior, com baixa remuneração, para realizar atividades mecânicas e repetitivas…o que acabamos tendo é um exército de soldados, com baixo ou nenhum domínio conceitual, repetindo mecanicamente tarefas.

Em seguida, o autor comenta sobre os departamentos de compras das empresas/clientes (anunciantes), citando como exemplo, uma empresa do mercado, onde a pesquisa de mercado é comprada por uma divisão do departamento de compras chamada “compra de materiais improdutivos”.

E foi neste contexto que conversei com publicitários, designers, webdesigners, consultores com empresas de pequeno ou médio porte, além de promotores de eventos, sobre o artigo.

Em sua grande maioria, todos concordaram, que cresce no mercado atual a tendência de empresas a contratação de serviços, por vezes de maior valor agregado, como “compra de materiais improdutivos”.

Na prática se referem a prática de empresas chamarem fornecedores de serviços e solicitar orçamentos, muitas das vezes de forma verbal. Em seguida solicitam envio da proposta por email. Decidem, contratam o fornecedor e não mais contatam as outras empresas que participaram do processo de concorrência, que só vão ficar sabendo do ocorrido se telefonarem para empresa, algumas vezes.

Além disso, a escolha sobre um determinado fornecedor, quer seja para produção de um website, seja para produção de uma nova embalagem, ou por vezes um projeto de consultoria, considera empresas de diferentes propostas de serviços, como iguais.

Ou seja, empresas com estrutura, conhecimento, experiência, colaboradores, parcerias internacionais, entre outros atributos, perdem “o serviço” ou “orçamento” em função do preço, quer dizer, para muitos “custos”, para as empresas do chamado Grupo Estratégico: “Eu sòzinho na minha casa, sem site, sem artigos, sem produção técnica, sem conteúdo.com.br”.

Claro que o artigo do Paulo Secches não passou por este aspecto, seu foco foi alinhar tendências e acima de tudo, suas idéias para onde a pesquisa de mercado tem que caminhar.

Mas olha Paulo, pelo que deu para perceber nesta conversa, outros prestadores de serviços, até com bom tempo de mercado, andam sendo comprados como materiais improdutivos, embora estejam mais produtivos do que nunca.

E talvez já fique uma sugestão para um futuro artigo: Para onde os prestadores de serviços (mercadológicos) vão (ter que) caminhar.

E por favor, com respostas e metodologias para pergunta do título: Qual o valor de um serviço?

Bom dia e bom trabalho.

Categorias: Management

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