A Dinamarca, pelo segundo ano consecutivo, é a primeira colocada no Relatório Global de Tecnologia da Informação 2007-08, resultado de uma tendência ascendente observada desde 2003-04. Entre os fatores que culminaram para essa classificação, é possível apontar o ambiente propicio para a TCI (2º colocada), caracterizado por uma das melhores estruturas regulatórias (2º) para negócios e a TCI. O país também ocupa o 1° lugar em desenvolvimento de legislação (TCI) e eficiência de sua estrutura jurídica na resolução de disputas. E segue com a melhor classificação de uso da Tecnologia da Informação, com o nível mais alto de utilização da internet e de penetração de banda larga encontrado pela pesquisa. Os números surpreendentes de penetração da TCI estão ligados à visão clara do governo sobre a importância da difusão da TCI, a priorização do setor desde o estagio inicial e a capacidade de mobilizar a sociedade civil para este fim. Outros diferenciais são: o mercado interno desenvolvido e funcional, o que criou, desde o início, um grande número de consumidores que usam a TCI; o sistema educacional de altíssima qualidade; e a abertura cultural e de seu povo para desenvolver, explorar e usar novas tecnologias e aplicativos.
Além da Dinamarca, os outros países Nórdicos confirmaram sua habilidade em usufruir da Tecnologia da Informação para aumentar a sua competitividade. Suécia, Finlândia, Islândia e Noruega estão entre as economias globais mais preparadas, na 2ª, 6ª, 8ª e 10ª colocação, respectivamente. Vale lembrar que o foco contínuo em educação e inovação e os altos níveis de preparo tecnológico também fomentam a competitividade em termos gerais, demonstrado pelas posições desses países no Índice de Competitividade Global do Forum.
A Suíça ganha duas posições e passa a ocupar o 3° lugar na classificação geral, dando continuidade ao processo, já registrado no ano anterior. Vale notar que o desempenho notável da Suíça em termos de preparo tecnológico se baseia principalmente no desenvolvimento gerado por empresas e indivíduos e não na força de uma estratégia e visão de TCI do governo, evidenciado pela colocação relativamente baixa em termos de preparo e utilização (20º e 18º, respectivamente). O crescimento da Suíça no ranking é baseado na posição forte no sub-índice geral de ambiente tecnológico (6º colocado), além de um sistema educacional de excelente qualidade.
Cingapura, que perdeu duas posições e está em 5º lugar, mostra ambientes mercadológico e regulatório mais propícios para a TCI e um dos níveis mais alto de preparo do governo (1ª na amostragem) e uso (4º) do mundo, o que torna o país um exemplo clássico de como o governo pode promover a TCI - e a competitividade em geral - com uma ampla estratégia para a TCI, enfoque em educação e inovação e parceiras público-privadas inteligentes.
Os Estados Unidos ganham três posições e estão em 4° lugar, beneficiando-se de um dos ambientes de mercado mais eficientes do mundo para infra-estruturas e TCI.. Em particular, a disponibilidade de mão-de-obra qualificada (12º pela disponibilidade de cientistas e engenheiros) e instituições de pesquisa de alto padrão (2º colocado) oferecem uma ótima infra-estrutura para a inovação e desenvolvimento do setor de tecnologia da informação. Isso levou o país ao posto de maior inovador do mundo, sendo 1° colocado em número de patentes registradas. Menos positiva é a burocracia e a rigidez ,que criam impedimentos para o ambiente comercial dos EUA, especialmente o ônus da regulamentação do governo e os impostos relativamente altos (67º). Além disso, a estrutura de regulamentação, 22º lugar, apresenta várias áreas problemáticas, entre as quais a independência do judiciário (37º), a eficiência da justiça para a resolução de disputas (30º) e a proteção dos direitos de propriedade intelectual (30º).
A Coréia, em 9º, apresenta um dos maiores avanços (10 lugares quando comparada com do ano anterior). Isso reflete as vantagens comparativas do país na qualidade do seu sistema de educação universitária, na disponibilidade de mão-de-obra qualificada (13º pela disponibilidade de cientistas e engenheiros) e por abrigar importantes instituições de pesquisa (11º). Esses fatores, em conjunto com um setor empresarial sofisticado e dinâmico, geraram altos níveis de inovação (refletidos na 8ª colocação pelo número de patentes registradas) e o surgimento de multinacionais atuando no setor. Por último, o papel contínuo e coerente do governo em tornar a TCI e, em termos mais gerais, também a inovação. fundamentos da estratégia de desenvolvimento do país deve ser notado, além do sucesso na difusão da tecnologia da informação e de seu uso para aumentar a produtividade e a eficiência.
Na Europa, além da Dinamarca, outros 10 países estão entre os primeiros 20 colocados: Suécia (2º), Suíça (3º), Finlândia (6º), Holanda (7º), Islândia (8º), Noruega (10º), Reino Unido (12º), Áustria (15º), Alemanha (16º) e Estônia (20º). O desenvolvimento tecnológico entre os 15 países da UE é variado. Os países Nórdicos, o Reino Unido, a Alemanha, a Áustria, a França (21º), a Irlanda (23º) e a Bélgica (25º) apresentam níveis satisfatórios de preparo tecnológico e se beneficiam de avanços na área de TCI. Entretanto, países como a Grécia (56º) e a Itália (42º) ainda estão atrasados e ao que parece perderam espaço em relação ao estudo do ano anterior.
Entre os 12 países que entraram para a UE, Estônia (20ª), Eslovênia (30ª), Lituânia (33ª), República Tcheca (36ª) e Hungria (37ª) tiveram grandes avanços em termos de preparo tecnológico e competitividade nas duas últimas décadas. Entre esses países, a Estônia, a pequena pátria que é mãe do Skype, se beneficiou da liderança eletrônica bem executada do governo, que fomentou a inovação e o acesso universal a TCI como plataforma para aumentar a competitividade. Outra nação da mesma região, a Lituânia, registrou um dos maiores avanços (seis posições) na Europa, comparado com o ano passado.
A Turquia está estável na 55ª colocação, com um desempenho mediano nos três componentes da ITI e muito espaço para melhorar, especialmente no sub-índice de preparo (61ª), na acessibilidade de TCI, a qualidade da educação e na visão do governo como líder na difusão da TCI.
A Rússia se mantém na 72ª colocação. Seu nível de preparo tecnológico está baseado na alta qualidade da sua educação e nas instituições de pesquisa, além do potencial inovador de suas empresas. No entanto, a baixa qualidade do mercado (88ª) e o ambiente regulatório (92ª), em conjunto com a ausência de prioridade para o setor na agenda do governo (com destaque para a baixa pontuação em preparo e uso do governo, 89ª e 101ª, respectivamente) continuam preocupando.
Na Ásia, Hong Kong se mostra estável na 11ª colocação (mesma do ano passado), e continua a se beneficiar do alto nível de uso da TCI (5º), especialmente entre os cidadãos (5º) e o governo (7º) e um dos mercados mais propícios para a TCI (2º).
Fonte: MS&L.Andreoli
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