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Brasileiro assume responsabilidade moral, mas não financeira por danos ambientais

Abril 12, 2008 · Nenhum Comentário

A Market Analysis, instituto de pesquisa e opinião pública, apresenta os resultados do estudo “Os Brasileiros Diante das Mudanças Climáticas - A Superação do Dilema Economia versus Meio Ambiente”. A pesquisa analisou um dos habituais questionamentos diante da evidência de alta sensibilidade à questão, propondo reflexão sobre o que ocorre quando o assunto é inserido como parte do conflito real entre cuidar do meio ambiente ou crescer mais economicamente.

O debate sobre a viabilidade do modelo sustentável de desenvolvimento fica claro quando se expõe a questão de prioridade entre economia e o cuidado com a natureza. Este antagonismo captura o verdadeiro desafio com o qual consumidores, governos e empresas lidam diante do tema meio ambiente.

Segundo Fabian Echegaray, diretor da Market Analysis, mesmo quando provocados a pensar no peso relativo da preocupação ambiental perante outras questões de importância cotidiana, como desemprego ou inflação, há uma proporção substancial de consumidores que colocam o meio ambiente como questão central. “Esta proporção revela uma opinião pública dividida ao meio, que alimenta a tensão entre o crescimento e o ambientalismo”, afirma Echegaray. “Mesmo em circunstâncias favoráveis a um discurso de relativização do peso ambiental sobre o econômico, 47% dos entrevistados admitem preocupação privilegiada pela sustentabilidade acima de benefícios de impacto material, como mais emprego e menos inflação”, acrescenta.

Outra mostra da existência de uma clara divisão de opiniões surge ao avaliar as implicações econômicas de um ajuste ambiental na sociedade. Quando perguntados sobre a possibilidade de a economia sofrer um desgaste ao tentar cortar as emissões de gases, 49% se identificaram com essa opção, revelando orientações conservadoras, enquanto 44% a questionaram.

Visão do consumidor sobre atuação empresarial

Se existe uma crença ambientalista relativamente imune aos apelos de crescimento econômico entre parte dos brasileiros, isso ocorre também, como resultado da impressão que os atores econômicos ainda precisam fazer mais a respeito. Esta é a opinião de 40,4% dos entrevistados, que julgam as atitudes realizadas pelo empresariado não suficientes para assegurar a preservação do meio ambiente.

Quem paga por isso?

O problema do aquecimento global envolve dimensão financeira: quem deve pagar pela solução? O estudo revela que na visão dos brasileiros, a resposta predominante é que quem polui deve contribuir para neutralizar o impacto, porém com o comprometimento dos países ricos em financiarem esta ação. No Brasil é alto o senso de responsabilização moral (63%) - maior que nos outros integrantes da América Latina (média 59%) e da Europa (61%). Porém foi constatado que a adesão à opinião de que os países mais abastados (desenvolvidos) devem financiar esta ação é ainda maior (73%).

Ficha técnica

Os dados fazem parte da pesquisa Barômetro Ambiental, estudo anual realizado com exclusividade pela Market Analysis no Brasil, sendo reproduzido simultaneamente em outros 21 países, por meio de uma rede de institutos de pesquisas parceiros. Amostras representativas dos adultos entre 18 e 69 anos, residentes nas oito principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília. Entrevistados 802 adultos, pessoalmente no domicilio do entrevistado. Margem de erro de aproximadamente 3,4%.

Fonte: Empresa

Bom dia e bom trabalho.

Categorias: Sustentabilidade