Leonard Fuld no livro Inteligência Competitiva – Como se manter à frente dos movimentos da concorrência e do mercado, Elsevier 2007, acrescentou um capítulo chamado “As grandes perguntas não respondidas”.
Entre estas temos a seguinte pergunta: “as pessoas escutam mais você porque você oferece inteligência em vez de somente informação?
A resposta. “Cuidado! Você está entrando no terreno perigoso das expectativas da gestão. Para os consultores em minha empresa, essa é provavelmente uma tarefa, pelo menos, tão difícil quanto desenvolver nosso produto principal – a inteligência por si só.
Nunca superestime. Você tem uma audiência sofisticada: CEOs, CFOs, diretores de marketing, estrategistas. Todos eles sabem a diferença entre o “aha!” da inteligência e a informação que você lê juntamente com vários outros leitores do Wall Street Journal.
Tente vender a informação com uma embalagem de inteligência e você terá somente frustrado a sua proposta. Um erro que percebo com freqüência é algum gerente de marketing ou bibliotecário resumir as notícias e publicar em um formato de jornal ou em um página da intranet, com logotipo e tudo.
Ele intitula isso como “O Relatório de Inteligência” e espera que os leitores simplesmente engulam o informativo. O que os leitores usualmente fazem é esquecê-lo.
A inteligência, por definição, é única, difícil de ser desenvolvida e não massificada. Se isso é informação, chame-a assim. Preserve a denominação de inteligência para um período suscetível à avaliação que direcionará alguém a agir.
Bom dia e bom trabalho.