A falta de um projeto consistente que contemplasse o combate ao desmatamento e a manutenção de uma matriz energética “limpa” fez com que o Brasil perdesse a oportunidade de se destacar no cenário internacional como um dos principais protagonistas na luta contra o aquecimento global.
Na opinião do presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, José Goldemberg, na 13ª Conferencia do Clima, ocorrida em Bali, o Brasil deveria ter proposto formas concretas de reduzir suas emissões, bem como as dos outros países em desenvolvimento, como China e Índia, o que forçaria os EUA a aceitar também reduções.
Ao invés disso, o governo federal optou por apresentar em Bali, uma ingênua proposta de cobrar dos países ricos recursos para manter a “floresta em pé” por meio da filantropia internacional.
“Seria mais eficiente dar créditos de carbono aos países ou empresas que pagassem pela proteção da floresta, o que é rejeitado pelo governo.
É importante ressaltar que ações voluntárias, como as que o Brasil propôs, não impressionaram ninguém, porque não há forma de cobrar resultados nem permitem criar um mercado de venda de créditos de carbono”, analisa Goldemberg.
Segundo o presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, embora em Bali não tenha havido um consenso sobre a necessidade de regras mais rígidas de controle de emissão de gases do efeito estufa, a Conferência encerrou com uma grande conquista: que os EUA assinassem um compromisso de redução em 50% na emissão dos gases até 2050.
Com isso, 190 países assinaram o roteiro de Bali, um documento que poderá ser um marco histórico, por estabelecer diretrizes para um novo acordo político para a luta contra o aquecimento global.
Além disso, a Conferência traçou as primeiras linhas para que em 2009 seja possível estabelecer um novo documento com metas de redução, que substituirá o Protocolo de Kyoto.
Bom dia e bom trabalho.
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