O estado da Califórnia nos Estados Unidos da América, Alemanha e Japão, são pioneiros na combinação de políticas de governo com senso de oportunidade de negócios.
Essas experiências, levaram o economista inglês Nicholas Stern a defender recentemente que a indústria das tecnologias limpas deverá movimentar 2,5 trilhões de dólares em 2010.
Na Alemanha foram criados subsídios para a energia eólica, que deverá representar 20% de toda a matriz energética do país até 2020.
A indústria de energia renovável é a maior criadora de empregos na Alemanha - e deverá abrir 100 mil novas vagas até 2020.
No Japão, foram definidas uma série de leis para punir quem joga equipamentos usados no lixo comum e as empresas foram obrigadas a ter um percentual de reciclagem segundo o setor.
A reciclagem no Japão representa uma indústria de mais de 60 bilhões de dólares por ano, o dobro do tamanho do setor de tratamento de lixo no país.
Na Califórnia, foi estabelecida a meta de obter 20% de sua eletricidade de energias renováveis em 2017. Para 2020, o objetivo é ampliar esse percentual para 33%.
A redução de consumo de energia na Califórnia vai gerar uma economia de até 59 bilhões de dólares por ano na próxima década.
Algumas empresas como a Stonyfield Farm, fundada por Gary Hirshberg, tem faturamento de 260 milhões de dólares por ano, é uma das maiores fabricantes de iogurtes orgânicos dos Estados Unidos e tem como sócia a francesa Danone.
Hirshberg, em entrevista a Exame, respondeu assim sobre o número de grandes empresas, que querem entrar nesse mercado:
“Acho maravilhoso. Essa é a única forma pela qual vamos transformar o mundo. Para fazer uma mudança real no planeta, é preciso mudar o modo como grandes empresas fazem negócio”.
Fonte: Estudo Exame Sustentabilidade, Edição 897, 18 de julho de 2007.