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Early Warning 2: Celular vira cartão de crédito

Abril 23, 2007 · Nenhum Comentário

Estima-se que até 2010, cerca de 10% das 50 bilhões de transações bancárias previstas para esse ano, serão efetivadas por meio de celulares.

Com isso, bancos e operadoras de telefonia estão desenvolvendo novos produtos e serviços.

Segundo projeção da MGSystems, empresa que presta consultoria à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as transações via celular deverão ficar em torno de 100 milhões, até 2010. O crescimento deverá ser exponencial não linear, pois não há limites para uso do aparelho.

A matéria publicada no Jornal O Estado de S.Paulo, cita o Banco do Brasil (BB). O projeto está avançado e as projeções indicam encerrar este ano com 35 milhões de transações. Com 400 mil clientes usando serviços via celular e em média 2 milhões de transações ao mês, patamar que crescerá até o fim do ano.

Early warning ou um sinal de alerta: celular substitui cartão de crédito.

O serviço vai ser lançado pelo banco (BB) no mês que vem. No lugar de passar o cartão nas maquininhas, chamadas POS, o lojista vai digitar o número do celular e registrar o valor da compra. Essa informação segue para uma central que envia uma mensagem ao celular do cliente. Então, ele confirma a compra, digitando uma senha no telefone.

Outro exemplo citado na matéria: “uma pessoa pode, por exemplo, encomendar uma pizza em casa e pagar com o celular, como cartão de crédito”.

Do móbile banking ao móbile payment

A primeira onda de uso do aparelho para operações bancárias foi o chamado mobile banking. Os bancos ofereceram a possibilidade de acesso a saldos, extratos e, em alguns casos, transferências entre contas pelo aparelho. O foco, agora, se concentra na oferta do que os especialistas chamam de mobile payment, o pagamento de compras com o telefone celular.

Esse é o caso do motorista de táxi Washington Rodrigues Lima. Para ele, o serviço facilita o trabalho e retira a incerteza do recebimento de outras formas de pagamento, como o cheque. “É um dinheiro eletrônico, não é como cheque, por exemplo. Você não tem dúvida do recebimento”, afirma.

E até no cinema

Segundo a matéria de Nilson Brandão Junior, a Claro já tem um projeto em parceria com a Bradesco e a Visanet, com pagamento de taxa, com o celular substituíndo a máquina de cartão de crédito. A operadora também desenvolveu um sistema que permite que o celular funcione como bilhete de cinema. O consumidor faz a compra pelo site e recebe, no visor do aparelho, uma imagem similar a um código de barras, que vai ser lido na entrada do cinema.

E a participação de Inteligência Competitiva?

Por isso, cada vez mais neste mundo de incertezas e mudanças tecnológicas, os profissionais de Inteligência Competitiva terão na Matriz do Prof. Michael E. Porter, a análise da indústria ou as 5 forças competitivas, uma base para análise e recomendações para sua empresa. Recomendações, a partir da análise sobre os novos entrantes, o poder de barganha entre fornecedores e compradores, a rivalidade entre os concorrentes e análise entre os produtos e serviços substitutos, serão cada vez mais bem-vindas para gerar vantagens competitivas.

Fonte: Nilson Brandão Junior, Jornal O Estado de S.Paulo, 22 abril de 2007, Economia & Negócios

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