Criador da Microsoft recusa pessimismo causado pela crise, diz que se encontrou na filantropia e que Brasil deve ajudar países pobres

DAVOS, Suíça. No mar de pessimismo que se tornou o encontro anual do Fórum Econômico de Davos, com a crise europeia impregnando o ambiente, um homem esbanjava otimismo, e não somente porque na sua casa come-se muito hambúrguer e não há problema de dinheiro. Bill Gates — dono da segunda maior fortuna do planeta, estimada em US$ 57 bilhões — explica ao GLOBO porque entrou numa cruzada contra a pobreza. Aos 56 anos, o criador da Microsoft diz que se encontrou na filantropia, dedicando seu tempo integral à Fundação Bill e Melinda (sua mulher) Gates. Crise, fracasso do capitalismo? Não. Gates prefere a perspectiva histórica: “O mundo está muito melhor hoje”, diz.

O senhor está há 11 anos fazendo filantropia. O que essa experiência lhe ensinou sobre ser pobre: o senhor, segundo homem mais rico do mundo, consegue hoje se colocar no lugar de um homem miserável?

BILL GATES: Não. Não acho que seja possível entender o quão difícil é quando você acorda todo dia e pode não ter bastante comida para a família; e sua criança morre de malária, seus medicamentos contra o HIV não estão disponíveis; e você tem que encarar a morte por causa disso. Não acho que alguém possa imaginar o quão duro é isso. Sei que se quer eliminar isso. Eu tenho sido tão sortudo que não posso imaginar. Tenho trabalhado em tempo integral para a minha fundação (Fundação Gates) nos últimos três anos. Quando criamos a fundação, há 11 anos, trabalhava em tempo parcial. Agora, a fundação é o meu foco total.

O que o fez decidir se dedicar totalmente à caridade?

GATES: Eu planejei com bastante antecedência. Foram quatro anos para fazer a transição. Falei com o comando da Microsoft, e falei publicamente anos antes de acontecer. E foi (uma decisão) simplesmente baseada no fato de que vi tanta necessidade de organizar e incentivar o trabalho em prol dos mais pobres, melhorando sua saúde, nutrição. Vi que a ciência não estava trabalhando em prol deles. Até (o combate à) malária não estava conseguindo quase nenhum dinheiro. As plantações agrícolas para os mais pobres não estavam conseguindo inovação. E aí vi que o tipo de habilidades que eu desenvolvi na Microsoft e $recursos que eu fui sortudo de ter se encaixavam… E assim isso virou minha segunda carreira.

Por que outros bilionários não têm essa visão?

GATES: Eu encorajo outras pessoas a fazerem o mesmo. Acho que estão perdendo uma grande oportunidade de se sentirem realizados, de causar um impacto positivo e mostrar seus valores. Acho que houve um aumento (de filantropos). Tem $fazendo coisas ótimas.

Mas não o suficiente…

GATES: Eu queria que fosse mais. Estamos dependendo de governos para muitas dessas coisas. Mas filantropia tem um papel especial no incentivo à inovação. Se tivéssemos mais filantropos, a área (tecnológica) estaria avançando. É difícil entender, porque, se você tem dinheiro, não tem muita opção. Pode gastar com você mesmo… Mas quantos hambúrgueres ou carros você pode comprar? Você pode gastar com os seus filhos. Mas o histórico mostra que faz muito mal para crianças serem criadas com muito dinheiro. E não acho que seja bom para a sociedade. Você pode tentar devolver o dinheiro para a sociedade que $as condições e deixou você se dar tão bem.

Então é verdade que o senhor dará uma parte minúscula de sua fortuna a seus três filhos?

GATES: É. Não acho que seja bom para crianças começarem a vida com uma fortuna, porque, assim, não vão achar seu próprio caminho, escolher uma profissão, criar algo que é deles e dar o exemplo para seus filhos.

Um homem como o senhor, no Brasil, teria muitos seguranças, se locomoveria em jatos. Mas li que o senhor foi para o concerto do grupo U2 dirigindo uma minivan cheia de crianças. O Bill Gates é tão simples assim?

GATES: Bom, eu ando de jatos para minhas viagens para a Índia, África etc. Não sou um $ético! Às vezes, eu como dois hambúrgueres! (risos) E como o melhor hambúrguer. Então, não estou tentando me segurar ou negar quem eu sou. As coisas que eu quero, como um bom DVD, um livro, eu compro. Eu jogo tênis, vou para lugares quentes. Estou sempre muito impressionado com pessoas que têm muito pouco dinheiro e dão. Porque para eles isso é abrir mão de umas boas férias, um filme ou algo que faria diferença para eles. O dinheiro que eu estou dando não é um sacrifício, nada como: vou ter o bastante para comer?

Sua fundação também destina bastante dinheiro à educação.

GATES: Cerca de 75% do que fazemos é para ajudar os mais pobres no mundo, em áreas como saúde, agricultura, água e saneamento. E 25% vão para ajudar os Estados Unidos a melhorarem o sistema de educação. Algumas das lições desse trabalho, sobre como avaliar um professor ou usar tecnologia, podem ser aplicadas em outros países. Mas estamos experimentando primeiro nos Estados Unidos, porque penso que parte da minha fortuna tem que ir para o país que me deu a educação e criou o ambiente empresarial que me permitiu o sucesso.

Como o senhor vê um país como o Brasil, que emergiu este ano como a sexta maior economia do mundo, mas tem um baixo padrão na área de educação? O país precisa investir mais nessa área?

GATES: O Brasil precisa investir em muitas coisas. Sua economia está crescendo, tem um ótimo setor agrícola, minério de ferro, empresas como Embraer, que está fazendo trabalho de primeira no mundo, e reservas de petróleo. Há muito mais que pode ser feito, não necessariamente em termos de dinheiro, mas como administrar professores e se assegurar que estejam motivados. Sei que maioria dos países não está fazendo isso bem.

Aqui em Davos, pela primeira vez estão discutindo o fracasso do capitalismo. O senhor compartilha esse clima pessimista?

GATES: O mundo está muito melhor hoje. Isso é fato verificável. Menos crianças morrem por ano. Que medida métrica melhor do que quantas crianças morrem aos 5 anos? Eram 30%, e agora são 6%. Temos um plano, com ajuda de inovação, de reduzir para menos de 3%! O mundo está ficando mais igualitário porque os países de renda média estão ficando ricos mais rapidamente do que os países ricos ficaram. A ascensão da China, Brasil! Não quero dizer que esses países não vão cometer erros. Temos de focar agora nos países mais pobres. China e Brasil não são mais receptores de ajuda como no passado. E agora, cada vez mais, podem começar a doar.

O Brasil deve ajudar mais a África?

GATES: É o meu ponto de vista. Passo boa parte do meu tempo pensando em como se pode a ajudar a África. Vocês têm a Embrapa, que fez ótimo trabalho e entende de solos tropicais, têm especialistas de saúde. O Brasil está numa posição especial, tendo reduzido muito a pobreza. Então, o mundo espera que o Brasil comece a se envolver mais com estas coisas.

O senhor pode algum dia reconsiderar uma volta ao tempo integral na Microsoft?

GATES: Meu trabalho envolve o uso da tecnologia, com novas vacinas, novas sementes (para agricultura) . É um trabalho muito criativo. Eu também estou envolvido em tempo parcial com a Microsoft, no Conselho de Administração. Mas não, estou agora na minha segunda carreira, estou profundamente nela e acho que é importante que eu garanta que estes recursos (da fundação) sejam bem usados.

Para onde o senhor acha que estamos indo tecnologicamente? Qual é o futuro da Microsoft?

GATES: Certamente, a forma como interagimos está aumentando. A Microsoft tem produtos como o Kinect (sensor do console Xbox), que é baseado em reconhecimento visual. Cada vez mais estamos avançando no campo de reconhecimento da fala. Basicamente, cada parede se tornará uma tela de alta resolução e o ambiente vai ser rico, com pessoas com habilidade de falar, fazer gestos, usar um lápis para ter sua escrita manual reconhecida. As principais empresas de software estão focadas nisso, o que chamamos de Natural User Interface, e a Microsoft é líder em vários elementos.

Seus filhos nunca lhe pediram um iPad ou um iPod?

GATES: Não. Eles usam ótimos equipamentos do Windows e estão bem. Não têm nenhuma privação.

Fonte: Deborah Berlinck, O GLOBO, atualizado: 28/01/12 - 19h50

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Reestruturação da dívida de Portugal é inevitável, diz Rogoff

Economista de Harvard também vê uma elevada probabilidade de que Irlanda e Espanha precisem remodelar os pesados endividamentos de seus bancos

DAVOS (SUÍÇA) – A reestruturação da dívida soberana de Portugal irá, inevitavelmente, seguir a da Grécia e há uma elevada probabilidade de que a Irlanda e a Espanha terão de realizar a mesma remodelação dos pesados endividamentos de seus bancos, de acordo com o economista e acadêmico norte-americano Kenneth Rogoff.

Professor de Economia da Universidade de Harvard que realizou uma extensa pesquisa sobre a história das crises financeiras e de defaults de dívida, Rogoff afirmou que acredita que as asserções dos líderes europeus de que não haverá outra reestruturação depois da Grécia são tão falsas quanto as afirmações anteriores de que a carga da dívida grega seria sustentável.

Em entrevista concedida nos bastidores do Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), Rogoff disse que a atual melhora nos mercados de títulos da dívida de países periféricos da zona do euro é “uma ilusão”. Segundo o economista, o Banco Central Europeu está “financiando esses títulos e é essa razão da queda dos spreads (de juros).”

Rogoff declarou que os governos “claramente precisam alongar as dívidas”, mas, eventualmente, eles terão de “absorver” as perdas e os bancos que estão atualmente comprando os títulos com o financiamento temporário do BCE precisarão ser recapitalizados.

“Que será necessária uma reestruturação na Grécia e em Portugal está claro e, provavelmente, também na Irlanda, onde deve ser suficiente remodelar as dívidas dos bancos, assim como na Espanha, se for considerada a dívida do setor privado e dos grandes bancos”, afirmou. “A Itália é um caso a parte e o que deve estar ocorrendo por lá é apenas uma questão de liquidez”.

Ele afirmou ainda que o Chipre e outros países menores da zona do euro também precisarão, certamente, de reestruturação, mas a Bélgica, assim como a Itália, deve, provavelmente, escapar por meio de “um gerenciamento razoável”. Segundo Rogoff, reestruturações da França e Alemanha, por outro lado, são “extremamente improváveis”.

A pressão para forçar essas ações drásticas deve ser mais política do que econômica, disse Rogoff, citando exemplos históricos que formam parte dos dados acumulados pelo seu livro “This Time Is Different”, escrito em parceria com Carmen Reinhart.

“Não se pode apenas pedir aos países periféricos para que absorvam os títulos e depois paguem porque eles estão sendo impelidos a fazer coisas politicamente que nunca fizeram antes”, observou. “Nós observamos o caso da Romênia, onde o (ex-ditador Nicolae) Ceausescu foi obstinado em pagar a dívida. Eles fizeram isso, mas ninguém tinha aquecimento durante o inverno. As pessoas eram miseráveis. Isso é simplesmente insustentável em uma democracia”.

Fonte: Patricia Lara, da Agência Estado/As informações são da Associated Press. 28 de janeiro de 2012 | 10h 07

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Inteligência Competitiva é destaque para atualização na ESPM – 2012

Com o surgimento de novas tecnologias, novos produtos e novos competidores, os mercados consumidores alteram suas preferências e elevam seu nível de exigências de forma constante, demandando capacidade crítica e visão estratégica por parte dos gestores de negócios.

Para enfrentar esse desafio, é necessário desenvolver competências sobre coleta, análise e gerenciamento de informações, fatores essenciais para o processo de tomada de decisão em ambientes complexos.

Diante deste contexto, o programa de extensão da Pós-Graduação ESPM oferece o curso “Inteligência Competitiva Orientada para Resultados”, o qual integra as 14 opções do programa “Cursos de Atualização ESPM”, com início em fevereiro.

O objetivo do curso é apresentar conceitos, metodologias e ferramentas indicadas pela Strategic and Competitive Intelligence Professionals – SCIP, bem como estimular o raciocínio estratégico, com base em informações de mercado, incentivando a desenvolvimento de atitudes com foco em resultados e ética profissional.

Com carga horária de 30 horas/aula, o curso é dirigido a profissionais de áreas diversas que desejam se aprimorar na análise estratégica de informações de mercado, visando obter sucesso no processo de tomada de decisões.

Os temas abordados são voltados para aqueles que buscam desenvolver conhecimentos sobre estratégias de Inteligência Competitiva, associando conteúdos conceituais e prática.

Os Cursos de Atualização ESPM, antes denominados “cursos de extensão”, fazem parte da nova grade de projetos e reestruturação da Pós-Graduação ESPM 2012, a qual busca oferecer ainda mais inovação e qualidade no ensino para o mercado.

Informações – ESPM

Horário das aulas: 19h30 às 22h30

Início das Aulas: 06 de fevereiro de 2012

Local: Campus Rodolfo Lima Martensen

Rua Joaquim Távora, 1240, Vila Mariana, São Paulo

Telefone: (11) 5081-8225 ou pelo e-mail candidato@espm.br

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Há vaga para quem fala português (do Brasil)

A indústria turística americana está à procura de quem fale português, de olho nos turistas brasileiros cada vez mais numerosos — e gastadores — que chegam aos EUA.

O recado veio da secretária-assistente de Estado interina para Hemisfério Ocidental (Américas), Roberta Jacobson, durante um encontro com Hillary Clinton com 45 estudantes da rede pública brasileira no programa Jovens Embaixadores, que promove intercâmbio cultural.

“A indústria turística está desesperada por quem fala português. Estão buscando mais informações sobre o Brasil”, afirmou ela aos adolescentes, que têm entre 15 e 18 anos, ao falar da importância do programa para estreitar laços e das portas abertas por ele.

Os EUA vêm, nas últimas semanas, redobrando os acenos ao Brasil nas áreas de turismo e educação. Na semana passada, o presidente Barack Obama anunciou a simplificação do programa de vistos para brasileiros, a fim de aumentar o número de documentos emitidos.

Ontem, sua secretária de Estado, Hillary, cumprimentou os adolescentes e disse esperar deles sugestões para aperfeiçoar o intercâmbio entre os dois países.

“São tempos animadores para ser um jovem brasileiro. Quando penso nas mudanças ocorridas no tempo de vida de vocês, não há outro país onde mais coisas tenham acontecido, no sentido de se criar oportunidades.”

Vindos de todos os Estados do Brasil, muitos deles ainda de aparelhos nos dentes e voz infantil, os estudantes contaram sua experiência a Jacobson, antes de se encontrarem com Hillary, e disseram-se felizes por poderem quebrar estereótipos.

“Minha família hospedeira perguntou se no Brasil há pizza”, disse um dos garotos de inglês impecável.

Fonte: LUCIANA COELHO, DE WASHINGTON, Folha.com – Mercado. Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

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O escritor português Miguel Souza Tavares, de 60 anos, tem uma longa relação com a cozinha…

O escritor português Miguel Souza Tavares, de 60 anos, tem uma longa relação com a cozinha. Começou a cozinhar depois de seu primeiro divórcio – e já foram três.

Em junho do ano passado, casou-se pela quarta vez. Mas se o evidente apreço marital pelo sexo feminino teve idas e vindas, as descobertas culinárias com um constante grupo de homens não tiveram fim. Daí o título do livro “Cozinha d’Amigos”, lançado em dezembro, em Portugal, pela Oficina do Livro (128 páginas, 24,40 euros).

Com receitas, memórias e opiniões contundentes, o autor dos romances “Equador” e “Rio das Flores”, editados aqui pela Companhia das Letras, faz sua primeira incursão no terreno gastronômico.

Para quem acha a cozinha um espaço democrático, ele deixa claro que gosta da ideia de que cada um é ditador na sua. Nacionalista, que se nega como tal, Souza Tavares considera a culinária portuguesa uma das melhores do mundo e manifesta certo desdém pela italiana e até pela japonesa. Mas essa é apenas uma das opiniões polêmicas que externa, entre tantas outras, na entrevista a seguir.

Valor: Por que um livro de receitas?

Miguel Souza Tavares: É uma espécie de “serviço público”. Tento explicar no livro que, ao contrário do que nos fazem crer, cozinhar não é assim tão complicado e pode ser um prazer, quando se cozinha para amigos, sem pretensões nem ostentações.

Valor: Como você começou a cozinhar?

Souza Tavares: Depois do meu primeiro divórcio. Quando me enfastiei de comer todos os dias em restaurantes, quando tudo já me parecia ter o mesmo gosto e eu tinha curiosidade de experimentar o que seria poder comer sozinho em casa.

Valor: Qual critério foi usado para a seleção de receitas?

Souza Tavares: Escolhi receitas às quais, por uma razão ou outra, estou pessoalmente mais ligado. Umas têm a ver com a infância, outras com comida de férias de praia, outras com a comida que faço para os amigos na minha casa no campo, no Alentejo, algumas que a minha mãe fazia. Digamos que são receitas que têm uma história. Aliás, o livro não é propriamente um livro de cozinha, mas um livro de histórias da cozinha, que contém receitas.

Valor: Que pratos você faz melhor?

Souza Tavares: Não é nenhum prato em especial. Um prato pode sair bem hoje e mal amanhã. São momentos, depende da concentração, do estado de espírito, da atenção aos pormenores. Mas, claro, há vários pratos nos quais eu não falho, que quase poderia fazer de olhos fechados: sopa de peixe e marisco, por exemplo.

Valor: Como foi a experiência de escrever sobre cozinha?

Souza Tavares: Mais do que as receitas ou a culinária, aquilo que me divertiu foi a escrita: escrever sobre cozinha, exatamente. Para quem já escreveu romances, livros infantis, livros de viagens, crônicas, reportagens, escrever sobre cozinha foi a demonstração de que o importante é escrever – o gênero é o menos importante.

Valor: Você tem um grupo constante de amigos que vão pra cozinha?

Souza Tavares: Tenho, nas férias de verão. Somos três amigos. Todos os dias de manhã vamos ao mercado comprar peixe e legumes e à noite cozinhamos – cada um o seu prato -, enquanto as mulheres se limitam a comer e tirar a mesa. Depois, tenho outros amigos (companheiros de caça, por exemplo) com quem cozinho; às vezes em forma de desafio, outras em colaboração. Gosto muito do ambiente dos amigos homens na cozinha.

Valor: Você caça? O quê?

Souza Tavares: Sim, na Europa caçamos, não somos tão politicamente corretos como aí. É o meu maior prazer. Caço, sobretudo, aves: perdiz, pombo bravo, codorniz, rola, pato bravo. Mas também coelhos, lebres, javalis. E faço também caça submarina. Tudo sempre com uma regra: não mato o que não vou comer.

Valor: Por que cozinhar só entre homens? As mulheres atrapalham?

Souza Tavares: As mulheres na cozinha ou sabem cozinhar e ajudam (coisa que vai sendo rara…) ou então atrapalham, como atrapalham todos aqueles que estão na cozinha sem fazer nada, enquanto você cozinha. Depois de tantos anos a ouvir as mulheres queixarem-se de que precisavam de se libertar da cozinha, descobri que não há nada melhor do que uma cozinha só com homens-amigos, que têm prazer de estar lá.

Valor: Quais são suas manias na cozinha?

Souza Tavares: Lá não tenho telefone nem televisão e não gosto de conversas em volta que me distraem. Gosto de ter as minhas coisas à mão e que ninguém as venha arrumar – o copo de vinho branco, os cigarros – e, como eu digo, gosto do princípio de que cada um é ditador na sua cozinha. A cozinha não é um espaço de gestão democrática. A mesa, logo a seguir, é que é.

Valor: Quer dizer que você fuma enquanto cozinha…

Souza Tavares: Eu fumo enquanto cozinho, enquanto escrevo, enquanto penso, enquanto caço, enquanto me deixarem. Sou militante contra o politicamente correto e o fascismo higiênico que os americanos impuseram ao mundo.

Valor: Você é produtor de azeite?

Souza Tavares: Não, imagina. Acontece que, há uns anos, fiz uma transplantação de oliveiras muito antigas (a mais nova deve ter uns duzentos anos) para a minha quinta do Alentejo. Depois de uns anos em choque traumático, em 2011, finalmente, elas deram azeitonas suficientes para fazer azeite para a casa e não mais: 40 litros. Por algum milagre inexplicável, e testemunhado por todos os que já o provaram, trata-se do melhor azeite que alguma vez provei! Uma coisa surpreendente, fantástica, e na qual o único mérito que terei tido foi, ao longo destes anos, falar frequentemente com as oliveiras. Eu fazia carinho no tronco delas, dizia que gostava muito de tê-las ali e que esperava que elas, também, estivessem felizes de ali viver. Sabe, eu acho que se deve falar com as árvores! A prova de que fui escutado é que fui recompensado: o meu azeite envergonha qualquer marca de luxo (que orgulho poder dizer isto!).

Valor: De que forma os sabores do Alentejo, ao sul, e do Porto, ao norte, onde você nasceu, se fundiram à mesa?

Souza Tavares: Eu cresci no norte e depois tornei-me habitante do sul, do Algarve e do Alentejo. Acho a cozinha portuguesa fabulosa, diferente de região para região e a melhor, para mim, é a do norte. O norte, porém, não entra neste livro, que é, basicamente, sobre a cozinha do sul, aquela que agora se chama “dieta mediterrânea” e que os especialistas concluíram ser, talvez, a cozinha mais saudável do mundo. Pode ser que numa futura edição alargada eu tenha receitas e histórias sobre a cozinha do norte de Portugal, que é, em grande parte, a cozinha da minha infância.

Valor: Você é do tipo que faz viagens gastronômicas? Que procura lugares como o ex- El Bulli, do Adrià?

Souza Tavares: Não faço viagens gastronômicas, mas quando viajo procuro conhecer a cozinha local e os melhores locais para a experimentar. Por exemplo, no Brasil, se estou em Belém, quero comer o pato no tucupi e o peixe do Amazonas; se estou em São Luís, busco experimentar a patinha de caranguejo. Ao El Bulli fui uma vez, por curiosidade, e ri-me do princípio ao fim. Aquilo não tem nada a ver com a minha cozinha, mas foi cômico assistir a toda aquela encenação. Quem ler o meu livro descobrirá que eu odeio a nouvelle cuisine, que acho uma coisa pretensiosa, para novos-ricos, e acho que nela as coisas perdem quase sempre o seu sabor original. A verdadeira cozinha para mim é o que eu chamo cozinha natural: produtos frescos e bons, feitos de forma tão simples que preservam seu sabor original.

Valor: Você disse, numa entrevista ao jornal português “Expresso”, que considera a cozinha japonesa e a italiana pobres. Por que?

Souza Tavares: Porque são pouco variadas – se bem que o melhor delas não é exportado. Se você quer comer cozinha italiana à sério, tem de ir à Itália, e o mesmo com a japonesa. Mesmo assim, acho a cozinha italiana muito pouco variada e imaginativa, quando comparada, por exemplo, com a francesa, a basca (talvez a melhor do mundo) e a portuguesa. A melhor cozinha italiana é a do Piemonte (a região das trufas), mas varia pouco. Eles não sabem cozinhar o peixe, por exemplo, não usam ervas, não tiram todo o partido do azeite, as entradas são limitadas e, ao fim de uns dias, você está farto. Não sou muito nacionalista, mas a verdade é que, quanto mais cozinhas conheço, mais viajo e mais coisas estranhas experimento, mais me convenço que a cozinha portuguesa tradicional é das melhores do mundo. Vocês praticamente só conhecem o bacalhau e o pastel de nata, mas todos os brasileiros com quem costumo comer aqui ficam siderados com a nossa cozinha.

Valor: É verdade que você odeia Nespresso? De qual café gosta?

Souza Tavares: Odeio. É só espuma e presunção. Gosto de um café forte, escuro, onde ainda reconheça o cheiro e o sabor dos grãos de café. Gosto do arábica e dos vários “blends” que se obtêm misturando alguns cafés da África com outros da Ásia, como o de Timor.

Valor: Que outra opinião provocativa você cultiva no domínio gastronômico?

Souza Tavares: Estas não são opiniões provocativas. Não gostar de nouvelle cuisine ou de Nespresso não é uma provocação, é simplesmente não se alinhar com a moda dominante e dizer que as coisas são tão melhores quanto mais naturais forem e mais próximas se mantiverem do seu sabor original. Sabe que em Portugal (que eu acho que tem o melhor peixe e os melhores frutos do mar do mundo), nós temos algumas 30 variedades de frutos do mar e algumas 40 de peixe que você encontra regularmente no mercado e todas elas têm sabor diferente? Eu posso fazer aqui provas cegas de peixe e digo-lhe o nome de todos os que estou a comer. Mas vou ao El Bulli ou a outro templo de estrelas Michelin, e todos os peixes têm o mesmo gosto, em função das combinações absurdas que eles fazem. Ora, em vez de experimentar o sabor de um salmonete – que é um peixe extraordinário -, misturado com geléia de gengibre em emulsão de fígado de avestruz e massa de abóbora, prefiro experimentar o sabor único do salmonete. Isso, para mim, é a verdadeira cozinha.

Valor: Há negociações para a edição de “Cozinha d’Amigos” no Brasil?

Souza Tavares: Nem me ocorreu. Você acha que os brasileiros poderiam ter interesse em ler as considerações de um homem na cozinha, às voltas com algumas receitas mediterrâneas da cozinha portuguesa? Quem dera!

Fonte: Por Maria da Paz Trefaut | Para o Valor, de São Paulo, 26/1/2012

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Programa Intensivo em Inteligência Competitiva Orientada para Resultados ESPM 2012

O ambiente de negócios está sendo rapidamente modificado pelo surgimento de novas tecnologias, novos produtos e novos competidores. Nesse contexto, os mercados consumidores alteram suas preferências e elevam seu nível de exigências de forma constante, demandando dos gestores de negócios capacidade crítica e visão estratégica.

Para enfrentar esse desafio, os gestores devem desenvolver competências sobre coleta, análise e gerenciamento de informações, fatores essenciais para o processo de tomada de decisão em ambientes complexos.

Objetivo:

Apresentar conceitos, metodologias e ferramentas indicadas pela Strategic and Competitive Intelligence Professionals – SCIP, bem como estimular o raciocínio estratégico, com base em informações de mercado, incentivando a desenvolvimento de atitudes com foco em resultados e ética profissional.

Público:

O Curso é dirigido a profissionais de áreas diversas que desejam se aprimorar na análise estratégica de informações de mercado, visando obter sucesso no processo de tomada de decisões. Os temas abordados voltam-se para aqueles que buscam desenvolver conhecimentos sobre estratégias de Inteligência Competitiva, associando sólidos conteúdos conceituais à sua vivência prática.

Vagas Limitadas. Início das aulas: 06/02/2012. 8 semanas. Duração do curso 30 horas/aula

Mais Informações, clique aqui.

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BlogCaso Disney 2012: Com as novas medidas para facilitar o visto para os EUA, vai ficar mais simples visitar o personagem-símbolo de Walt Disney: Férias com Mickey

Disney 2012/Fotos: Divulgação

Enquanto Branca de Neve passa acenando para o público, Mickey distribui autógrafos. Ao fundo, o castelo de Cinderela só faz confirmar: estamos mesmo em um cenário de sonhos. E não é preciso acreditar que a princesa vive ali de fato para curtir a atmosfera de fantasia. Por todo Walt Disney World, em Orlando, é possível encontrar atrações que arrancam sorrisos em rostos de todas as idades.

Semana passada, o complexo de diversão também foi palco para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciar medidas para facilitar a obtenção do visto. Ou seja: se o destino já era um dos principais entre os turistas brasileiros, com as novas medidas o país espera receber 274% mais visitantes vindos do Brasil nos próximos quatro anos. E motivos para viajar não vão faltar.

A maior – e mais esperada – novidade é a ampliação de Fantasyland, no Magic Kingdom, um dos quatro parques temáticos do complexo. Até 2014, estarão em funcionamento o novo castelo de A Bela e a Fera, a montanha-russa dos Sete Anões, uma atração especial dedicada à Pequena Sereia, novos voos com o Dumbo e até um novo lugar para que as princesas recebam seus convidados. Com isso, a área de Fantasyland vai dobrar de tamanho.

De olho na interatividade, o Magic Kingdom ganha mais uma opção de lazer. O parque símbolo do complexo vai colocar os participantes dentro da história para derrotar os vilões. Logo na entrada, serão escolhidos os “Sorcerers of the Magic Kingdom” (Feiticeiros do Magic Kingdom), que receberão cartões especiais, com poderes e tarefas. Os jogadores têm de procurar pistas e cumprir provas que os levem até onde os vilões – em forma de animação – estão escondidos.

Outra área que vai ganhar novos espaços é Downtown Disney, região que concentra restaurantes, lojas – como a maior da Disney no mundo -, shows e cinemas. Ali será inaugurado, em breve, um novo centro de entretenimento, com quase 5 mil metros quadrados. Entre as atrações, boliche, bilhar, música, atividades noturnas e restaurantes.

E para quem não quer ficar longe dos personagens nem na hora de dormir, será inaugurado, no início de maio, o Disney’s Art of Animation Resort, hotel com 1.120 quartos inspirado nos clássicos Procurando Nemo, A Pequena Sereia, Carros e O Rei Leão. É possível fazer as reservas desde já.

Calendário
Durante toda a temporada, além da inauguração de novas atrações e shows, o parque recebe também eventos anuais que já fazem parte do calendário fixo. E para aqueles que pensam que só vai até Orlando quem quer moleza, pode esquecer. Prova disso é a Disney’s Princess Half Marathon Weekend, entre 24 e 26 de fevereiro, que compõe o quadro de corridas da Disney. A Corrida das Princesas é destinada a mulheres que queiram disputar uma meia maratona pelas ruas do Epcot, um dos parques do complexo. Não é difícil ver algumas correndo por ali com coroas e afins. Ah, como é de praxe nas provas realizadas ali, personagens da marca estarão por todo o percurso incentivando as competidoras.

Já em março, é hora de desacelerar o passo no Epcot International Flower & Garden Festival. O evento, que vai de 7 de março a 20 de maio, chega junto com a primavera e traz, além de flores, atividades educacionais, música ao vivo e esculturas de plantas em forma de personagens Disney.

EUA facilitam visto para brasileiros
Estou aqui porque quero os turistas aqui amanhã”, disse na quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Magic Kingdom, com o castelo da Cinderela ao fundo. No parque mais famoso da Flórida, Obama anunciou medidas para facilitar a concessão de vistos aos turistas brasileiros, chineses e indianos. O objetivo do governo americano é aumentar em 40% a capacidade de emissão de vistos nos consulados no Brasil e entrevistar pelo menos 80% dos candidatos até três semanas após a entrega dos documentos, ainda este ano. Para tanto, uma análise caso a caso poderá dispensar da entrevista quem solicita o primeiro visto (hoje, ela é obrigatória). Não haverá entrevista na renovação (a ida ao consulado continua necessária). Crianças e idosos podem ser dispensados da entrevista. Pedidos de visto devem ser feitos no site: www.visto-eua.com.br.

Pacotes: no http://blogs.estadao.com.br/viagem/

Disney para todas as idades: Parque temático abriga atrações para crianças, adolescentes e adultos

Não é privilégio dos pequenos se encantar com os cenários dos parques Disney. Adultos também ganham brilho nos olhos e topam se aventurar nas atrações, das leves às mais radicais.

Cinema

Star Wars. Em cada tour, uma experiência. São 60 cenários diferentes - Divulgação

Há poucos filmes na história do cinema capazes de reunir um séquito de fãs tão fiéis quanto a saga Guerra nas Estrelas, de George Lucas. E como na Disney os sonhos se tornam realidade, no Hollywood Studios os maníacos pela série podem participar das aventuras de Chewbacca, Hans Solo e companhia. A clássica atração foi reinaugurada no ano passado e ganhou tecnologia 3D. A cada vez que você for, prepare-se para uma nova experiência: são mais de 60 cenários diferentes.

Outra atração clássica, Pirates of the Caribbean (Piratas do Caribe), no Magic Kingdom, ganhou fôlego por conta dos filmes protagonizados por Jack Sparrow (Johnny Depp). Inaugurado em 1973, o brinquedo era apenas um tour de barco entre cavernas, com queda livre em uma cascata de 4 metros – ganhou tecnologia de última geração no sistema de som e personagens do filme.

Velocidade
Amantes de velocidade só têm uma preocupação no Exotic Driving Experience: escolher entre dirigir uma Ferrari, Audi, Lamborghini ou Porsche. Inaugurado semana passada, o circuito Walt Disney World Speedway foi construído especialmente para a atração, que permite conduzir um desses supercarros em uma pista de autódromo real – o percurso, de pouco mais de 1 quilômetro, já recebeu provas de Fórmulas Indy e Nascar. A opção drive-yourself (dirija você mesmo) dá direito a seis voltas com um profissional como acompanhante e custa desde US$ 199 (exoticdriving.com).

Para adicionar um pouco mais de ação, que tal ver de perto como os dublês encenam sequências de perseguição, velocidade e quedas? O show Lights, Motors, Action! Extreme Stunt Show, no Hollywood Studios, revela os segredos das filmagens, em apresentações espetaculares que vão deixar você boquiaberto.

Downtown Disney
Dividida em três áreas – West Side, Marketplace e Pleasure Island, Downtown Disney é para relaxar da maratona nos brinquedos dos parques. No West Side ficam alguns restaurantes e o Cirque du Soleil – garanta com antecedência os ingressos para o imperdível La Nouba.

O nome já dá a dica do que vai ocorrer no Marketplace: gastar, gastar, gastar. São tantas coisas bacanas espalhadas por todos os lados que vai ser difícil resistir. Já a Pleasure Island, reformada recentemente, reúne bares e restaurantes, como Planet Hollywood, e baladinhas pouco inspiradas. Em breve, Downtown Disney vai ganhar novas opções de lazer – é esperar para ver.

Orlando
Apesar de pouco lembrada, a área central de Orlando também tem boas opções de entretenimento. A começar pelo Lake Eola Park, com toda a natureza ao redor, seus cafés, o Walt Disney Amphitheatre – com peças e concertos na programação – e o Orlando Farmer’s Market, que marca presença ali a cada domingo.

A vida noturna se concentra na região da Orange Avenue. Ali está também o Plaza Cinema Cafe, complexo com 12 salas e dois bares de vinho com cardápios variados. A poucas quadras está o Mad Cow Theatre, companhia de teatro local que apresenta performances clássicas, contemporâneas e musicais.

PARA OS PEQUENOS

Embarque no sonho
Na dúvida sobre a partir de que idade uma maratona pela Disney vale a pena? Os pequenininhos podem não lembrar do passeio no futuro, mas uma coisa é certa: eles vão entrar de cabeça no mundo da fantasia.

Navegar é preciso
Os pequenos fazem um tour de barco pelos cenários da Terra do Nunca no Peter Pan Flight (Magic Kingdom). Seguindo esse estilo, o clássico It’s a Small World (também no Magic Kingdom) diverte as crianças com bonecos em miniaturas representando mais de cem nações do mundo todo.

Haja coragem
Aqueles que já têm um pouquinho mais de coragem podem se aventurar em um voo no Dumbo the Flying Elephant (Magic Kingdom) e na Haunted Mansion, que não é tão assustadora, mas, pode ser um desafio para aqueles que ainda têm medo do escuro.

Interativo
Uma das atrações mais bacanas é o Turtle Talk with Crush (Epcot), no qual Crush, a tartaruga de Procurando Nemo, responde às perguntas das crianças. Mas o idioma pode ser um problema, já que Crush só fala inglês. Se preferir algo mais dinâmico, no Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin (Magic Kingdom) e no Toy Story Mania! (Hollywood Studios) os participantes precisam acertar alguns alvos e, ao final, dá para conferir a pontuação e ver quem mandou bem na partida.

Shows
Dê uma pausa na adrenalina em espetáculos como Voyage of the Little Mermaid (Hollywood Studios) e Festival of the Lion King (Animal Kingdom). Não dá para esquecer também das paradas do Magic Kingdom e de Wishes, a tradicional queima de fogos do castelo da Cinderela.

Princesas
Na Bibbidi Bobbidi Boutique, as meninas podem se transformar em princesas no salão da Cinderela (no castelo ou na loja World Of Disney, em Downtown). Custa desde US$ 49,95 (cabelo e maquiagem) – o pacote completo, com vestido, sapato e coroa não sai por menos de US$ 200. Reserve: (407) 939-7895.

Bichinhos
Como num tour pela África, o Kilimanjaro Safari, no Animal Kingdom, leva os grupos para ver leões, elefantes, girafas e crocodilos bem de pertinho. E vai deixar a garotada boquiaberta.

PARA OS TEENS

Emoção e adrenalina
Se tem uma turma que não quer perder uma atividade sequer é a de jovens. E embora o Walt Disney World não tenha brinquedos tão radicais, algumas atrações podem, sim, garantir sua cota de frio na barriga.

Trilhos e loopings
Os gritos são garantidos nas montanhas-russas – e, na Disney, elas têm as temáticas mais variadas. Num tour pelo Everest, o grupo de exploradores encontra-se com o Yeti, o abominável homem das neves. Esse é o mote da divertida Expedition Everest (Animal Kingdom), que faz o percurso até o topo da montanha e volta de costas, no escuro. Já os fãs de rock podem aproveitar os agudos das guitarras na Rock’n'Roller Coaster (Hollywood Studios).

Ali, você é o convidado do Aerosmith para um show, mas está atrasado e precisa acelerar, com direito a loopings – e trilha sonora do grupo, é claro. No Magic Kingdom, a famosa Space Mountain leva a um tour a 45 quilômetros por hora – e no escuro. Proposta oposta da Big Thunder Mountain Railroad, montanha-russa a céu aberto, que lembra um trem em meio ao deserto. Nos dias de calor, a Splash Mountain é para quem quer se refrescar com um banho de água fria.

Quase real
É no Epcot que está uma das atrações mais interessantes do complexo: em Soarin’, o público “sobrevoa” pontos turísticos da Califórnia, com direito a sensações de vento, brisa do mar e até cheiro de laranjas. Aumentando o nível da emoção, os adolescentes certamente vão se encantar pelo Test Track, um simulador de carros de alta velocidade. Mas se você quer saber como se sente um astronauta, a Mission: Space reproduz um voo a Marte, com duas opções de radicalidade: verde, mais tranquila, ou laranja, para os mais ousados. A sensação da força da gravidade agindo sobre seu corpo é, no mínimo, interessante.

Que susto!
Para quem gosta de emoção aliada a alguns sustos, o elevador assombrado de um hotel, o The Twilight Zone Tower of Terror (Hollywood Studios) despenca das alturas e garante a adrenalina. Já o Dinosaurs (Animal Kingdom) vai te levar para a era dos répteis gigantescos – esteja preparado para chacoalhar.

Fonte: Thaís Pinheiro / ORLANDO – O Estado de S.Paulo, 24/1/2012

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Gastos de brasileiros no exterior batem recorde em 2011

US$ 21,2 bilhões foram deixados por brasileiros em outros países, enquanto US$ 6,8 bilhões foram trazidos por turistas estrangeiros para o País

SÃO PAULO – Os gastos de brasileiros no exterior bateram recorde em 2011. Dados do Banco Central (BC) divulgados nessa terça-feira, 24, mostram que US$ 21,2 bilhões foram deixados por brasileiros em outros países, enquanto US$ 6,8 bilhões foram trazidos por turistas estrangeiros para o País.

A diferença é o saldo da conta de viagens internacionais divulgado pelo BC, de US$ 14,5 bilhões, também um resultado recorde.

Só no mês de dezembro, o saldo dessa conta ficou negativo em US$ 1,1 bilhão, com crescimento, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de 7,1% dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil e de 2,2% dos gastos de turistas brasileiros no exterior.

O chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Tulio Maciel, disse que o crescimento desses gastos reflete o aumento da renda dos brasileiros e o comportamento da taxa de cambio. “A partir de setembro, observamos uma mudança, com moderação do crescimento em bases interanuais”, disse.

Ele destacou que os gastos de brasileiros com viagens internacionais foi o grande destaque da conta de serviços do balanço de pagamento do Brasil com o exterior.

O segundo destaque da conta de serviços foi com aluguel de equipamentos (US$ 16,669 bilhões), que aumentaram 21%. Esse crescimento, disse ele, está associado aos investimentos que foram feitos no País, principalmente no setor de extrativismo mineral. “Mas essa é uma conta que tende a continuar crescendo”, ressaltou.

Fonte: Estadao.com.br 24 de janeiro de 2012 | 10h 41

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Gafe sobre rendimento faz portugueses pedirem renúncia do presidente

Cavaco Silva receberá mais de 10 mil euros por mês - Tiago Petinga/Efe

Aníbal Cavaco Silva reclamou que medidas de austeridade reduziram seus ganhos financeiros

LISBOA – Mais de 14 mil pessoas assinaram uma petição online pedindo que o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, renuncie. Os pedidos foram feitos depois que ele reclamou sobre a queda em seus rendimentos, em razão das medidas de austeridade, muito embora sua renda seja cerca de 11 vezes maior do que a média recebida pelos portugueses.

Portugal promulgou cortes de salários e aposentadorias como parte do pacote de resgate de 78 bilhões de euros (US$ 101 bilhões) recebido no ano passado.

Cavaco Silva, de 71 anos, disse na semana passada que será difícil viver com a aposentadoria que vai receber. Ele declarou ter uma renda de mais de 10 mil euros mensais além de investimentos. A média salarial em Portugal é de 900 euros.

Os comentários do presidente, um cargo eminentemente cerimonial no país, deram início a vários protestos. Nesta terça-feira, um grupo pretende fazer uma brincadeira e realizar uma “campanha de doação” com o slogan “uma moeda para Cavaco”.

Agência Estado. As informações são da Associated Press. 24/1/2012. Foto: Tiago Petinga/Efe

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BlogCaso Inteligência Competitiva: Setor de cama e mesa prevê recuperação

Depois de um 2011 difícil para o setor têxtil, a perspectiva é de recuperação entre os fabricantes de itens de cama, mesa e banho em 2012. Um otimismo moderado é compartilhado pelo setor que espera retomar o crescimento nas vendas e nas margens depois de amargar os reflexos da alta dos preços do algodão que prejudicou o desempenho no ano passado.

Para a Lepper, de Joinville, a perspectiva é crescer e faturar R$ 180 milhões em 2012. A empresa atua com produtos populares, com foco em licenciamento de marcas voltadas para o público infanto-juvenil. Segundo Gabriela Loyola, vice-presidente da empresa, o ano de 2011 foi de aprendizado para a empresa. Em 2010, a Lepper havia faturado cerca de R$ 196 milhões e teve um desempenho mais baixo no ano passado.

“Nós tentamos repassar para o mercado o custo do algodão, porque a empresa não teve como segurar. O mercado não reagiu bem”, explica Gabriela. De acordo com a vice-presidente, o aumento dos preços acabou se refletindo em uma queda no volume de vendas. “O produto têxtil é considerado como um supérfluo e houve uma mudança do perfil de consumo. O orçamento das famílias está bem mais comprometido com eletrônicos e outros financiamentos”, disse.

De acordo com Gabriela, os preços das tabelas de produtos já foram reajustados para baixo, acompanhando o movimento do algodão, que também teve queda. A Lepper já voltou a produzir com máxima capacidade em dezembro e retomou o nível de emprego, com cerca de 1 mil funcionários, atenta às vendas da próxima coleção.

Para a Teka, de Blumenau, o ano começa mais animado do que em 2011. “Projetamos um crescimento expressivo, acima de 2010, já que 2011 foi atípico”, diz Marcello Stewers, vice-presidente.

De janeiro a setembro de 2011, a Teka faturou R$ 189,9 milhões segundo dados informados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No mesmo período do ano anterior, a empresa tinha uma receita de venda de R$ 244,3 milhões.

“Vamos conquistar mais margem e lucro, e não somente volume este ano. Todos os produtos que nos davam prejuízo estão sendo revisto”, disse Stewers. A alta nos preços do algodão foi o principal responsável, segundo o vice-presidente, para o resultado ruim em 2011. Para 2012, a expectativa é de “otimismo pé no chão”.

A Döhler, de Joinville, tem uma perspectiva de cenário mais otimista. A companhia informou ao mercado que projeta um crescimento de 15% em 2012 na comparação com o ano passado.

De janeiro a setembro de 2011, segundo dados informados à CVM, a Döhler obteve uma receita de R$ 224 milhões. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado R$ 175,3 milhões em receita.

Carlos Döhler, diretor da empresa, avalia que a perspectiva para o mercado têxtil de cama, mesa e banho é crescer em 2012. “O que não podemos é esperar taxas altas de crescimento. O consumo interno continua em ascensão, então é factível que o país todo evolua entre 3 e 4% no ano. Tudo dentro de uma normalidade, sem a euforia que ocorreu em 2010″, disse.

Fonte: Júlia Pitthan | De Florianópolis, Valor Econômico, 24/1/2012

Sobre o BlogCaso

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