Inteligênci@ Competitiv@ e Merc@do

Havaianas vão virar tênis

22/11/2009 · Deixe um comentário

“Se podemos criar um diferencial, dá para sair da luta por preços, que é sempre nefasta. É com valor agregado ao produto, investimento em conceito, marketing e pesquisa que se combate [o avanço chinês]. A indústria de cópia é rápida e pula essas fases”
MÁRCIO UTSCH
diretor-presidente da Alpargatas

Depois de variar modelos e cores de suas famosas sandálias de borracha, as Havaianas radicalizam e vão virar tênis.

A Alpargatas, fabricante da marca, pretende lançar os modelos “dedos fechados”, como vêm sendo chamados internamente, já no primeiro trimestre de 2010.

A estreia será na Europa, onde a marca está presente com operação própria em cinco países. No Brasil, só em julho, quando o inverno chegar.

O calçado, que ainda está em fase de testes e não tem nome oficial, mantém a identidade das Havaianas, segundo Márcio Utsch, presidente da Alpargatas. Trata-se de um tênis de lona produzida pela companhia.

Foi mantido muito das “legítimas”: as tão alardeadas tiras “que não soltam”, a sola de borracha, com direito aos clássicos três furos, e o relevo lateral.

Tudo para dar a sensação de pisar nos chinelos da marca, pelos quais os europeus chegam a desembolsar até 30. O preço do novo tênis ainda é segredo de Estado na companhia.

O projeto faz parte do conceito de inovação que, segundo Utsch, é a melhor ferramenta para enfrentar a agressiva concorrência chinesa no setor.

“Se podemos criar um diferencial, dá para sair da luta por preços, que é sempre nefasta. É com valor agregado ao produto, investimento em conceito, marketing e pesquisa que se combate. A indústria de cópia é rápida e pula essas fases.”

A empresa investe todos os anos em pesquisa e desenvolvimento de 3% a 4% de seu faturamento, que foi de R$ 2,4 bilhões em 2008.

O Brasil, que há dez anos era líder no setor, perdeu o posto para os chineses, que têm hoje 65% do mercado mundial.

Para tentar deter esse avanço, o governo brasileiro tem adotado medidas antidumping, apoiadas por fabricantes nacionais. Utsch, porém, discorda.

“Não adianta fazer política de proteção para conter a China. O câmbio também não é o problema. Precisamos é de políticas para incentivar a indústria brasileira.”

Fonte: Maria Cristina Frias, Folha de S.Paulo, Mercado Aberto.

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SP Market passará por novas vistorias e deve reabrir na quarta-feira

22/11/2009 · Deixe um comentário

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) mandou fechar ontem o shopping SP Market até terça-feira, depois do segundo desabamento em menos de um mês, e disse ver indícios de irregularidades na obra de ampliação.

Segundo Kassab, o shopping, de 330 lojas na zona sul da cidade, só voltará a funcionar depois que a administração e as empresas envolvidas na obra assinarem um termo de conduta. A obra no SP Market passará por novas vistorias.

A prefeitura exige um laudo técnico para saber se o teto que permanece no local será parcial ou inteiramente trocado.

Caso o termo esteja dentro do que a prefeitura determina, o shopping poderá reabrir na quarta-feira e continuar parcialmente interditado.

Do contrário, o shopping ficará fechado por tempo indeterminado.

O plano apresentado terá que ser aprovado pelo Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis), Defesa Civil, Bombeiros e subprefeitura.

Uma outra exigência da prefeitura é que o SP Market contrate uma gerenciadora para as obras de ampliação no local.

“Não podemos, num momento como esse, num shopping por onde circulam diariamente milhares de pessoas, deixar de dar esse sinal de tranquilidade”, disse Kassab.

Por volta das 15h20 de sexta-feira, durante uma chuva forte acompanhada de ventania, uma parede de 30 m2 erguida sobre a cobertura do shopping caiu, atingiu quatro lojas e feriu 12 pessoas sem gravidade.

Fonte: Folha de S.Paulo. Leia mais ao clicar aqui.

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Inteligência Competitiva, Tomada de Decisão e Gestão de Risco

20/11/2009 · 1 Comentário

Cada vez mais o trabalho de inteligência competitiva está voltado a gestão do risco.

Para Jan Herring, inteligência competitiva é o conhecimento e previsão do mundo que nos cerca – prelúdio para as decisões e ações do presidente da empresa.

Como tomar decisões melhores

O processo decisório em organizações raramente foi objeto de análise sistemática.

Isso talvez explique o impressionante número de péssimas decisões tomadas nos últimos tempos, como a de securitizar hipotecas de altíssimo risco ou de neutralizar o risco com swaps de crédito.

A literatura administrativa está repleta de insights sobre esse processo decisório.

O problema é que muitas organizações não dão ouvidos a essas recomendações.

É hora de voltar a atenção à tomada de decisões, diz Davenport.

O autor propõe quatro passos:

(1) enumerar e priorizar decisões a serem tomadas;

(2) avaliar fatores envolvidos em cada uma delas (quem exerce tal ou qual papel na decisão, com que frequência é tomada, qual a informação disponível para respaldá-la?);

(3) definir papéis, processos, sistemas e comportamentos que a organização deve adotar; e

(4) institucionalizar ferramentas de decisão e apoio.

Duas organizações citadas no artigo (ETS e The Stanley Works) conseguiram melhorar a qualidade das decisões tomadas.

A ETS montou um comitê deliberativo centralizado para tomar decisões com base em evidências sobre novas ideias.

Já a Stanley criou um centro de “excelência em preços” com consultores internos dedicados às várias divisões de negócios da empresa.

O líder deve trazer perspectivas distintas ao processo decisório, ter cuidado com modelos analíticos que seus gerentes não entendem, deixar bem claro que premissas está usando, praticar a “gestão de modelos” e — já que somente o ser humano pode alterar critérios de decisão com o tempo — ter backups humanos.
Fonte: Thomas H. Davenport, Harvard Business Review, Novembro 2009.

Os assinantes da HBR podem ler mais ao clicar aqui.

Estudo de Caso

O método do estudo de caso, tradicional metodologia da Harvard Business School, procura mostrar com exemplos reais, as decisões que estão nos bastidores das empresas e dos negócios.

Apenas como exemplo, portanto sem julgamento de valor, leia a matéria produzida por Arthur Guimarães, do UOL Notícias, em São Paulo e pense qual o papel de um profissional de inteligência competitiva, em situações desta natureza.

Qual a importância das empresas contratarem e portanto terem em seus quadros profissionais, pessoas com formação em inteligência competitiva, não só para avaliar movimentos da concorrência e do mercado, mas avaliar riscos em seus produtos, serviços, empreendimentos, entre outros.

Quantas indústrias (setores econômicos na teoria de Michael Porter), lidam com vários públicos-alvo, entre eles o cliente, o consumidor final, que precisam contar com profissionais especializados em analisar sinais de mercado, elaborar alertas (inclusive alertas de segurança), para melhor decisão dos gestores de uma organização.

Após primeiro desabamento, lojistas moveram abaixo-assinado contra obras no SP Market

“Lojistas do shopping SP Market, na zona sul de São Paulo, onde um desabamento do teto deixou oito feridos na tarde desta sexta-feira (20), reclamam das condições das obras realizadas no local. É o segundo desabamento em menos de um mês no estabelecimento.

Adriana Rocha Brito, gerente da loja Pucket, afirma que as obras estão sendo feitas na “engenharia da pressa, correndo para ficar prontas para o Natal”.

Depois do último desabamento, ocorrido em 24 de outubro deste ano, ela afirma que organizou um abaixo-assinado, em que 500 pessoas pediam a redução do aluguel por conta da queda de frequentadores, o aumento do número de eventos para atrair clientes e mais segurança para a obra.

“Frequentemente caem detritos do teto na praça de alimentação, é comum pessoas caírem nos corredores, muitos ainda estão em reforma”, diz Adriana.

 A gerente afirma que a administradora do shopping aplicou-lhe uma multa de R$ 12 mil, alegando que a convenção do estabelecimento diz que os lojistas não podem fazer motim.

O shopping não se pronunciou sobre o caso.

Leia mais ao clicar aqui.

Fonte: Arthur Guimarães, UOL Notícias, em São Paulo.

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O que diria Drucker?

20/11/2009 · Deixe um comentário

Lembrar dos ensinamentos de Peter Drucker poderia ter nos ajudado a evitar — e nos ajudará a superar — uma série de desafios, de restabelecer a confiança em empresas a lidar com o aquecimento global.

Lá atrás, Drucker soou o alerta sobre o salário exorbitante de executivos, a incapacidade das montadoras americanas de se adaptarem e inovarem, a ameaça competitiva de mercados emergentes e o perigo de menosprezar organizações sem fins lucrativos e outros agentes de mudanças na sociedade.

Se ainda estivesse entre nós, um século após seu nascimento, o que Peter Drucker diria sobre temas tão prementes?

Suas lições podem ser resumidas em três temas: primeiro, a administração deveria ser uma profissão; todo executivo deve lembrar que sua principal função é preservar a saúde da organização a longo prazo.

Isso significa assumir responsabilidade pelo bem-estar social, não só pela geração de riqueza.

Segundo, o trabalhador do conhecimento não pode ser controlado; deve ser motivado e deve ter um propósito maior do que o mero ganho pessoal.

E, por fim, o terceiro setor é um ingrediente crucial de uma boa sociedade, na qual a iniciativa privada possa vicejar.

Drucker não foi um revolucionário.

Apenas pedia que questionássemos o que tomávamos por verdade. Pregava a constância e a visão.

Viu que, para liderar em tempos turbulentos, é preciso não só prever para onde as coisas vão como também entender o que não irá mudar.

Os assinantes da HBR podem ler mais ao clicar no link abaixo.

Fonte: Rosabeth Moss Kanter, Harvard Business Review, Novembro 2009.

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Petrobras implanta refinaria no Rio Grande do Norte

19/11/2009 · Deixe um comentário

Termo de Compromisso entre o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a Petrobras será assinado nesta quinta-feira, às 15h, em Guamaré, para dar inicio às obras de infraestrutura da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), com vistas a ampliar capacidade já instalada e implantar unidade de produção de gasolina.
A assinatura ocorrerá na presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Com as obras a serem executadas, a refinaria, que já produz gás liquefeito de petróleo (GLP), diesel e querosene de aviação (QAV), vai produzir, a partir de 2010, gasolina, além de nafta petroquímica.

A Refinaria Potiguar Clara Camarão processa atualmente petróleo produzido nos campos de terra e mar do Rio Grande do Norte e, como todas as refinarias da Petrobras, também pode processar petróleo do pré-sal.

A capacidade de processamento atual é de 30 mil barris de petróleo por dia.

Com as novas obras de infraestrutura e ampliação, a RPCC produzirá 4,5 mil barris diários de gasolina, o que tornará o estado autossuficiente em relação a este produto.

Desde a sua implantação, a refinaria, localizada no Pólo Industrial de Guamaré, recebeu investimentos da ordem de US$ 1,65 bilhão. O investimento na ampliação das instalações será de US$ 215 milhões, totalizando US$ 1,84 bilhão.

Após as obras, a Clara Camarão contará com um novo quadro de bóias com capacidade para atracar navios de 50 mil toneladas, além de uma unidade de produção de gasolina automotiva.

Assim, o Rio Grande do Norte terá uma refinaria moderna, que produzirá mensalmente após a sua conclusão, 21 mil m3 de gasolina, 45 mil m3 de diesel, 7.500 m3 de QAV, 11.700 m3 de GLP e 3 mil m3 de nafta petroquímica.

O nome da refinaria é uma homenagem a Clara Camarão, índia brasileira que liderou um grupo de nativas na luta contra os holandeses durante a colonização.

Clara Camarão comandou um batalhão feminino que teve atuação decisiva na batalha ocorrida na cidade de Porto Calvo em 1637.

A refinaria Potiguar Clara Camarão é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar sua capacidade de refino em 1,2 milhão de barris/dia até 2015.

Atualmente, a capacidade de refino da Petrobras no Brasil é de 1,9 milhão de barris/dia, volume superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia.

Com isso, a Petrobras terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação.

Fonte: Petrobras
Bom dia e bom trabalho.

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Inteligência Competitiva: Referências para estudantes e profissionais

17/11/2009 · Deixe um comentário

Para os interessados em estudar ou se desenvolver no tema “Inteligência Competitiva” algumas referências bibliográficas para trabalhos de graduação, pós-graduação e profissionais.

  1. Livros em português e inglês, clique aqui. 
  2. Blogs e Comunidades sobre Inteligência Competitiva e Competitive Intelligence, clique aqui.
  3. Artigos de Alfredo Passos sobre Inteligência Competitiva, clique aqui.
  4. Livros em português, sobre Inteligência Competitiva à venda na Livraria Cultura, clique aqui.

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Clipping é inteligência competitiva?

16/11/2009 · 1 Comentário

Certa tarde, um velho índio cherokee contou ao neto uma história sobre a batalha que acontece no interior das pessoas.
“Meu filho, a batalha é entre os dois lobos que existem dentro de nós. Um é mau. É a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o arrependimento, a cobiça, a arrogância, a autocomiseração, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o falso orgulho, a superioridade e o ego.”
“O outro é bom. É a alegria, a paz, o amor, a esperança, a serenidade, a humanidade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.”
O neto pensou por um minuto e perguntou ao avô:
“Qual dos lobos vence?”
O velho cherokee respondeu simplesmente:
“Aquele que você alimentar.”- Anônimo

 

Escolha é a matéria-prima de quem trabalha com Inteligência Competitiva. Monitorar concorrentes, tecnologias, tendências de mercado e acima de tudo mostrar riscos a serem evitados, são em última análise derivadas de uma escolha, como podemos ler na história acima.

Um profissional de Inteligência Competitiva busca e precisa apontar para os dirigentes de sua empresa, a diferença entre os dois lobos.

Claro que esta não é tarefa fácil.

Além de leitura e estudo, a prática, a experiência, ou seja, saber avaliar como executivos de uma empresa tomam decisão, faz toda diferença na criação de um programa de inteligência, e principalmente, quando da elaboração de produtos de inteligência, quer sejam newsletters, relatórios impressos, apresentações em power point, planilhas excel, emails, entre outras possibilidades

Porém, ao realizar diagnósticos empresariais e informacionais em empresas de diversos segmentos e portes também diversos, constato que está sendo oferecido, cada vez mais para executivos, um produto de inteligência, que nada mais é do que um clipping, cada vez mais extensos (relatórios de 20 páginas), que buscam atingir um número maior de gestores dentro da empresa, com o objetivo de aumentar o volume de informação, e não o valor da informação.

Hoje, se acredita que o envio das principais notícias do dia, divididas por títulos que buscam endereçar áreas, departamentos ou processos da empresa, com links, caso “o leitor – executivo” tenha um maior interesse pela notícia, seja um trabalho de inteligência competitiva.

E as vezes, o mais interessante é uma notícia ser endereçada a vários executivos de uma organização, copiada e colada de um jornal econômico ou revista de negócios, sem citação alguma a fonte.

Ora, que trabalho de inteligência é esse?

Então cita-se uma matéria publicada em um veículo de grande circulação, com título e breve resumo do próprio jornal, revista, rádio, televisão, internet e “leitor – executivo” que se vire, se quer mais informação sobre aquele assunto?

Ah, inteligência competitiva não é isso.

Louvável o trabalho de muitos fornecedores em colecionar informações jornalísticas ao longo de toda uma noite, para logo no início do expediente corporativo, ou seja, por volta de 8 horas da manhã, enviar um informativo para um profissional da empresa, que simplesmente vai encaminhar para uma lista já gravada em seu computador, o trabalho de “inteligência” do dia. Ou o próprio fornecedor, de posse da lista, já enviar para empresa, ou disponibilizar na intranet da empresa.

Risco em inteligência e risco por um profissional de inteligência

Então se o clipping não conseguir “coletar” todas as “notícias” sobre determinado produto, concorrente, mercado, consumidor, pelo simples fato que este veículo de comunicação (de uma cidade, de um estado mais distante, por exemplo) ainda não ter disponibilizado em seu site, toda a publicação atualizada, o trabalho de inteligência corre risco?

Sim, justamente a função que está sendo criada para minimizar riscos, é aquela que acredita que “notícias de jornais, revistas, sites, emissoras de televisão, rádio, além de blogs, redes sociais, podcasts, são produtos de inteligência.”

Por isso, é hora de rever o que está sendo chamado de inteligência, pois diferenciar o sobrenome; inteligência de mercado, inteligência estratégica, inteligência de compras, inteligência do consumidor, pode ter um efeito “cosmético.”

Afinal, muda-se o sobrenome, mas não a função, exigências profissionais e a qualificação e experiência para se fazer “inteligência”.

Muito já se falou e escreveu sobre inteligência, mas o profissional formado para trabalhar neste campo de trabalho, continua a ter como objetivo primordial e prioritário, a resolução de um problema empresarial, que passa pela comunicação à empresa de ações que visam antecipar movimentos da concorrência e do mercado.

Cada vez mais inteligência é a gestão do risco.

E a resolução deste dilema corporativo, não é publicada nos jornais diários ou vem no clipping com um link para ser acessado por qualquer um dos executivos, da lista da empresa.

Pense nisso!

Bom dia e bom trabalho!

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Lucro líquido da Grendene bate recorde e registra R$ 187,2 milhões no acumulado de janeiro a setembro

16/11/2009 · Deixe um comentário

Valor é 19,5% superior a igual período de 2008. O aumento da massa salarial, a ascensão das classes de menor renda e a melhora da confiança dos consumidores vêm favorecendo o crescimento da empresa.

A GRENDENE (BOVESPA: Novo Mercado – GRND3) consolida, com os resultados do terceiro trimestre de 2009 e no acumulado até setembro, excelentes resultados e reforça seu compromisso com a estratégia que vem desenvolvendo nos últimos anos, com pequenas adequações táticas às diferentes conjunturas econômicas.

No acumulado dos nove meses de 2009, a Grendene fabricou 108 milhões de pares de calçados, gerou R$ 286 milhões de caixa provenientes das atividades operacionais e pagou R$ 99 milhões de dividendos a seus acionistas. “Embora esperássemos um terceiro trimestre ainda melhor, consideramos excelentes os números registrados no acumulado do ano, considerando que são números recordes para o período de 9 meses. Comparativamente, observa-se que nenhuma empresa do setor de calçados no Brasil se aproxima destes números e poucas empresas brasileiras do setor de consumo em geral o superam”, explica Francisco Schmitt, diretor de relações com investidores da Grendene.

“Com R$ 733 milhões de caixa líquido, boa diversificação geográfica, forte presença internacional, cartela de produtos sempre renovada e excelência na operação, a Grendene continua bem posicionada para aproveitar todas as oportunidades que um mercado em expansão apresenta e consolidar sua liderança”, completa o executivo.

No trimestre, a empresa deu destaque a duas de suas principais linhas. Para encerrar as comemorações dos trinta anos de Melissa, foi montada a exposição “MELISSA EU!”, uma retrospectiva de moda e design, aberta ao público até o dia 15 de novembro, no Rio de Janeiro.

Outra grande marca da empresa, a Rider, ganhou uma releitura e voltou ao mercado, com uma visão mais contemporânea.

O chinelo, que conquistou uma geração de esportistas com o conceito “after sports”, rejuvenesceu. Com isso, revigorou o segmento inventado pela própria Grendene nos anos 80.

Destaques 

  •  A receita bruta atingiu crescimento de 13,2% no acumulado dos nove meses de 2009 e de 3,9% no 3º trimestre de 2009, em comparação a iguais períodos do ano anterior.
  • A receita bruta de vendas no mercado interno, no terceiro trimestre deste ano, atingiu R$ 421,9 milhões, crescimento de 8,2%, com volume total de 32,4 milhões de pares, crescimento de 8,3% e preço médio estável comparado ao mesmo período de 2008. Já no acumulado dos nove meses de 2009, a receita bruta de vendas no mercado interno atingiu R$ 973,3 milhões, 12,2% superior ao mesmo período de 2008, com volume de 76,5 milhões de pares, 10,2% superior aos 9M08 e preço médio 1,8% maior.
  • No terceiro trimestre de 2009, as receitas de exportação caíram 21% em reais, 29,4% em dólares e 15,5% em volume, comparado ao mesmo período de 2008, refletindo a crise nos principais mercados de exportação e a valorização do real frente ao dólar. Nos nove meses de 2009, comparado a igual período de 2008, a empresa obteve crescimento de 17,6% em reais, queda de 4,8% em dólares e 8,6% em pares. A participação do mercado externo na receita bruta de vendas se manteve em 20%, nos 9M09 (19,4% no 9M08).
  • De acordo com os dados divulgados pela SECEX/ABICALÇADOS, as exportações brasileiras de calçados no acumulado dos nove meses de 2009, em comparação a igual período do ano passado, reduziram 30% em dólar, 26,5% em volume de pares vendidos e em 4,8% o preço médio em dólar. Comparativamente, a Grendene diminuiu 4,8% a receita bruta em dólares e 8,6% em volume de pares, tendo aumentado 4,1% o preço médio em dólar. Com estes resultados, a participação da empresa no volume das exportações brasileiras de calçados cresceu de 27,1% em 9M08 para 33,7% em 9M09.
  • A receita líquida de vendas cresceu 4,3% no 3º trimestre deste ano e 15,5% no acumulado dos nove meses quando comparadas a iguais períodos de 2008.
  • O Lucro Bruto no terceiro trimestre de 2009 diminuiu 7,8% em relação a igual período de 2008. A queda foi conseqüência de uma menor eficiência na fabricação, ocasionada por uma alta demanda de produção e pela deterioração na taxa de câmbio que pressionou as margens de exportação. Neste período, a receita líquida por par aumentou 1,5% e o volume de pares 2,7% em relação a 2008, resultando em uma receita líquida total 4,3% maior.
  • Foram adquiridas e instaladas 46 novas máquinas e contratados cerca de 5.000 funcionários com o propósito de aumentar a capacidade de produção dos produtos, cuja demanda, fortemente aquecida, surpreendeu a empresa e deve continuar até o final do ano.
  • O Lucro bruto aumentou 12,1% nos nove meses deste ano, levemente inferior ao aumento de 13,2% da receita bruta de vendas no mesmo período, mostrando que a queda de margem foi localizada no terceiro trimestre do ano, diluindo-se no acumulado de 2009.
  • No 3T09, o resultado financeiro líquido foi positivo de R$7,9 milhões vs. resultado financeiro líquido negativo de R$ 13,1 milhões do 3T08. O resultado financeiro líquido nos 9M09, também foi positivo de R$ 43,7 milhões (vs R$14,8 milhões no 9M08).
  • No 3T09, o lucro líquido foi de R$ 65,6 milhões, com margem de 16,3%, 270 pbs inferior à margem de 19,0% do 3T08 (R$ 73,3 milhões). Nos 9M09, o lucro líquido cresceu 19,5%, de R$ 156,7 milhões nos 9M08 para R$ 187,2 milhões nos 9M09, com margem de 18,1%, 60 pontos-base superior à margem de 17,5% dos 9M08.

Nos 9M09, o EBITDA apresentou crescimento de 3,5% (R$116,7 milhões em 9M09 vs. R$ 112,8 em 9M08) e queda na margem EBITDA de 12,6% nos 9M08 para 11,3% nos 9M09.

Metas Futuras

A Grendene mantém as perspectivas de que os resultados de 2009 superem os de 2008.

A expectativa é de que o crescimento da receita bruta seja a uma taxa composta média (CAGR), entre 8% e 12% e que o do Lucro Líquido, também a uma taxa composta média (CAGR), fique entre 12 % e 15% nos próximos cinco anos (2009-2013).

Com relação aos investimentos em propaganda e publicidade, o objetivo da empresa é manter a média de 8% a 10% da Receita Líquida.

Fonte: CDN São Paulo

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“O Google é uma tragédia para os jovens”, afirma Umberto Eco

15/11/2009 · Deixe um comentário

O escritor e semioticista italiano Umberto Eco, curador de uma nova exposição no Louvre em Paris, falou à “Spiegel” sobre o lugar que as listas ocupam na história da cultura, as formas pelas quais tentamos evitar pensar na morte e por que o Google é perigoso para os jovens.

Spiegel: Mas você disse que as listas podem estabelecer a ordem. Então, tanto a ordem quanto a anarquia se aplicam? Isso tornaria a internet, e as listas criadas pelo mecanismo de busca Google, perfeitas para você.
Eco:
Sim, no caso do Google, ambas as coisas convergem. O Google faz uma lista, mas, no minuto em que eu olho para minha lista gerada pelo Google, ela já mudou. Essas listas podem ser perigosas – não para pessoas mais velhas como eu, que adquiriram o conhecimento de outra forma, mas para os jovens, para quem o Google é uma tragédia. As escolas precisam ensinar a fina arte de discriminar.

Spiegel: Você está dizendo que os professores deveriam instruir seus alunos sobre a diferença entre o que é bom e o que é ruim? Se sim, como eles deveriam fazer isso?
Eco:
A educação deveria voltar à forma que era nas oficinas do Renascimento. Lá, os mestres não eram necessariamente capazes de explicar aos alunos porque uma pintura era boa em termos teóricos, mas eles faziam isso de forma mais prática. Veja, o seu dedo pode se parecer com isso, mas ele é de fato assim. Veja, esta é uma boa mistura de cores. A mesma abordagem deveria ser usada nas escolas ao lidar com a internet. O professor deveria dizer: “Escolha qualquer assunto, quer seja a história alemã ou a vida das formigas. Busque 25 páginas diferentes na internet e, ao compará-las, tente descobrir qual oferece uma boa informação”. Se dez páginas descreverem a mesma coisa, pode ser um sinal de que a informação publicada está correta. Mas também pode ser um sinal de que alguns sites copiaram os erros dos outros.

Fonte: Susanne Beyer e Lothar Gorris, Der Spiegel Tradução: Eloise De Vylder. Leia mais ao clicar aqui.

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NET supera Telefônica (banda larga)

13/11/2009 · Deixe um comentário

A NET atingiu a primeira posição no mercado de banda larga do Brasil e é a maior empresa do setor em número de assinantes, à frente da Telefônica, sua principal concorrente.

A empresa fechou o 3º trimestre de 2009 com 2,79 milhões de assinantes do NET Vírtua, seu produto de banda larga, o que representa um crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2008.

Vale lembrar que no próximo dia 19 a Telefônica deve participar do leilão de compra da GVT e, caso consiga vencer a francesa Vivendi nessa disputa, voltara à primeira posição do ranking, com cerca de 3,4 milhões de assinantes.

Atualmente, a companhia espanhola ocupa o segundo lugar, com 2,57 milhões de assinantes, seguida pela Oi (2,22 milhões), Brasil Telecom (1,91 milhões) e a GVT (604 mil).

Além da liderança em banda larga, a empresa ocupa o primeiro lugar no mercado de TV por assinatura, com 3,645 milhões de clientes, e é também a empresa que mais cresce em telefonia fixa, com uma alta de 63% no 3º trimestre, chegando a 2,5 milhões de clientes.

Somente no 3º trimestre de 2009, a NET conquistou 185 mil novos clientes e se posicionou como a responsável por 57% do montante de crescimento do mercado.

Considerando todo o segmento de banda larga, a NET possui 26% de market share, de acordo com os dados consolidados do 3º trimestre de 2009.

O presidente da companhia descarta a possibilidade de baixar o preço da assinatura de banda larga para ganhar mercado.

“Não vamos entrar numa guerra de preços. Não é idéia da NET fazer liquidação, queremos um crescimento sustentado”.

Fonte: Exame, leia mais ao clicar aqui. 

Bom dia e bom trbalho.

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