O novo telefone do SAC – Serviço Atendimento ao Cliente: 190

Era uma vez dois passageiros chegando no Aeroporto de Congonhas na cidade de São Paulo.

Chegam ao balcão da companhia aérea com 90 minutos de antecedência do vôo. Entregam documentos de identidade e o bilhete aéreo, comprado há dias atrás.

Após falar bom dia, a atendente da companhia aérea, informa que devido a um problema no vôo do dia anterior, os passageiros foram reescalonados, ou seja, os que não embarcaram no dia anterior, embarcam hoje. Assim os passageiros que acabaram de chegar, só vão embarcar a tarde ou no próximo dia.

Os passageiros explicam que não podem aceitar pois tem compromisso profissional na cidade de destino. E ainda questionam, por que a companhia não os informou se este foi o procedimento, desde o dia anterior.

Sem resposta e ouvindo da atendente; “este é o procedimento” pediram para conversar com o supervisor do aeroporto para explicar sobre o compromisso marcado.

O supervisor aparece sorrindo. Mal ouve os passageiros e pergunta se querem que ele ligue para as pessoas com quem os passageiros tem o compromisso.

Os passageiros se dão conta que no aeroporto não tem mais possibilidades de serem ouvidos, então decidem se dirigir para o escritório central da companhia aérea.

Ao chegar no escritório central, solicitam que sejam atendidos por um profissional da empresa que possa solucionar o “agora” problema deles.

A  recepcionista telefona para uma série interminável de ramais e informa aos passageiros, que infelizmente não tem ninguém que possa falar com eles, uma vez que os canais de atendimento são “eletrônicos” e não pessoais.

Os passageiros então ligam para um número mágico: 190. Em poucos minutos chega uma viatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O movimento na recepção da empresa se modifica. Seguranças agora comparecem em maior número, e de repente, não mais que de repente, aparece a advogada da empresa.

Ou seja, quando o assunto é falar com clientes, o profissional em destaque é um advogado.

Assim, com a presença dos policiais, a representante da companhia aérea, ouviu “os clientes” e pode resolver a questão.

Bem, após ouvir esta “história” em uma sala de reunião, fico pensando se não é hora de avisar o Comandante da Polícia Militar para aumentar o orçamento da Equipe do 190, pois parece que eles vão ter muito mais trabalho em 2010.

Bom dia e bom trabalho!

Intensivo em Inteligência Competitiva ESPM

“Um toc na cuca” para esquentar as reflexões e discussões, sobre inteligência:

Bom dia e bom trabalho!

Gritar durante os treinamentos, chamar de burro, tapa nas costas, palavrão: o management “vale tudo”

O mundo corporativo tem suas “melhores empresas para se trabalhar” mas vem também apresentando práticas “pouco ortodoxas,” para aumentar os lucros e crescer a rentabilidade, em algumas empresas.

Em recente edição de Exame (edição 960 de 27 de janeiro de 2010), Malu Gaspar, em reportagem denominada “O Presidente, o consultor e o racha,” relata que em novembro, o Ministério Público do Trabalho abriu um inquérito para investigar denúncias de que o médico e antropólogo Sr.X, contratado por uma empresa siderúrgica Y, constrangia executivos nos treinamentos e teria beijado uma secretaria à força durante uma sessão de aconselhamento individual.

No Estadão de hoje, reportagem “Assédio moral assombra a LG,retrata que a greve no interior paulista mostra as dificuldades dos funcionários da empresa em conviver com o jeito coreano.

Por quase uma semana, os funcionários da coreana LG Eletronics de Taubaté, em torno de 2,4 mil, interromperam a produção de cerca de 300 mil unidades com o objetivo de brigar pelo cumprimento de um acordo de promoções e para protestar contra o assédio moral por parte de alguns executivos.

A greve terminou na sexta-feira, depois de um acordo entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e a empresa, intermediado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP).

O fim do assédio moral é um tipo de reivindicação comum nas pautas sindicais, mas o excesso de queixas, segundo o sindicato, mobilizou os funcionários.

A empresa, segundo a entidade, se comprometeu a mudar suas práticas. Os trabalhadores falam de insultos, palavrões e maus tratos.

Depois de um tapa nas costas e um rosário de insultos, Simone de Gouvêa Rosa, de 35 anos, recorreu à Justiça.

Desde junho de 2007 briga por uma indenização. A acusação é de agressão moral e física. O acusado, diretor da área de celulares, é conhecido por todos como Mister Ahn. Em caso de condenação da empresa, o valor será determinado pelo juiz.

Em outro trecho da reportagem “…segundo ela, precisava pedir para ir ao banheiro ou tomar água. “Se ninguém estivesse livre para me substituir, tinha de segurar a vontade”, diz. Seu trabalho era testar baterias e colar adesivos nos aparelhos.”

Em junho de 2007, quando a produção de monitores estava mais tranquila e a de celulares acelerada, alguns funcionários, entre eles Simone, foram recrutados para mudar de departamento por uma semana.

O grupo teve de aguardar em uma sala para receber mais instruções para a hora extra que faria. Ela conversava com Adriano Calais, então integrante da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), para ter detalhes sobre como seria a Participação de Lucros e Resultados (PLR).

Mr. Ahn, segundo ela, entrou na sala, deu um tapa estalado nas costas dela e gritou em coreano.

Abalada, a funcionária diz que passou por um psiquiatra e uma psicóloga e teve de tratar da depressão com muitos remédios. “Tomava calmantes, não conseguia dormir. Naquela época não conseguia sair de casa, nem tirava o pijama, ficava enfiada no quarto o dia inteiro à base de antidepressivos.”

Palavrão

João, nome fictício, é funcionário da LG há nove anos. Relata que a relação com os chefes coreanos é difícil.

Ele diz que uma das primeiras coisas que os novatos costumam fazer, até por instinto de defesa, é aprender palavrões em coreano para tentar acompanhar o que os executivos dizem nas rodinhas de conversa.

Em março do ano passado, João ajudava o supervisor em outra linha de produção.

Conta que Mister Ahn, aparentemente insatisfeito com a presença do funcionário, o xingou no idioma natal. “F.d.p.”, teria dito.

“Respondi que sabia o que ele estava falando e disse “é a sua mãe”, pronto para bater nele. Chorei de raiva. Pensei na minha mãe que me colocou no mundo. Ela é o quê, uma vadia?”

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Fonte: Paula Pacheco, colaborou Marcelo Rehder, O Estado de S.Paulo.

Foto: Photographer: Ian Britton, Camera: FUJIFI, FreeFoto.com

Bom dia e bom trabalho!

Inovação Aberta e Inteligência Competitiva 1

A cocriação, outro nome para inovação aberta e diferente da colaboração, impõe novos – e grandes – desafios para os gestores:

  1. Atrair e motivar os cocriadores, com o conjunto certo de incentivos
  2. Estruturar os problemas da participação
  3. Criar mecanismos de governança para facilitar a cocriação, com regras, processos, liderança e metas claras, além de determinar a propriedade intelectual para o desenvolvimento de produtos próprios ou serviços cocriados
  4. Manter a qualidade do que for cocriado.

Fonte: Dossiê Inovação Aberta. HSM Management 75, julho – agosto 2009.

Ser atendido em lojas de uma operadora de celular é, em geral, uma experiência nada agradável

Ser atendido em lojas de uma operadora de celular é, em geral, uma experiência nada agradável e de resultado incerto: após espera longa, o serviço desejado muitas vezes pode não ser prestado pela unidade escolhida.

Agora, as operadoras estão dando mais atenção às reclamações para não perder clientes e dinheiro – 70% dos brasileiros pretendem comprar um celular ou trocar o aparelho, segundo pesquisa da TNS Research.

A estratégia das operadoras é ampliar pontos de venda próprios e também delegar mais funções às revendas autorizadas.

A Vivo, líder em clientes e em número de lojas próprias, contrata funcionários que eram terceirizados para incentivar a força de vendas e ter gestão direta.

Em 2009, a Claro começou a adotar sistemas que permitem que sua rede de franqueados ofereça aos clientes os mesmos serviços disponíveis nas lojas próprias.

Os problemas nas lojas de celular não são exclusivos dos brasileiros.

Segundo Yossi Zohar, diretor de marketing da divisão de gerenciamento de clientes da Amdocs, empresa de software para telecomunicações, a falta de treinamento e a alta rotatividade dos funcionários das lojas causam dificuldades em várias partes do mundo.

Segundo pesquisa global da companhia, o tempo médio de espera para efetuar uma compra na loja de uma operadora é de 60 minutos.

Uma em cada quatro pessoas que foram à loja de uma operadora fazer uma compra acabaram não levando nada.

Desses 25%, metade acabou indo para a loja do concorrente. “A compra não foi feita porque a experiência não foi boa. E isso é diretamente influenciado pela eficiência do vendedor”, afirma Zohar.

Fonte: Ana Luiza Mahlmeister e Gustavo Brigatto, Valor Economico. Os assinantes do Valor podem ler mais ao clicar aqui.

Foto: Photographer: Ian Britton. FreeFoto.com

Bom dia e bom trabalho.

O Modelo Toyota, redução de custos e os defeitos

Um dos pilares da indústria japonesa vive o abalo de seu sistema de “produção enxuta.” O maior fabricante de carros do mundo, agora terá que conviver com as questões de imagem da marca, reputação da empresa e de seus produtos.

A Toyota está sendo a parte mais visível desta questão, mas não é a única com “defeitos” na produção de produtos, ou como estamos nos acostumando “recall” de produtos.

Analistas disseram ao The Wall Street Journal em Tóquio, que o foco incansável do Japão nos últimos anos em cortes de custos – em meio à recessão e à deflação – também teve um papel no aumento dos defeitos.

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Toyota: agora são os freios

NAGOYA, Japão, e NOVA YORK – O governo do Japão determinou nesta quarta-feira à montadora Toyota que investigue um possível defeito no pedal de freio de seu novo modelo híbrido Prius, após ter recebido queixas de consumidores.

Trata-se de mais um golpe para a montadora japonesa, já envolvida no maior recall de sua história , para substituir o pedal de acelerador, que continua acelerando depois que o motorista tira o pé do pedal.

O ministro dos Transportes do Japão, Kanji Sato, disse que, segundo as reclamações, os freios param de funcionar quando o veículo circula em baixa velocidade, sobretudo em superfícies escorregadias e desniveladas.

O Prius foi lançado em maio de 2009, e a maioria das queixas sobre o problema no freio ocorreu em janeiro passado.

Mas em acidente registrado no Japão em julho do ano passado, um modelo Prius 2010 colidiu com outro veículo num cruzamento, ferindo duas pessoas.

Nos EUA, a agência responsável pelo setor de transportes registrou 136 reclamações sobre o freio do modelo 2010, com quatro colisões, das quais duas deixaram pessoas feridas.

Já com relação ao acelerador, o secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood, disse, durante um painel da Casa Branca sobre o recall da Toyota, que os motoristas devem levar já os carros afetados às revendedoras.

“Parem de dirigir o carro e o levem a um revendedor Toyota, porque eles podem consertar o problema” disse LaHood.

Fonte: New York Times/O Globo. Para ler mais, clique aqui.

Bom dia e bom trabalho!

Brasil é o país com o maior número de dentistas do mundo

Ramjee Sao, de 75 anos, dentista de rua e homem sagrado hindu, injeta anestésico no dente de mulher em sua ‘clínica’ a céu aberto na cidade de Varanasi, no norte da Índia. (Foto: Jitendra Prakash/Reuters)

Livro lançado em congresso de odontologia mapeia o perfil do cirurgião-dentista brasileiro

No Brasil, estão 19% dos dentistas do mundo. O dado é do livro “Perfil Atual e Tendência do Cirurgião-Dentista Brasileiro”, que foi lançado ontem no 28º Ciosp (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo).

Realizado no Anhembi, em São Paulo, o congresso, que termina hoje, foi promovido pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

Segundo Maria Celeste Morita, professora da Universidade Estadual de Londrina e uma das autoras do livro, o Brasil é o país com a maior quantidade de profissionais de odontologia do mundo em números absolutos: são 219.575 profissionais cadastrados.

“O “Atlas Global de Odontologia”, publicado em 2009 pela Federação Dentária Internacional, estima pouco mais de um milhão de dentistas no mundo. De todos os países incluídos no Atlas, o Brasil é o que tem o maior número de profissionais”, diz Morita.

Mas o recorde em número de dentistas ainda não se reflete no acesso de boa parte da população aos serviços odontológicos.

“Embora nos últimos anos a odontologia esteja se incluindo de forma mais representativa nas políticas públicas de saúde, ainda há muita desigualdade”, afirma Ana Estela Haddad, da Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério do Trabalho. Haddad também assina o livro, com Morita e com Maria Ercília de Araújo, do Observatório de Recursos Humanos em Odontologia.

A dificuldade de acesso a esse enorme contingente de profissionais é, segundo Haddad, explicada por uma soma de fatores.

Um deles aparece nos dados levantados para o livro: 59% dos dentistas estão na região Sudeste e três Estados concentram 57% deles -cerca de 33% estão em São Paulo, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, cada um, aproximadamente 12% dos dentistas.

Fonte: Iara Biderman, Folha de S.Paulo. Os assinantes Folha/UOL, podem ler mais, ao clicar aqui.

Fonte Foto G1.

Bom dia e bom trabalho!

Pfizer estuda genérico

A Pfizer, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do mundo, estuda produzir genéricos de seus próprios medicamentos, cujas patentes estão para vencer.

O principal carro-chefe da companhia, o Lipitor (combate colesterol elevado) perde a patente no fim do ano. É o remédio mais vendido do mundo e movimenta US$ 13 bilhões por ano. O Viagra, a famosa pílula azul, que combate a impotência sexual, perderá a patente em 2011.

Em entrevista ao Valor, Gustavo Petito, diretor de planejamento de negócios da Pfizer, evita dar detalhes sobre os planos da empresa em relação à sua possível entrada no segmento de medicamentos genéricos, mas confirma que o assunto está em discussão.

“Não é uma estratégia da empresa, mas a companhia estuda essa possibilidade”, afirmou. “A perda de patente faz parte do ciclo da vida de um produto e faz parte da vida de uma companhia. A Pfizer trabalha para ter sempre novos lançamentos de inovação”, afirma o executivo da Pfizer.

“O Lipitor e o Viagra são considerados dois grandes ‘blockbusters’ [campeões de venda] mundiais. Assim que perderem a patente, várias companhias vão comercializar seus genéricos no mercado. Faz todo o sentido a Pfizer fazer o mesmo”, afirmou uma fonte do setor.

O laboratório faz parte de um grupo de empresas farmacêuticas globais que mais investem em inovação.

A compra da Wyeth no ano passado – por US$ 68 bilhões – reforça a posição da empresa nesse sentido.

Com essa aquisição, a múlti americana aumentou seu portfólio e passou a atuar em vacinas, produtos biológicos, oncologia, inflamação/imunologia.

Em 2008, a empresa investiu quase US$ 8 bilhões em inovação (os números de 2009 não foram divulgados).

O laboratório detém agora 600 projetos de pesquisa, dos quais 458 em fase de descoberta, 56 em fase 1 de pesquisa clínica, 47 na fase 2, 32 na fase 3 e sete em processo regulatório.

Ao desenvolver um medicamento, os laboratórios submetem o produto a fases de experimentos. A primeira etapa reflete testes em animais.

Na segunda, os testes são feitos em humanos, mas em número restrito.

Na terceira etapa, o produto é submetido a um número maior de pessoas. Todos os testes são realizados em pacientes doentes.

Com a aquisição da Wyeth, a empresa americana também retoma o mercado de OTC (“over the counter”, ou depois do balcão). A empresa tinha deixado esse segmento em 2006.

Fonte: Mônica Scaramuzzo, de São Paulo, Valor Economico. Os assinantes do Valor, podem ler mais, ao clicar aqui.

Foto: O Globo

Bom dia e bom trabaho!

Toyota acorda tarde

A fabricante de automóveis japonesa Toyota subestimou a gravidade dos problemas verificados em seus carros e demorou a acordar para um “problema mortal”, segundo uma reportagem aprofundada do jornal The New York Times sobre o tema.

O diário registra as últimas palavras de um homem que viajava em Lexus ES 350 (da Toyota) nos Estados Unidos, perdeu o controle do veículo e ligou para o número de emergência: “O acelerador está preso… estamos com problemas… estamos nos aproximando de um cruzamento… espera… espera e reza… reza”.

A ligação terminou com o barulho de uma batida de carro, conta o jornal. Morreram o motorista, sua esposa, filha e cunhado. O fato ocorreu em 28 de agosto, mas, na visão do jornal, somente na semana passada a empresa “finalmente parecia chegar ao escopo do problema”, expandindo o recall de milhões de veículos.

Fonte: Sílvio Guedes Crespo, Radar Econômico, Estadao.com.br

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